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A Análise das Demonstrações Contábeis como Ferramenta Gerencial para Auxílio nos Processos de Tomada de Decisão

postado 26/11/2004 00:00 - 75612 acessos

RESUMO
BARBOSA, Susana L. BONAMIGO, Marcos P. A Análise das Demonstrações Contábeis como Ferramenta Gerencial para auxílio nos processos de tomada de decisão. 2004. 8f. Pato Branco. Artigo (Graduação em Ciências Contábeis) CEFET/PR, Unidade de Pato Branco.
A análise das demonstrações contábeis é o tema central deste artigo, o qual tem por objetivo transformá-las em análises que traduzam os dados em informações aos usuários da contabilidade. Para tanto, expõe-se aqui conhecimentos básicos necessários para que o analista possa realizar seu trabalho na forma mais adequada possível. Faz-se um breve relato sobre o surgimento da contabilidade e sua evolução até os relatórios de análises, apresentam-se os principais demonstrativos, que são base e sustentação do analista, bem como descrevem-se variadas técnicas de análise, e alguns procedimentos de como elaborar a análise das demonstrações contábeis, onde descreveu-se que não é preciso apenas saber calcular os índices, mas também saber como interpretá-los, e adequá-los a cada empresa ou usuário específico. Concluiu-se, portanto que, com a aplicação das técnicas mencionadas, aliada a interpretação adequada com a realidade da empresa, o analista fará um trabalho que auxiliará os gestores nos processo de tomada de decisão.
Palavras chaves: Contabilidade, Demonstrativos, Análise.


1 Introdução

Costuma-se dizer que a Contabilidade é tão antiga quanto a origem do homem, afirma Marion (p. 32, 2002), o que é confirmado por Calderelli (1997), que, na definição de Contabilidade, na Enciclopédia Contábil e Comercial Brasileira, expõe que
a sua origem se perde no tempo; [...], com a verificação feita em placas, tábuas, etc., encontradas nas escavações arqueológicas. Pelos achados, nota-se que a contabilidade consistia em simples anotações, a fim de evitar lapsos de memória, haja vista os textos egípcios, babilônicos, fenícios, gregos e romanos encontrados. (CALDERELLI, 1997, p. 171)
Com o objetivo de controlar o patrimônio, o homem primitivo buscava organizar-se de maneira a contar (inventariar) seu rebanho, conforme relata Marion (2002, p. 21), afirmando que o homem, cuja natureza é ambiciosa, preocupava-se com o crescimento e a evolução do rebanho e de sua riqueza.
Desde então, "foram pensadas e estudadas as várias formas de registrar os fatos contábeis que davam origem àqueles relatórios. {...} ... apurando a variação da riqueza e, por fim, imaginando as formas de registros contábeis." (MARION, 2003, p. 21). A partir desta preocupação, o homem, com sua ânsia em buscar um controle patrimonial e análise da evolução de sua riqueza, começou a utilizar-se de métodos os quais tornar-se-iam, com seus aperfeiçoamentos, os controles contábeis utilizados em épocas atuais.
Com o passar dos anos, evoluindo historicamente, a Contabilidade requereu para si a responsabilidade do controle patrimonial e, para tanto, identifica todos os fatos e atos que possam ser mensurados, e os registra contabilmente. Através destes, são elaborados relatórios que demonstram a situação e variação do patrimônio controlado.
As ferramentas de análise devem ser interpretadas e direcionadas para um enfoque gerencial buscando servir como base de informações para tomada de decisão dos gestores. As interpretações devem conter linguagem simplificada que possa fazer entender todos os usuários que tenham interesse na situação econômica da empresa.
Quanto mais numerosas as informações mensuradas aos gestores, maior possibilidade de contribuir na maneira de fornecer resultados, possibilitando para a empresa uma maior competitividade com seus concorrentes, contribuindo para um melhor desenvolvimento e crescimento econômico da empresa. É preciso analisar, além da quantidade, e com atenção redobrada, a qualidade das informações, pois informação em quantidade exagerada pode não se tornar útil, e, sim, empecilho para agilidade na tomada de decisões. Por vezes, informações sucintas e objetivas são de maior valia, o que é possível quando o analista conhece a empresa, seus objetivos, suas perspectivas, ou seja, os aspectos necessários para saber como e o que constar na análise dos demonstrativos. O analista precisa saber como elaborar a análise das demonstrações contábeis, pois não é preciso apenas saber calcular os índices, mas também saber como interpretá-los, e adequá-los a cada empresa ou usuário específico
Visando a maximização da riqueza este estudo terá a finalidade de analisar gerencialmente as demonstrações patrimoniais e financeiras da empresa, procurando levantar a maior quantidade de informações com a maior qualidade possível.


2 Da contabilidade à análise das demonstrações

Conceitualmente, podemos definir Contabilidade como:
... a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades, mediante registro, demonstração expositiva, confirmação, análise e interpretação dos fatos nele ocorridos, com o fim de oferecer informações sobre sua composição e suas variações, bem como sobre os resultados econômicos decorrentes da gestão da riqueza patrimonial. (FRANCO, 1992, p. 22)
As empresas, inseridas no mundo em suas transformações, urgem obter informações rápidas, precisas e objetivas acerca de sua situação financeira, patrimonial, econômica. Dentro do conceito acima descrito, a Contabilidade é um instrumento fundamental para auxiliar a administração moderna, pois sua finalidade é "estudar e controlar o patrimônio, para fornecer informações sobre sua composição e variações, bem como sobre os resultados econômicos decorrentes da gestão da riqueza patrimonial." (FRANCO, 1992, p. 20).
Buscando atender esta necessidade, a análise de balanços assume importância significativa, sendo como "a arte de saber extrair relações úteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso". Por isso, segundo Matarazzo (1998, p. 13), a análise de balanços "começa onde termina o trabalho do contador", pois ele vai além dos relatórios, traduzindo os dados obtidos em informações acessíveis aos administradores, auxiliando na tomada de decisões, bem como aos demais usuários da contabilidade.
O Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (FIPECAFE, 2000, p. 42), conceitua usuário como sendo toda pessoa, física ou jurídica, que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, podendo ser tanto internos - administradores, por exemplo -, quanto externos - como bancos, fornecedores, investidores, governo. A análise terá interesses diversificados, podendo "atender a vários objetivos diferentes; dependendo dos fins a que se destinam, as informações deverão apresentar um conteúdo e volume específicos. (...) Cada um deles (os usuários) procurará detalhes e conclusões próprias e, muitas vezes, não coincidentes." (Assaf Neto, 1981, p. 71).
SILVA (1995) diz que o instrumento de trabalho do analista é a informação. Quanto melhor a qualidade da informação, mais eficaz será o trabalho. Deste modo a quantidade e a qualidade de informações reveladas na análise de balanço proporcionarão um melhor e mais fácil entendimento das demonstrações. Podendo ser realizados comparativos entre períodos como evolução, previsto e realizado, transparecendo a situação e a performance da empresa.


3 Relatórios Contábeis

Uma organização que não possua um sistema contábil que possa lhe fornecer as informações necessárias, possivelmente não terá, de maneira transparente, comprovação de que está seguindo na direção desejada. Os fatos e atos realizados diariamente na entidade darão origem aos demonstrativos contábeis, os quais, segundo Marion (2002, p. 51), são "a exposição resumida e ordenada de dados recolhidos pela contabilidade". Franco (1992, p. 33) complementa com o conceito de que são "todas as informações retiradas dos registros contábeis e apresentadas de forma expositiva, sintética ou analítica, para fins de informação sobre o estado patrimonial e sobre as variações, aumentativas ou diminutivas, por ele sofridas...". Ainda complementa, afirmando que seu objetivo é o de "relatar às pessoas que se utilizam da contabilidade (usuários da contabilidade) os principais fatos registrados em um determinado período."
De posse dos demonstrativos contábeis,
tomaremos conhecimento dos resultados obtidos e de vários outros dados da empresa. Por fim, através de uma análise econômico-financeira das informações, chegaremos a conclusões mais consistentes sobre o real desempenho da empresa... (ASSAF NETO, 1981, p. 28).
São estes demonstrativos que servirão de base para que o analista realize seu trabalho. Sendo assim, é importante que se conheçam quais são eles e as características de cada um dos demonstrativos utilizados na análise, conforme descrito abaixo.
Balanço Patrimonial: É o demonstrativo contábil que reflete, em um determinado momento, a situação financeira da empresa, com todos os seus bens e direitos, constantes no Ativo, assim como suas obrigações perante os sócios e terceiros, constantes no Passivo. Para o analista, "o balanço servirá como elemento de partida para o conhecimento retrospectivo da situação econômica e financeira de uma empresa, através das informações contidas nos seus vários grupos de contas". (ASSAF NETO, 1981, p. 28)
Demonstrativo de Resultado do Exercício - DRE: É a demonstração analítica das variações do Patrimônio Líquido, causadas pela atividade da empresa, as quais ocorrem pela diferença entre receitas e despesas, retratando apenas o fluxo econômico e não o fluxo monetário (fluxo de dinheiro). Para a Demonstração de Resultado não importa se uma receita ou despesa tem reflexos em dinheiro, basta apenas que afete o Patrimônio Líquido.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL: Demonstra, de forma analítica, as variações de todas as contas do Patrimônio Líquido. Iudícibus (1998, p. 59), afirma que todo acréscimo e diminuição do Patrimônio Líquido é evidenciado através desta demonstração, bem como da formação e utilização das reservas (inclusive aquelas não originadas por lucro). Por esse motivo, o analista deverá examiná-la quando está analisando a entidade, pois a DMPL complementa os demais dados constantes no BP e na DRE.
Demonstração das origens e aplicações de recursos - DOAR: Demonstra a variação do Capital Circulante Líquido, através dos itens não circulantes do Balanço Patrimonial, ou seja, dos grupos Ativo Realizável a Longo Prazo (RPL), Ativo Permanente (AP), Passivo Exigível a Longo Prazo (ELP) e Patrimônio Líquido (PL). Como conceito de Capital Circulante Líquido - CCL, entende-se a folga financeira da empresa (MATARAZZO, 1998, p. 276), obtido entre a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante. Visa permitir a análise do aspecto financeiro da empresa, tanto no que diz respeito ao movimento de investimentos e financiamentos quanto relativamente à administração da empresa sob o ângulo de obter e aplicar compativelmente os recursos.
Notas Explicativas: Objetivando o aprimoramento da qualidade e quantidade de informações que atendam as necessidades dos usuários das demonstrações contábeis em determinado momento, surgiram as notas explicativas, que são informações complementares às demonstrações contábeis, representando parte integrante das mesmas.


4 Técnicas de Análise das Demonstrações Contábeis

De posse dos demonstrativos contábeis, o analista então deverá aplicar as técnicas de análise, métodos pelos quais são extraídos índices para melhor entender a situação patrimonial da entidade. Algumas das técnicas mais utilizadas são as seguintes:
a. Análise Vertical e Horizontal: demonstram, em percentual, o valor de cada item se comparados ao total do demonstrativo, ou a um valor específico, e sua variação no decorrer do tempo.
b. Análise Através de Índices: traduzem os demonstrativos em índices de estrutura, liquidez e rentabilidade, de maneira a entender como o patrimônio da entidade está estruturado, sua capacidade de pagamento, bem como o retorno do investimento.
c. Prazos Médios: representam a velocidade com que elementos patrimoniais de relevo se renovam durante um determinado período de tempo.
d. Método Fleuriet: reclassifica os demonstrativos em operacional e financeiro (não operacional) e, a partir daí, analisa índices de capital de giro, tesouraria, longo prazo, os quais darão dimensão da situação operacional e financeira da entidade.
e. Alavancagem Financeira: indica o grau de lucratividade, positiva ou negativa, gerada pela utilização de capitais de terceiros.
f. Fator de Insolvência de Kanitz: modelo que permite determinar previamente, com razoável grau de segurança, o grau de insolvência, o qual tem por objetivo descobrir, nos demonstrativos das empresas, sinais de insolvência.
g. Valor Econômico Adicional (EVA): O EVA é a medida do lucro econômico de uma empresa depois de descontado o custo de todo o capital empregado. Baseado na diferença entre a taxa de retorno sobre o capital investido e o custo desse capital. Essa diferença indica a qualidade ou eficiência com que o capital é utilizado.
É importante lembrar que cada empresa trabalha de uma forma particular, com características próprias. Matarazzo (1998, p. 160), afirma que cada empresa é uma espécie animal única (...), não tem similar; cada uma tem sua forma de organização de produção, de vendas, de pessoal e financeira própria em função do que dependerá sua capacidade de adaptação, sua sobrevivência, seu crescimento ou sua própria expansão.
Os índices de resultados devem considerar os mais diversos fatores da própria empresa, como o perfil do administradores, as perspectivas da empresa, as políticas adotadas na entidade, as influências dos ambientes interno e externo, entre outros. Por isso, na análise, é importante que se tenha conhecimento da empresa, pois não é a simples variável encontrada que será por si só suficiente para que o analista consiga interpretá-lo, pois é preciso vê-lo sob a luz das políticas da empresa, para então afirmar a sua situação. Assaf Neto afirma que os índices
"devem ser manejados pra que se extraiam melhores conclusões, de maneira comparativa, seja relacionando-os com os obtidos em outros períodos, ou com valores apresentados por outras empresas do mesmo setor e ramo de atividade." (ASSAF NETO, 1981, p. 121)

Para avaliar os índices, Matarazzo (1998, p. 189) enumera três maneiras:
a. Avaliação Intrínseca de um Índice: é uma avaliação grosseira, pois avalia os índices pelo seu valor intrínseco, o que é limitado e só deve ser usado quando não se dispõem de índices-padrão proporcionado pela análise de um conjunto de empresas.
b. Comparação de Índices no tempo: a comparação dos índices de uma empresa com os valores observados nos anos anteriores revela-se bastante útil por mostrar tendências seguidas pela empresa, permitindo ao analista formar uma opinião a respeito das diversas políticas da empresa, bem como as tendências que estão sendo registradas. É fundamental em qualquer avaliação em que os índices sejam analisados conjuntamente.
c. Comparação com padrões: a avaliação de um índice e a conceituação como ótimo, bom, satisfatório, razoável ou deficiente só pode ser feita através da comparação com padrões.
"Uma vez calculados os índices e comparados com padrões, pode-se, fazer primeiro uma avaliação individual de cada índice, depois uma avaliação conjunta e, assim, avaliar-se a empresa e sua administração." (MATARAZZO, 1998, p. 190) Lembrando sempre de analisá-los pela ótica das políticas da empresa.


5 Como elaborar uma análise das demonstrações financeiras

Para que o analista faça um relatório de análise das demonstrações contábeis, é indispensável um conjunto de informações e conhecimentos básicos, pré-requisitos, os quais citamos alguns:
a. Conhecimento Básico de Contabilidade;
b. Conhecimento de Técnicas de Análise;
c. Atividade da Empresa;
d. Políticas e Estratégias da Empresa;
e. Perfil dos Administradores;
f. Influências dos ambientes interno e externo na empresa;
g. Capacidade de Interpretação.

Além destes pré-requisitos, é preciso entender qual é o raciocínio que o analista deve seguir para poder analisar as demonstrações. Matarazzo afirma que análise de Demonstrações Financeiras baseia-se em raciocínio científico, tendo como objetivo a conversão das demonstrações contábeis em relatórios de linguagem descomplicada, entende-se, então, que, conforme Matarazzo (1998, p. 22):
a. extraem-se índices das demonstrações financeiras;
b. comparam-se os índices com os padrões;
c. ponderam-se as diferentes informações e chega-se a um diagnóstico ou conclusões;
d. tomam-se decisões.

Objetivando facilitar o trabalho do analista, é preciso fazer a reclassificação ou padronização das demonstrações contábeis, "é necessário um reagrupamento de algumas contas, com o objetivo de tornar mais homogêneo e menos complexo para a análise." (ASSAF NETO, 1981, p. 73). Matarazzo (1998, p. 142) cita os motivos pelos quais faz-se necessária a referida padronização:
a. Simplificação;
b. Comparabilidade;
c. Adequação aos objetivos da análise;
d. Precisão nas classificações das contas;
e. Descoberta de erros;
f. Intimidade do analista com as demonstrações financeiras da empresa.

Depois de toda análise quantitativa elaborada, é necessário saber o que incluir no relatório. Matarazzo (1998, pg. 20), lista as seguintes informações que devem ser produzidas pela análise de balanços:
a. Situação financeira;
b. Situação econômica;
c. Desempenho;
d. Eficiência na utilização dos recursos;
e. Pontos fortes e fracos;
f. Tendências e perspectivas;
g. Quadro evolutivo;
h. Adequação das fontes às aplicações dos recursos;
i. Causas das alterações na situação financeira;
j. Causas das alterações na rentabilidade;
l. Evidências de erros da administração;
m. Providências que deveriam ser tomadas e não foram;
n. Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras.

Assaf Neto (1981, p. 71) também apresenta um modelo para análise:
a. Caracterização da empresa
b. Mercado
c. Aspectos internos da empresa
d. Aspectos contábeis
e. Análise econômico financeira
f. Conclusão

É importante salientar que calcular os índices, elaborar a análise quantitativa é somente o primeiro passo de uma análise das demonstrações financeiras. Um relatório que apresentasse dados em vez de informações não seria um bom relatório, pois transforma um tipo de dado encontrado nas demonstrações em outros dados, o que para o leitor pouco, ou nada valem. Por este motivo é que torna-se necessário que o analista tenha esta capacidade de interpretação, para então elaborar o relatório da análise.


6 Considerações Finais

Para que se possa realizar a análise das demonstrações financeiras, é fundamental que o analista tenha pleno conhecimento das demonstrações contábeis, das técnicas de análise, de como elaborar e interpretar uma análise, enfim, dos conceitos que foram especificados no presente artigo.
A Contabilidade deve servir não apenas como controle patrimonial, mas como ferramenta gerencial nas empresas. Com a aplicação das técnicas de análise apresentadas neste artigo, aliada a capacidade de interpretação do analista, a qual deve ser adequada à realidade da empresa analisada, ou do usuário que está solicitando a análise, poder-se-á, então, elaborar-se relatórios os quais traduzam a situação econômico-financeira da empresa, podendo, assim, a administração ter um auxílio para a tomada de decisões.
Apesar de algumas limitações por ser feito com base em fatos já ocorridos, tais informações proporcionam comparativos entre períodos, preferencialmente no menor período possível, mês a mês, já que algumas informações contábeis são apropriadas mensalmente. Com base nos fatos ocorridos torna possível projetar os fatos futuros, avaliando os ocorridos e os projetados ou orçados.
Deste modo, a análise elaborada com o maior número possível de informações é de grande valia para a tomada de decisões. Não havendo um modelo padrão ou um modelo ideal para elaborar uma análise, e sim quanto maior a quantidade e a qualidade das informações maiores serão os subsídios para os gestores avaliar, comparar, projetar e tomar decisão.



Referências Bibliográficas

ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços. 1 ed. São Paulo: Atlas, 1981.
CALDERELLI, Antonio. Enciclopédia Contábil e Comercial Brasileira. São Paulo: CETEC, 1997.
FIFECAFI. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2000.
FRANCO, Hilário. Estrutura, Análise e Interpretação de Balanços. 15 ed. São Paulo: Atlas, 1992.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1998.
LOPES DE SÁ, Prof. Antonio. Introdução à Análise de Balanços. 1 ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1981.
MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2002.
MARQUES, Rogério Ramos. Uma investigação do relacionamento entre o modelo Fleuriet e o modelo baseado no valor econômico agregado: estudo utilizando dados de empresas relativos aos anos de 1999 e 2000. Disponível em : <http://www.unb.br/cca/ mestrado> Acesso em 15 de julho de 2004.
MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1998.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Comercial Fácil. 12 ed. São Paulo: Saraiva, 1997.
SILVA, José Pereira. Análise Financeira das Empresas. 3º ed. São Paulo: Atlas, 1995

Marcos Paulo Bonamigo e Susana Locatelli Barbosa,
acadêmicos do curso de Graduação de Ciências Contábeis,
 do CEFET/PR, Unidade de Pato Branco.
susana@nutrisul.com.br
marcospaulo@wmail.com.br

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