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Metade dos saques pendentes do Abono Salarial 2015 está na região Sudeste

Região tem 1,11 milhão de benefícios que ainda não foram retirados pelos trabalhadores, a maioria deles no estado de São Paulo, enquanto o Nordeste tem o maior índice de saques realizados

postado 13/04/2017 11:25:50 - 492 acessos

Mais de 1,11 milhão de saques do Abono Salarial ano-base 2015 estão pendentes na Região Sudeste. O número representa 50,65% do total de 2,2 milhões de benefícios que ainda estão à disposição dos trabalhadores em todo o Brasil, segundo dados da Divisão do Seguro-Desemprego e Abono Salarial do Ministério do Trabalho. O governo federal liberou os lotes do Abono Salarial para 24,25 milhões de trabalhadores, com valores que variam entre R$ 78 e R$ 937, dependendo do tempo de trabalho formal em 2015. "São recursos que impulsionam a economia, ajudando milhões de trabalhadores brasileiros, principalmente os mais humildes. Por isso, é importante que todo trabalhador com direito ao abono faça o saque, para não ficar sem esse dinheiro, porque os recursos não ficam acumulados de um ano para o outro", afirma o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O resultado da Região Sudeste é puxado pelo estado de São Paulo, que tem 621,3 mil saques pendentes, equivalente a 28,21% do total nacional. No entanto, o número representa pouco mais de 10% dos benefícios disponíveis no estado no início dos pagamentos, em julho de 2016, quando foi liberado o saque para 5,85 milhões de paulistas. Até 31 de março, foram retirados 5,22 milhões desses abonos, totalizando R$ 3,59 bilhões pagos aos trabalhadores no estado.

Também no Sudeste, o estado de Minas Gerais tem 227,6 mil saques à espera dos trabalhadores. Os mineiros, no entanto, já sacaram 92,09% do total disponível - 2,65 milhões de saques de um total de 2,87 milhões -, o que representa R$ 1,88 bilhão lançados na economia do estado. Já no Rio de Janeiro, restam 220,71 mil saques, de um total de 2,14 milhões de trabalhadores fluminenses com direito ao benefício. No estado, foram liberados até o final de março R$ 1,35 bilhão. Outros 45,83 mil saques estão disponíveis para os trabalhadores do Espírito Santo, onde o governo federal já pagou R$ 343,93 milhões para mais de 485,14 mil pessoas.

Depois do Sudeste, aparece a Região Sul, com 411,63 mil benefícios que ainda não foram retirados. A maioria está no Paraná, que tem 152,57 mil saques pendentes de um total de 1,54 milhão. O estado já recebeu mais de R$ 963,69 milhões desde o inicio dos pagamentos, que beneficiaram 1,39 milhão de trabalhadores. Para o Rio Grande do Sul, são 140,91 mil benefícios ainda esquecidos, quase 10% do total de 1,47 milhão liberados em julho de 2016. Os gaúchos já buscaram R$ 913,50 milhões, divididos entre 1,33 milhão de pessoas. Nesta região, o menor índice de retiradas ocorreu em Santa Catarina, onde apenas 88,60% dos trabalhadores (918,56 mil) foram buscar o abono. Outros 118,14 mil ainda têm direito à retirada.

Nordeste lidera - A região que lidera os índices de saques do abono salarial ano-base 2015 é o Nordeste, onde 94,16% dos benefícios já foram retirados, totalizando mais de R$ 3,77 bilhões para 5,16 milhões de trabalhadores. Outros 320,65 mil ainda podem buscar o dinheiro. A maior parte deles está na Bahia, com 83,7 mil saques pendentes. Depois vêm Pernambuco, com 64,7 mil, e Ceará, onde o abono salarial está à espera de 61,3 mil pessoas. Na região, o destaque é o Piauí, estado que lidera o índice de saques em todo o Brasil, com 96,48% retirados até o final de março. Os piauienses já retiraram R$ 201,28 milhões para 274,51 mil trabalhadores e só tem pouco mais de 10 mil benefícios ainda disponíveis.

Por outro lado, o Centro-Oeste apresenta o maior atraso, com 88,51% de saques realizados. São 220,07 mil benefícios disponíveis, a maioria em Goiás (79,1 mil). Mas é o Distrito federal que apresenta o menor índice de saques da região e do Brasil, com apenas 84,13%. De um total de 411,08 mil benefícios, ainda estão disponíveis 65,23 mil.

O menor número de saques pendentes está na região Norte, com 134,48 mil benefícios. O abono já foi retirado por 1,24 milhão de trabalhadores, ou 90,28% de 1,38 milhão liberados. A região recebeu R$ 893,36 milhões. A maior parte dos recursos foi para o Pará, onde foram retirados R$ 369,33 milhões, mas o estado ainda tem o maior número de saques pendentes na região Norte (60,1 mil). Já Roraima (3,03 mil) e Acre (3,58 mil) têm os menores números de saques ainda pendentes do país.

Quem recebe - O Abono Salarial ano-base 2015 está disponível para quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias naquele ano, com remuneração média de até dois salários mínimos. O trabalhador precisava estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, além de ter seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) . O saque pode ser feito até o próximo dia 30 de junho.

O chefe de divisão do Seguro-Desemprego e Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan, explica que o valor pago é baseado no salário mínimo vigente, de R$ 937 neste ano, e é proporcional aos meses trabalhados durante o ano-base. "Quem trabalhou por apenas 30 dias receberá o equivalente a 1/12 do salário mínimo, e assim sucessivamente. Para receber o valor integral é preciso ter trabalhado formalmente durante todo o ano de 2015", explica Ubiratan.

O benefício está disponível na Caixa e no Banco do Brasil. A Caixa paga os trabalhadores da iniciativa privada, vinculados ao PIS. O Banco do Brasil paga os servidores públicos vinculados ao PASEP. O recurso do Abono Salarial vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é mantido pela contribuição de empregadores e gerido pelo Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), órgão colegiado composto por representantes de trabalhadores, empregadores e governo. Ele se destina exclusivamente ao pagamento do Abono Salarial e do Seguro-Desemprego. Para o pagamento do abono ano-base 2015, já foram liberados mais de R$ 15,51 bilhões.

 ABONO SALARIAL PIS/PASEP - EXERCÍCIO 2016/2017*

Região/UF

Identificados

Pagos

Cobertura

Valor Pago

(em R$)

Não Pagos

NORTE

1.383.896

1.249.413

90,28%

893.368.088,09

134.483

Acre

63.241

59.657

94,33%

43.220.169,66

3.584

Amapá

57.357

50.686

88,37%

35.741.419,33

6.671

Amazonas

333.705

298.719

89,52%

207.563.850,58

34.986

Pará  

564.753

504.561

89,34%

369.227.223,34

60.192

Rondônia

179.513

164.443

91,61%

114.759.312,58

15.070

Roraima

44.026

40.993

93,11%

28.573.716,94

3.033

Tocantins

141.301

130.354

92,25%

94.282.395,66

10.947

NORDESTE

5.488.256

5.167.603

94,16%

3.775.497.014,17

320.653

Alagoas

322.193

306.077

95,00%

220.476.405,80

16.116

Bahia

1.412.756

1.329.020

94,07%

968.208.587,96

83.736

Ceará

990.411

929.105

93,81%

684.957.660,20

61.306

Maranhão

418.266

387.949

92,75%

280.845.192,95

30.317

Paraíba

415.009

397.061

95,68%

298.588.980,38

17.948

Pernambuco

1.012.490

947.753

93,61%

683.848.582,97

64.737

Piauí

284.540

274.516

96,48%

201.280.897,52

10.024

Rio Gr. do Norte

391.292

369.554

94,44%

270.885.959,84

21.738

Sergipe

241.299

226.568

93,90%

166.404.746,55

14.731

CENTRO-OESTE

1.916.139

1.696.060

88,51%

1.165.536.499,51

220.079

Distrito Federal

411.081

345.851

84,13%

242.539.841,47

65.230

Goiás

810.044

730.916

90,23%

503.680.813,43

79.128

Mato Grosso

372.065

328.298

88,24%

220.768.211,81

43.767

Mato Gr. do Sul

322.949

290.995

90,11%

198.547.632,80

31.954

SUDESTE

11.404.515

10.288.969

90,22%

7.172.528.159

1.115.546

Espírito Santo

530.978

485.145

91,37%

343.936.754,81

45.833

Minas Gerais

2.879.110

2.651.429

92,09%

1.883.168.756,50

227.681

Rio de Janeiro

2.143.800

1.923.086

89,70%

1.352.810.512,97

220.714

São Paulo

5.850.627

5.229.309

89,38%

3.592.612.134,56

621.318

SUL

4.056.606

3.644.969

89,85%

2.508.553.303,05

411.637

Paraná

1.545.074

1.392.495

90,12%

963.691.508,73

152.579

Rio Gr. do Sul

1.474.818

1.333.906

90,45%

913.508.116,65

140.912

Santa Catarina

1.036.714

918.568

88,60%

631.353.677,67

118.146

TOTAL BRASIL

24.249.412

22.047.014

90,92%

15.515.483.063,66

2.202.398

Fonte: Ministério do Trabalho - MT

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