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Pedagogia e concepções para o ensino moderno da gestão financeira

No presente artigo o autor discute amplamente os conceitos de aprendizado e interatividade, isto é, como o ambiente escolar e ambiente universitário ou qualquer outro nível e as atividades empreendidas nela subsidiam as práticas pedagógicas

postado 14/11/2017 09:16:45 - 2.401 acessos

 No presente artigo o autor discute amplamente os conceitos de aprendizado e interatividade, isto é, como o ambiente escolar e ambiente universitário ou qualquer outro nível e as atividades empreendidas nela subsidiam as práticas pedagógicas já vigentes, direcionando-se às contradições que marcam a produção do conhecimento e da difusão de tal conhecimento, considerando que as contradições devem ser sanadas para obter uma melhor prática educacional. Através de explicitação epistemológica da questão no meio acadêmico atual é mister estudar em nosso atual contexto as correntes que formam e normatizam a educação interativa, participativa e colaborativa em todos os níveis. O artigo em voga usará uma metodologia de abordagem direta e objetiva lançando mão dos principais recursos bibliográficos da literatura sobre o tem para suscitar a reflexão sobre as conseqüências da adoção das diferentes linhas analisadas, bem como sobre a o dinamismo das formas de ensino da gestão financeira em elo a pedagogia contemporânea, buscando radiografar as potencialidades vigentes no processo educacional e poder formar um grande espelho de qual pedagogia está prevalecendo e como estamos trabalhando os conhecimentos já formados e em formação até o presente momento sobre o prisma multidisciplinar, multivariável e multiplicador dos tecnologos neste segmento. 

Julgamos que o tratamento de tal tema deve iniciar-se com grande grifo para o pano de fundo relacionado ao conhecimento que chamamos de psicológico, aquele conhecimento que não constitui um todo harmonioso, assim como não são harmoniosas as sociedades no interior das quais ele vem sendo produzido. 

 

Se admitimos que as contradições existentes no mundo da produção material têm os seus reflexos no mundo das idéias, porque se trata, na verdade, de um único e mesmo mundo, teremos que admitir, igualmente, que a Psicologia não se configura como um bloco monolítico. Como seria de se esperar, proliferam as teorias que concebem o indivíduo como um ente desvinculado da História, e essas são, por razões políticas, as teorias tornadas oficiais. Elas não definem, porém, o campo total da produção do conhecimento psicológico, e muito menos o esgotam. Trata-se de teorias idealistas, porque não estão fundadas na realidade da vida dos homens e a elas se contrapõem aquelas que ou vêem o indivíduo situado historicamente, ou, pelo menos, comportam a definição do individuo como conjunto das relações sociais, como síntese de múltiplas determinações. Tal síntese, sendo subjetiva, porque constitutiva do próprio EU, é compartilhada por muitos indivíduos, por força das condições históricas objetivas que os unem. (GIUSTA, 2013, p.01). 

 Esse conceito de indivíduo desfaz o preconceito de identificar a Psicologia como "a ciência do indivíduo", no sentido de uma subjetividade pura, e permite defini-la como a ciência da conduta, englobando tanto os comportamentos observáveis, como os processos conscientes e inconscientes, que lhes são efetividade e que apresentam uma dimensão humano-genérica, uma dimensão diferenciada a partir da condição dos sujeitos como pertencentes a uma classe social, a um grupo, a uma comunidade, etc., e, por fim, uma dimensão individual, no sentido já expresso anteriormente. Aqui já não há mais lugar para a oposição individualidade X coletividade. Em virtude disso, é possível falar-se com mais propriedade sobre o coletivo, atribuindo-lhe um significado mais verdadeiro: o que não suprime o individual. Como bem afirma Lefebvre, "[...] nada se ganha transformando num "sujeito" coletivo o sujeito individual". (LEFEBVRE, 1975, p. 75). 

 

 

02 APRENDIZADO NA GESTÃO FINANCEIRA 

Os cursos de Gestão Financeira hoje estão ligados a questão de informar e sensibilizar seus formandos no contexto de levantamento de conhecimentos intrincados ao conhecimento e utilização das informações geradas pela contabilidade isso interfere diretamente no planejamento do negócio. 

 

  As principais aprendizagens nos cursos de gestão financeira de acordo com Braga (2010, p.145) visa a absorção 

de conhecimentos multidisciplinares: 

 
  • Conhecer as principais formas de controle, planejamento e análise necessárias à organização das finanças em uma empresa para controle de todas as atividades financeiras que possam assegurar bons resultados à sua empresa 

  • Compreender a necessidade de uma administração minuciosa das atividades financeiras como garantia de permanência no mercado e redução dos riscos financeiros 

  • Levantar, documentar e analisar todas as informações financeiras de uma empresa para tomar decisões acertadas, refletindo sobre os riscos que podem ocorrer nas finanças daqueles que possuem uma má gestão em sua empresa 

A gestão financeira representa hoje cursos de nível superior que visem fazer com que profissionais do segmento consigam ter um nível de entendimento da área amplo, onde possam implantar por meio de atividades multidisciplinares fomento e operatividade sobre métodos, técnicas e tecnologias específicas para a elaboração de estudos de viabilidade e otimização de investimentos. Trata-se de um profissional competente para interpretar diferentes perfis, cenários e ambientes organizacionais a partir de conceitos econômico-financeiros e da contextualização sob diferentes perspectivas (temporal, geográfica, setorial, política e social), a fim de subsidiar processos de tomada de decisões e controle. (CONSTANZO, 2008). 

 

A partir do consenso teorizador de Maia (2005, p.46) os processos de pedagogia vigente ao compartimento dos cursos de gestão financeira hoje delimitam um processo intensivo e dinamizador, tipicamente a teoria levantada na introdução deste trabalho coliga traços de orientação e reorientação do conhecimento vigente contemporâneo: 

O aluno tem muito cálculo durante todo o curso. Ele estuda fundamentos das finanças, administração, contabilidade, estatística, matemática financeira, mercado de capitais, gestão de investimento, capital de giro e formação de preços. A grade curricular ainda contempla aulas de direito empresarial, ética, legislação tributária e comportamento organizacional 

 A visão sobre a ótica de pedagogia individualizada e amplificada gera o conceito de que o profissional tecnólogo hoje em gestão financeira exerce uma série de conhecimentos mais que os tradicionais e clássicos profissionais da área em outros tempos. 

O tecnólogo trabalha em diversos setores da economia, fazendo análise de investimentos, controle financeiro e montagem de orçamentos. Há oportunidades na área financeira e contábil de pequenas e médias empresas, bem como em bancos e instituições financeiras. Também há boas chances como consultor financeiro pessoal. (PASCOAL, 2003, p.57). 

Hoje o profissional contemporâneo de gestão financeira traduz um nível de responsabilidade sistemática isso sugere que o mesmo tenha que apresentar níveis de habilidades e competencialidades especiais tornando sua formação mais direta e mais programática, a reflexão sobre a participação deste profissional no mercado atual corrobora as idéias do profissional multidimensionado, multicapacitado capaz de prever uma série de possibilidades em seu contexto de atuação. 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

 O profissional tecnólogo em gestão financeira irá tratar de temas complexos, ter métodos e técnicas de trabalho avançadas, assim sendo, terá que estar preparado para um novo tempo cheio de desafios e possibilidades, deverá atuar para solucionar problemas de todas as ordens e isso sinaliza para a necessidade de especificar uma nova postura. 

 

Sendo assim indagados a trabalhar concisivamente para atender objetivos de fiscalização, de gestão, de decisão e outros paradigmas que auxiliarão os gestores na tomada de decisões de ordenamento estritamente financeiro-contábil sendo este profissional elementar a saúde financeira das organizações modernas. 

Por isso uma pedagogia moderna de formação deve ser impelida e os conceitos clássicos de educação superados para que formemos profissionais capacitados neste ínterim. 

 

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