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A sua aposentadoria já começou

Além de contribuir para o sistema público, sugiro que você também pense em outras alternativas para a construção de um patrimônio capaz de lhe garantir uma renda complementar e uma vida mais tranquila na velhice.

postado 21/09/2015 08:59:44 - 1.701 acessos

Fico perplexo com o descuido da maioria das pessoas quando o assunto é a sua própria aposentadoria.

Quem trabalha com carteira assinada, está relativamente “protegido” pelo sistema previdenciário público e ainda possui uma pequena vantagem, quando comparado a um profissional autônomo, que precisa arcar sozinho com a sua contribuição, enquanto as empresas complementam a contribuição dos seus funcionários. Mas essa vantagem é passageira.

Passageira porque a expectativa de vida das pessoas está cada vez maior e, com o tempo e as regras pouco amigáveis para atualização do benefício de quem recebe acima de um salário mínimo, há uma grande defasagem desse valor ao longo dos anos, podendo chegar, em muitos casos, ao recebimento de apenas um salário mínimo mensal em pouco tempo. Você já deve ter visto isso acontecer com algum membro da sua família ou amigo.

Por ter de arcar sozinho com a sua contribuição, o profissional autônomo tem certa resistência em contribuir com a previdência, seja com um valor mais alto, seja sobre o valor mínimo.

Quando converso sobre isso com esses profissionais, ouço frases do tipo: “Ah, eu nunca vou me aposentar”, ou “Vou ter que trabalhar a vida inteira mesmo”, ou ainda “Não vou pagar carnê de INSS para ‘eles’ roubarem o meu dinheiro”.

Esse tipo de comentário deixa bem claros tanto a falta de visão de longo prazo dessas pessoas como mostra também seu grau de descrença na aposentadoria pública.

O fato é que, realmente, não podemos depositar todas as nossas esperanças somente na aposentadoria oferecida pelo governo.

Mas isso não deveria ser determinante na sua decisão de se filiar ou não ao sistema previdenciário público, pois acredito que esse sistema ainda é extremamente interessante como uma das fontes de renda futura, nunca como única, pois, além de garantir uma renda vitalícia, há ainda a possibilidade de acesso a outros benefícios muito importantes, tais como: auxílio doença ou até mesmo a aposentadoria por invalidez, caso necessite, é claro.

Portanto, repito, além de contribuir para o sistema público, sugiro que você também pense em outras alternativas para a construção de um patrimônio capaz de lhe garantir uma renda complementar e uma vida mais tranquila na velhice.

Reconheço que o ato de poupar, investir e acumular riquezas nem sempre é bem compreendido pela maioria das pessoas, talvez por pressão da sociedade, que exige que você esteja sempre com roupas da moda; tenha o melhor carro; a melhor casa; os melhores móveis; frequente os melhores lugares... Tudo acaba causando um grande inchaço nas despesas fixas, inviabilizando a sua capacidade de poupar, ou até mesmo fazendo o efeito contrário, forçando-o a buscar empréstimos para cobrir as contas do mês.

Vejo também uma clara falta de percepção por parte das pessoas sobre o que é considerado ou não um investimento rentável, que, sem uma análise criteriosa, pode até de certa forma nos trazer um efeito negativo nas contas mensais, como a manutenção de uma casa, por exemplo. A casa onde moramos nem sempre pode ser considerada um bom investimento, pois dependendo do seu valor, de sua localização e de outros fatores, em alguns casos, seria mais interessante morar de aluguel, ou trocá-la por outra casa de menor valor, aplicando o excedente em outro tipo de investimento, que pode lhe oferecer um maior retorno.  

Mas isso também deve ser feito com muito cuidado, pois quando o dinheiro está muito disponível, é sempre mais fácil fazer uso dele para outros fins que não seja exatamente um “investimento”, e aí, quando você se der conta, já não tem mais nenhum investimento e, pior, está sem casa!

É claro que o aumento gradativo da nossa renda mensal ao longo da nossa carreira profissional nos estimula a procurarmos um maior conforto para a nossa vida, mas isso deve ser feito sempre respeitando um limite dos gastos que não interfira em nossa capacidade de continuar poupando regularmente.

O mais estranho é que, mesmo podendo “assistir” e “prever” o nosso futuro, simplesmente observando o que acontece com muitas pessoas idosas que vivem ao nosso redor, sendo obrigadas a sobreviver com a renda de um salário mínimo mensal; tendo que abrir mão de vários benefícios que possuíam durante a vida inteira, como planos de saúde, por exemplo, num momento em que mais precisam deles, ainda assim, não conseguimos nos sensibilizar sobre essa necessidade tão imprescindível para o nosso futuro, que é a formação de uma reserva que nos garanta uma boa aposentadoria.

Portanto, se você ainda não começou a se preocupar com seu futuro, sugiro que comece o quanto antes, pois o tempo é amigo dos que poupam, mas pode ser um inimigo cruel daqueles que negligenciam o cuidado com a vida que virá.

 

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