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Evolução Tecnológica da Contabilidade

Objetiva-se com o presente estudo descrever a adaptação da contabilidade ao longo da sua existência, procurando demonstrar as inovações tecnológicas de cada período até os dias atuais.

25/09/2014 08:05:15

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Acadêmicas: Katherinne Kristinne Chela, Marceli Serpe.

O artigo apresenta a evolução tecnológica da contabilidade, a fim de conhecer as principais fundamentações desde a época manual aos procedimentos atuais da contabilidade informatizada. As vantagens e desvantagens da utilização dos sistemas informatizados.

As empresas estão cada vez mais investindo em sistemas avançados, os profissionais da área contábil necessitam constantemente estar aprimorando seus conhecimentos e buscando novas técnicas e sistemas  para melhor atender seu cliente. Nesse sentido verifica-se a necessidade de sistemas que permitam as empresas e aos profissionais de contabilidade seguir o crescimento proporcionado pela competitividade de mercado.A relevância desse assunto se justifica pela necessidade de conhecer as origens da contabilidade, identificando as causas de suas mudanças.

 A Contabilidade é tão antiga quanto à história da civilização. “Para que se compreenda a Contabilidade, pois, como ramo importante do saber humano que é necessário se faz remontar a suas profundas origens.” (SÁ, 2008, p.21). Existem indícios do seu surgimento há 4.500 A.C, mas antes disso os povos primitivos contavam seus rebanhos, ferramentas, praticando uma contabilidade básica.

Vale relembrar a época dos homens s cavernas, todos os registros eram feitos usando-se peças de argila. Com a invenção da escrita, possibilitou mais um passo a frente, rumo à evolução, juntamente com a criação do papiro no Egito, a contabilidade pode ter seus registros de forma sofisticada, mais adiante esses registros foram passados aos livros contábeis, e com a tecnologia esses livros deixaram de existir no papel, tendo essas informações emitidas de forma digital.

  • O primeiro registro de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas foi encontrado no ano de 1340, em Gênova – Itália.
  • No início da prática contábil, os profissionais que exercia essa função eram chamados de ‘‘guarda-livros’’ pois faziam a escrituração dos livros mercantis, como também preenchia guias e calculavam os impostos. A expressão guarda-livros foi desaparecendo com o tempo, dando lugar à expressão contabilista e contador.
  • Um dos grandes avanços da Contabilidade ocorreu quando Johannes Gutemberg inventou a prensa de papel, que servia para copiar os livros diários. Esse método causava grande sujeira, mas era o método mais avançado da época. Essas inovações tecnológicas na maneira de fazer publicações permitiu que surgissem os primeiros grandes trabalhos da literatura contábil
  • Entre 1450 e 1455, Gutenberg criou a primeira prensa para colar as folhas dos Livros Diários (essa prensa foi utilizada até meados do século passado)

As primeiras máquinas que auxiliavam na Contabilidade em meados a década do século 20 apenas somavam e subtraia. Essas máquinas eram necessárias puxar pequenas alavancas para escolher os números e depois uma maior para fazer a conta.

Também no século 20 surgiram as máquinas de escrever. Utilizados por um longo tempo, mas também os procedimentos de registros ainda eram manuscritos em vários livros. Em meados de 1964, surgiu um meio mais avançado de controle, o Kardex.  O Kardex era uma ficha para colocar anotar cada item da mercadoria existente e disponível nos estoques, podendo assim conferir e controlar os saldos finais

De forma muito lenta a Contabilidade foi sendo adaptadas aos sistemas mecanizados, iniciando pela ficha tríplice, as máquinas de datilografar, as calculadoras que faziam apenas as quatro operações, cópias com carbono e gelatina, que exigiam um cuidado na operação destes trabalhos. Marion a firma que ‘‘o processo de usar a máquina de datilografia comum e não um a máquina de contabilizar específica, deve ser denominado de maquinizado e não mecanizado’’

  •  Chegando ao aprimoramento da tecnologia, os computadores após um tempo passaram a ter microchip de 8 bits, utilizados como computador pessoal, não tinha disco rígido para armazenar dados, era utilizado disquetes. A Contabilidade ficou cada vez mais simples e rápida. O processamento eletrônico de dados foi fundamental, pois além de tempo economizou espaço, já que processos antes feitos à mão são armazenados de maneira eletrônica, na memória dos computadores.
  • Em 1990, com esse novo sistema de computador, foi deixando de lado as maquinas de escrever, interligaram esse novo sistema a uma impressora, deixando de lado também as planilhas feitas manualmente. Esse sistema de computador de 8 bits foi sendo substituído pelo de 16 bits, aperfeiçoado, o diário e razão podiam ser digitados, e depois de lançados corretamente todos os registros e lançamentos, poderia ser impresso
  • No final de 1980, a Contabilidade ganhou um sistema informatizado, com a necessidade de interagir a tecnologia com a comunicação, surgiu a Internet. Com a chegada do computador de 32 bits, a internet passou a ser mais utilizada, mais rápida, com programas mais sofisticados que facilitou a integração dos dados. Na metade dos anos 90, com a internet e programas mais avançados a contabilidade passou a adaptar-se a tecnologia e suas novas rotinas foram sendo readaptadas ao longo do tempo. As declarações, por exemplo, passaram a ser entregues pela internet. Os dados eram rapidamente transmitidos
  • Nas ultimas trinta décadas aconteceu mudanças significativas na contabilidade e sua legislação brasileira, o processo manual foi substituído pelo mecânico e logo em seguida pelo eletrônico. Segundo Vilardaga Vicente (2009, p.14 revista razão contábil): “A contabilidade e o controle fiscal no Brasil estão passando por uma revolução digital, que envolve o aumento da transparência sistêmica e o monitoramento fino e remoto da Receita Federal sobre as operações contábeis e os processos internos das empresas. O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) , lançado em janeiro de 2007 pelo governo como parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), já começa a ocorrer em grande escala e vai levar à substituição gradual do papel pelo meio eletrônico como suporte das informações que garantem o cumprimento das obrigações acessórias. As contas das empresas circularão pela internet na forma de arquivos digitais e o trabalho de fiscalização se tornará mais preciso e rápido”.

    A Nota Fiscal Eletrônica e o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) lançado pelo governo federal em 2008 surgiram para alavancar a nova era da contabilidade. A nota fiscal eletrônica implanta o modelo nacional de documento fiscal eletrônico, e o SPED modernizou o sistema, das obrigações das empresas para com o Governo. A partir de 2009 a Receita Federal introduziu o EFD (Escrituração Fiscal Digital) e ECD (Escrituração Contábil Digital). O surgimento do Sped com a utilização da tecnologia digital provocou impactos positivos na contabilidade, pois trás facilidades ao trabalhar. Para os empresários o Sped Contábil traz uma modernidade que possibilita dedicação essencial ao seu negócio, sem perder tempo com burocracia e com a utilização de arquivamentos em papel.

Algumas das vantagens da dos sistemas de informação

  • diminuição fluxo de papeis
  • melhor forma de controle na empresa
  • eficácia no atendimento ao cliente

Algumas desvantagens dos sistemas de informação

  • pode haver problemas de energia ou rede em meio a transações
  • perda de dados (queda de energia, vírus, etc)
  • treinamento de funcionários para alimentar e inserir dados corretamento no sistema

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IUDÍCIBUS, Sergio de. MARION, José Carlos. FARIA, Ana Cristina de. Introdução à Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009.

MARION, José Carlos .Contabilidade básica. 6 ed. São Paulo: Atlas, 1998.

MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

OLIVEIRA, Célio Roberto I.; VASCONCELOS, Mércia Fernandes. Importância da participação do contador no processo de implantação de Sistemas Integrados de Gestão:um estudo de caso. In: Revista Brasileira de Contabilidade, Brasília, n 154, Jul./ago. 2005, p. 65-76

O presente artigo foi orientado pelo Professor Ms.Roni Simão, Universidade Estadual de Ponta Grossa.

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