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Os deputados do PT estão reunindo assinaturas para uma emenda à reforma da Previdência que criaria uma contribuição sobre os lucros e dividendos dos empresários para ajudar a financiar o setor.

postado 20/02/2017 15:48:42 - 884 acessos

Os deputados do PT estão reunindo assinaturas para uma emenda à reforma da Previdência que criaria uma contribuição sobre os lucros e dividendos dos empresários para ajudar a financiar o setor. Cada emenda à reforma tem que obter 171 assinaturas para ser formalizada na comissão especial. Outros cinco deputados já conseguiram protocolar a primeira emenda na comissão. Ela pede a manutenção da vinculação dos benefícios assistenciais ao salário mínimo.

O líder do PT, Carlos Zarattini, explicou a nova contribuição.

"Essa contribuição sairia da distribuição de lucros e resultados das empresas. Ou seja, os únicos que não são tributados pelo Imposto de Renda no Brasil são os empresários que recebem os lucros e dividendos das suas empresas. Eles recebem esses recursos e não pagam Imposto de Renda sobre eles."

Zarattini disse que também serão encaminhadas emendas para retirar mudanças propostas na reforma e para incluir no texto a fórmula que leva em conta o tempo de contribuição e a idade na concessão da aposentadoria. Hoje essa fórmula é uma alternativa para quem não quer ter o benefício reduzido pelo fator previdenciário.

Por ela, um homem de 60 anos com 35 de contribuição pode se aposentar com 100% da média salarial porque a soma dá 95. Para a mulher, a soma é 85. A reforma exige 65 anos de idade e 25 de contribuição, mas esses requisitos garantem apenas 76% da média. Para ter 100%, é preciso contribuir por 49 anos.

Os técnicos da Previdência afirmam que, na prática, os benefícios atingem hoje, em média, 80% da média. Já a emenda sobre os benefícios assistenciais, a única formalizada até agora, mantém a idade mínima de 65 anos existente hoje. A PEC propõe um aumento gradual para 70 anos. Mas a emenda mantém a regra que aumenta essa idade de acordo com o aumento da expectativa de sobrevida da população. O BPC, Benefício de Prestação Continuada, é pago a deficientes e idosos de baixa renda e não exige um mínimo de contribuições. O governo argumentou, ao enviar a proposta, que é necessário ter idades diferentes para o BPC e para o regime geral porque, do contrário, uma parcela da população não teria incentivos para contribuir. A desvinculação do salário mínimo é justificada com a informação de que, nos países desenvolvidos, o valor médio dos benefícios assistenciais em relação ao PIB per capita - que vem a ser o conjunto da produção econômica dividida pela população - é de 19,2%, enquanto no Brasil é de 33%. Para os deputados que assinam a emenda, a vinculação do BPC ao salário mínimo seria uma verdadeira "cláusula pétrea", porque ela estaria vinculada ao direito fundamental a uma vida digna.

A deputada Carmem Zanotto (PPS-SC), uma das proponentes da emenda, já afirmou que concorda com a necessidade de outros ajustes no sistema previdenciário.

"Serei uma guerreira para que a gente não altere o BPC, para que a gente não retire o Benefício de Prestação Continuada do vínculo com o salário mínimo. Precisamos ajustar, sim, as questões da Previdência, mas nós temos que cuidar na dose, temos que acertar."

Caberá ao relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), aceitar ou não as emendas, mas elas também poderão ser destacadas para votação no Plenário.

Fonte: Rádio Câmara

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