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A quebra econômica do Brasil

A Contabilidade é uma ciência social que abarca a vida patrimonial das empresas, e portanto, tem fundamento econômico. Por isso quis escrever sobre a economia do país, num artigo atual sobre os caminhos difíceis que nos resta trilhar.

postado 19/09/2016 08:46:23 - 1.422 acessos

Antes de mais nada, somos um país gigante, uma das vinte maiores economias do mundo, e temos um poder de recuperação enorme que nos garante, no mínimo, uma grande possibilidade de recuperação. Mas, vai demorar tempo__quem sabe alguns anos__ para as rachaduras econômicas do nosso território serem restauradas. Para a Colômbia recuperar suas notas de grau de investimento internacionalmente, levou cerca de 7,2 anos. Um conserto difícil e de longo prazo. Disse o economista Felipe Miranda, um ano após o lançamento do seu livro “O fim do Brasil” em 2014, que o Brasil estava tecnicamente quebrado. E isto foi dito quando, segundo o próprio Felipe, assistiu-se a queda do último pilar de sustentação da chamada “Nova Matriz Econômica”: o nível de emprego. Aliás, pode-se dizer hoje, que nunca tivemos o “pleno emprego”, mas sim, um “momentâneo emprego”. Ele enxergou isto antes.

Não obstante o fato de hoje termos novo presidente, com ideias novas para políticas novas, e dentro de um novo engajamento nacional apoiado por uma forte base aliada, temos provavelmente o maior número de desempregados da história recente, um tempo enorme para recuperar o nosso “Investment grade” junto às agências internacionais, uma inflação preocupante que requer ajustes pesados e precisos, e uma liderança política que ainda carece de apoio popular, sindical, e de uma afirmação que muitos acreditam que não se consolidará. Parte da “população político-vermelha” gritando nas ruas um FORA TEMER, já constitui um indício de que este governo enfrentará forte resistência.

Sabe-se hoje nestes poucos meses do novo governo, antes interino e agora definitivo, que há uma pequena luz no fim do túnel que tende a espalhar o seu alcance, uma vez que certos setores começam a esboçar melhores números econômicos que refletem alguma coisa de positiva neste triste mar poluído de incertezas e de deficits. Mas outros números assustadores se contrapõe a estes e terão que ser vencidos, como os do desemprego que cresce mensalmente, o número de empresas quebradas e que entram com pedido de recuperação judicial, o número de inadimplentes em geral, a queda do rendimento do trabalhador, e tudo o mais que possa ser verificado na PNAD – IBGE de maio de 2016.

A alardeada Reforma Previdenciária, a pretendida Reforma Trabalhista tão sonhada, parecem trazer, a princípio, retrocesso nas conquistas alcançadas ao longo do tempo como a jornada de trabalho, o 13° Terceiro Salário, o FGTS, a aposentadoria por tempo de contribuição, a aposentadoria por idade como hoje está, e outras grandes e pobres vantagens adquiridas pela nossa classe, mas que por fim, são conquistas alcançadas por toda a sociedade ao longo de décadas.

O presidente licenciado do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical __ João Inocentini__, por exemplo, afirmou em entrevista na rede Record News em 23 de maio deste ano, que o problema da Previdência Social não está em se criar alguma aposentadoria por idade mínima porque a lei que instituiu a regra 85/95, já embute o fator idade mínima na sua concepção; que existe um grande deficit na arrecadação do INSS por parte do governo das empresas inadimplentes; que há má administração dos recursos da Previdência; que houve a desoneração da folha de pagamento para certos setores da sociedade diminuindo os recursos do órgão previdenciário, e que a criação da DRU - Desvinculação de Receitas da União, foi feita com recursos da Previdência Social, redirecionando uma boa parte da receita previdenciária do país.

Teme-se então que medidas erradas poderão nos levar por caminhos errados, além de significarem que o governo, na verdade, quer apenas arrumar maneiras de se livrar do, e baixar o deficit público, ou seja, suas próprias contas, mas causando peso e transferência da questão para a sociedade, que pagará de novo pelos erros administrativos do governo, sem atacar de fato os pontos que devem ser atacados como, neste caso, cobrar efetivamente as empresas inadimplentes, suspender a desoneração da folha em qualquer âmbito, fiscalizar adequadamente, por fim, administrar com lisura, transparência e responsabilidade combatendo inclusive a corrupção.

Temos que ficar atentos e prontos para participar na medida em que pudermos, uma vez que haja um grande debate promovido pela classe política para que a sociedade possa se manifestar, a fim de contribuir para dias melhores no que eu posso chamar de uma sociedade produtiva calcada no trabalho, com justiça e prosperidade, e não com pretensos confiscos de direitos e vantagens das pessoas a fim de resolver o lado governamental, se este for como parece ser, o caso para muitos.

Não podemos concordar com um FORA TEMER por se tratar de um governo novo que primeiro precisa lançar suas propostas para governar com base de apoio para se sustentar (o que não ocorria na gestão anterior), como também não podemos nos levantar num FICA TEMER sem fazer uma reflexão e propiciar diálogo, com uma possível oposição limpa, uma vez que nosso país em pedaços precisa ser consertado, mas que para tanto, é necessário achar as medidas certas a fim de que as delicadas engrenagens econômicas voltem a funcionar a contento, e simbolizem de fato a aludida ideia estampada na nossa bandeira: a de “ordem e progresso”.

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