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A Rede Cultural da Corrupção no Brasil – um caso muito difícil de se resolver

Muito antes de qualquer aparição embrionária da bem-sucedida “Operação lava Jato”, o cantor e compositor Guilherme Arantes disse em entrevista que a corrupção “estava nas veias do brasileiro”, e assim me parece que ela é quase inextirpável!

postado 11/07/2017 10:58:02 - 1.142 acessos

Entendo que a corrupção no Brasil é cultural. E o que é Cultura? O universo dos costumes e das tradições de um povo ou de um país, a sua música, a sua dança, a sua língua, suas vestimentas, sua culinária, seus hábitos e conexões, sua economia baseada em suas riquezas, aquilo que enfim está arraigado numa certa civilização, e é o espectro que se mistura com a luz, sendo aquilo que não se muda, e nem mesmo com os séculos mudará, e que tem no seu cerne o ato de cultivar. Podem, porém, evoluir ou se transformar em outro algo, que terá a mesma essência do que era antes, a mesma base e intimidade existencial. Pode-se afirmar também que Cultura é, toda manifestação de um povo em prol da sua melhor e condizente expressão, identidade, arte e comunicação com o resto do mundo.

Coloquemos que Cultura segundo o dicionário UOL, é: 1. Ação, efeito, arte ou maneira de cultivar a terra ou certas plantas. 2. Terreno cultivado. 3. Biol. Propagação de microrganismos ou cultivação de tecido vivo em um meio nutritivo preparado. 4. Biol. Produto de tal cultivação. 5. Aplicação do espírito a uma coisa; estudo. 6. Adiantamento, civilização. 7. Apuro, esmero, elegância. Aproveitando o sentido dado pela definição número 5 (cinco) deste dicionário, ele explicaria que o ser humano dedica-se a uma coisa com máxima aplicação, de alma e de vontade, diante da existência, diante da própria vida, o que evidentemente o leva aos seus costumes e tradições, perfazendo assim o caminho para a sua Cultura. E ela lhe é uma característica, e características de um povo lhe são inerentes.

A vil organização dos políticos no Brasil é cultural, um bem de herança e de família, viciada, mal-acostumada, e feita em rede com muito comprometimento de todas as partes, o que significa dizer, além de todos os envolvidos, dos partidos. A constituição partidária no Brasil, só por isso, pode ser considerada fraca, não-ideológica, paradoxalmente apartidária, uma vez que o partido pode ser entendido como um instituto que não tem participação política, não representa ninguém (população), não tem ideais, e não tem responsabilidade (a verdadeira) social. Os partidos quase que fingem serem partidos a fim de fazer política e exercerem as suas missões, __ tristes missões do exercício da função que os levam à riqueza pelo caminho da corrupção histórica e secular.

Não há muito o que fazer quanto a isto, porque aquilo que é história e já passou, e assim pertence a um passado, não pode ser mudado; sobre o presente, pode-se considerar pelo lado da herança que este repete o passado com mais sofisticação, e indica o projeto de futuro incerto que está reservado para toda uma nação: a mesmice, a continuidade piorada de tudo. É por isso que nunca se achou solução para a seca no Nordeste, é por isso que o pobre está fadado a acabar a sua vida em pobreza, __ muito embora sejam a riqueza e a pobreza bíblicas__, que a exploração de menores ainda é uma realidade explícita, especialmente em regiões menos favorecidas economicamente, é por isso que temos mais de 30 (trinta) “partidos” afoitos por buscarem o seu lugar ao sol, e é por isso que votar em A, B, C ou D, parece cada vez mais não fazer sentido, muito menos diferença.

As eleições diretas são uma grande conquista de todos nós, a despeito de toda a armadilha política estar colocada numa espécie de campo minado que irá com o tempo nos detonar. Se podemos escolher quem nos vai governar, temos a chance de avaliar aqueles que de fato não merecem crédito, daqueles que porventura nasceram há pouco tempo para a imersão política e que seriam honestos, éticos e construtores de uma nova rede. Mas, a verdade é que nos faltam informações. Não há muito como saber as ramificações às quais um determinado político possa estar inserido, e assim, nem sempre o nosso voto será eficaz. Um outro artista chamado Paul Simon me chega à mente quando cantou na canção Mrs. Robinson, com respeito a assistir um debate entre candidatos para eleições que, quando chega a hora de escolher por um, qualquer um dos lados que escolhermos, vamos perder, __ isto por um americano numa canção inspirada numa superpotência política-mundial!

Tal menção nos faz pensar que a coisa com a Democracia no mundo, não é muito diferente quanto a sua instituição do que é aqui no Brasil, apesar de haverem diferenças gritantes entre as democracias praticadas pelos países, nos quatro cantos da Terra, do Hemisfério Sul ao Hemisfério Norte, e de termos, por excelência, um componente extra que o mundo não espera que se tenha neste nível: uma corrupção sagaz e mortífera que está infiltrada nas camadas mais profundas do tecido parlamentar, regimental e constitucional do país. Desta forma, os grupos políticos ao chegarem no poder, se assemelham a uma invasão de cupins em uma casa, que roem a madeira das janelas e das portas, destruindo aos poucos a saúde delas, não havendo mais proteção e segurança. Então, somos uma nação que está desprotegida pelos tais “representantes”, em sua grande maioria, eleitos por nós.

Cabe desta maneira, amargarmos a realidade de termos um “cast” de políticos culturalmente comprometidos com a corrupção em escala, praticada por uma grande rede de elementos participativos de todos os ambientes institucionais, quer sejam do Judiciário, do Legislativo ou do próprio Executivo, que têm seus arranjos com os elementos empresariais e também bancários, que seriam os polos de sustentação de toda a economia nacional. Poucas esperanças nos restam, a não ser pela via democrática do voto em novas correntes políticas, __ se surgirem __, sendo um solitário alento nesta democracia “neném”, que tende a crescer até um dia ser adulta, nos possibilitando uma escolha plausível e segura no que tange a sermos eticamente governados. E como dizem os artistas brasileiros no momento, __ para mim uma saída prematura__, partir para ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!

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