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Bancos disputam saques das contas inativas do FGTS

O saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vai liberar R$ 43,6 bilhões a partir de sexta.

postado 10/03/2017 13:17:56 - 492 acessos

O saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vai liberar R$ 43,6 bilhões a partir de sexta. Apesar de envolver mais de 30 milhões de trabalhadores, o foco dos bancos para reter parte desses recursos deve recair em uma parcela pequena, de pouco mais de 550 mil trabalhadores, mas que receberá R$ 15,5 bilhões, ou quase 35,5% do total. Esse grupo inclui aqueles que vão sacar de R$ 10 mil a R$ 50 mil. Estreitando mais a faixa, apenas 50 mil trabalhadores poderão fazer saques acima de R$ 50 mil. E esse grupo tem direito a R$ 5,4 bilhões.

A Caixa Econômica Federal tem grande vantagem comparativa sobre os outros bancos para tentar transformar esses recursos em receita. Como operadora exclusiva do fundo, todos os trabalhadores terão de ter algum tipo de contato com o banco para pegar o que têm direito. De olho nesses recursos, bancos privados começam a ofertar linhas de antecipação dos saldos a receber.

Somando os trabalhadores com poupança àqueles que têm conta corrente na instituição são quase 13 milhões de pessoas que receberão diretamente em suas contas na Caixa. No caso específico dos detentores de conta corrente é necessária uma comunicação prévia, pois o dinheiro no FGTS tem que chegar ao trabalhador não podendo ser bloqueado por decisões judiciais ou medidas restritivas.

Considerando os valores globais e número de beneficiados, parece existir mercado para todos os bancos, mas o fato é que 79% dos trabalhadores com direito a saques vão retirar, no máximo, R$ 1,5 mil, sendo que 55% têm até R$ 500 a receber. A expectativa é que esse pulverizado volume, mas que soma R$ 9,7 bilhões, ajude a reduzir, em especial, níveis de endividamento.

Com isso, o interesse deve ser maior nas faixas menos numerosas, mas que concentram o grosso do dinheiro. Além dos 550 mil com direito a R$ 15,5 bilhões, outra faixa com potenciais clientes concentra aqueles com saques entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. São 2,3 milhões de trabalhadores, com R$ 11,6 bilhões. Na faixa entre R$ 1,5 mil a R$ 3 mil, são 3,2 milhões de pessoas, com acesso a R$ 6,8 bilhões.

A chegada desse dinheiro na economia será diluída ao longo dos meses. Essa primeira etapa, que atende aos aniversariantes de janeiro e fevereiro, envolve 16% dos recursos. Na segunda fase, que vai de abril a maio, serão pagos 26%. Entre maio e começo de julho, 50% do saldo estará disponível para saque. Na etapa final, de 14 a 31 julho, serão pagos os últimos 8%.

Esses mesmos 30 milhões de trabalhares terão mais R$ 7,5 bilhões a receber referentes a divisão de 50% do lucro do FGTS de 2016, estimado em R$ 15 bilhões. A distribuição será proporcional ao saldo de cada conta vinculada e deve ocorrer até 31 de agosto. A Caixa ainda estuda como pode fazer esse pagamento residual e uma das medidas em estudo seria o cadastro de uma conta para depósito automático dos valores.

Fonte: Valor Econômico

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