x

A Utilização do e-commerce

RESUMO Ao se avaliar o atual cenário de negócios, percebe-se que o e-commerce tem se convertido numa peça fundamental para o fortalecimento da cadeia de valor

16/11/2006 00:00:00

9,3 mil acessos

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

RESUMO
Ao se avaliar o atual cenário de negócios, percebe-se que o e-commerce tem se convertido numa peça fundamental para o fortalecimento da cadeia de valor das atividades tradicionais de negócios. Porém, a velocidade do crescimento do e-commerce no cenário mundial ainda depende de vários fatores, dentre os quais se cita a confiança sobre as transações (Empresa x Cliente). Este artigo apresenta e discute a importância para se obter e mensurar relacionamentos de confiança sobre as atividades de negociação virtuais, a gerência da logística no comércio eletrônico evidenciando o transporte de mercadorias para entrega, a segurança na utilização da internet, bem como as vantagens competitivas das empresas que utilizam o E-commerce.
Palavras-chave: E-commerce. Logística. Confiança.

Abstract
To if evaluating the current scene business-oriented, one perceives that e-commerce has if converted into one it has asked for basic for strengthen of the chain of value of the business-oriented traditional activities. However, the speed of the growth of e-commerce in the world-wide scene still depends on some factors, amongst which if it cites the confidence on the transactions (Company x Customer). This article presents and argues the importance to get and to measure relationships reliable on the virtual activities of negotiation, the management of the logistic one in the electronic commerce evidencing the transport of merchandises for delivery, the security in the use of the Internet, as well as the competitive advantages of the companies who use the E-commerce.
Word-key: E-commerce. Logistic. Confidence.


1. INTRODUÇÃO

A modificação do ambiente atual dos negócios passa, necessariamente, pela globalização, a qual se, por um lado expande as fronteiras dos mercados anteriormente locais, por outro, permite o ingresso de novos competidores, num recrudescimento inédito da concorrência, e pelo fenômeno da Internet, uma nova forma de comunicação e de realização de negócios. Esta é a era da economia digital.

Segundo Shimizu (2000, p. 32), a Internet vêm sofrendo um choque de realidade após o tombo da Nasdaq, em abril de 2000, pois os investidores passaram a analisar melhor seus investimentos, e esse autor acredita que "o darwinismo atingiu a Web, pois daqui para frente veremos cada vez mais mutações nos planos de negócios dos sites, serviços e portais na Internet, a palavra de ordem é operar com lucro sempre."

Nesse cenário, a busca da excelência empresarial a custos competitivos pela concretização de vantagem competitiva, faz com que as organizações estejam, cada vez mais, optando por aderir a uma nova forma de relacionamento, representada pelo E-Commerce.

Na economia digital é possível produzir, reproduzir e distribuir produtos virtuais a um custo marginal praticamente zero. Se a economia industrial dependia de bens e serviços físicos, na nova economia, muitas ofertas (como software e entretenimento eletrônico) são não-físicas e baseadas no conhecimento (TAPSCOTT, TICOLL e LOWY, 2001, p.5).

O E-Commerce, segundo IMA (2000), consiste em "transações e pós-transações de atividades desempenhadas por compradores e vendedores através da Internet, onde há uma clara intenção de comprar e vender". O objetivo subjacente é a garantia da entrega do produto/serviço o mais rápido possível, ao menor custo e com o nível de serviço exigido.

De acordo com Edwards, (2000, p. 59) a vantagem de realizarem-se negócios no ciberespaço envolve algumas oportunidades, que têm atraído muitos investidores, tais como:
- Velocidade - negócios 24 horas por dia e durante 7 dias por semana;
- Distribuição Internacional - possibilidade de realizar negócios de forma global;
- Relações personalizadas - pedidos focados à necessidade de cada cliente;
- Facilidade de busca - disponibilidade de informações na Internet, e
- Interconexões no ciberespaço - onde todas as coisas estão interligadas, reduzindo as distâncias entre os agentes das negociações.

Nos últimos anos, muitos investimentos na Internet concentraram-se no design de sites e em marketing, deixando de considerar com os devidos cuidados as questões de Logística.
Atualmente, as organizações estão percebendo a necessidade de reavaliar as implicações logísticas do negócio.
Este artigo tem como objetivo contribuir para a discussão das questões que envolvem o e-commerce e também compreende além desta introdução, mais alguns tópicos como: Confiança, Segurança e Logística referenciados ao E-Commerce. Por último, as Considerações Finais e as Referências Bibliográficas que suportam o artigo.


2. METODOLOGIA
Este trabalho é uma revisão bibliográfica da utilização do e-commerce abordando assuntos sobre Confiança, Segurança, Vantagem Competitiva e Logística.
Buscando compreender e complementar as informações sobre como ocorre o Comercio eletrônico.

3. COMERCIO ELETRÔNICO (E-COMMERCE)
O comercio eletrônico e definido por Norris (2001, p. 125) que afirma que a cadeia de valor de uma empresa poderia, idealmente, estar intrínseca em sua página na Internet, envolvendo um conjunto de processos de negócio que criam valor ao entregar bens e serviços aos clientes. Como exemplo, observasse que, em função do sincronismo em tempo real, a informação disponibilizada permite o rigoroso dimensionamento dos estoques, planejamento de compras, etc. Portanto, nesse sentido, uma cadeia eletrônica de suprimentos possui os seguintes componentes: Desenvolvimento colaborativo de produtos; e-Procurement; Logística eletrônica (e-Logistics); Planejamento colaborativo; Reabastecimento dos estoques da cadeia de suprimentos; Redes de suprimento.
Conforme Kalakota e Whiston, (1997, p. 98). A relação entre empresas pode ser compreendida no contexto da cadeia de suprimentos, no qual todas as atividades são associadas com o fluxo e a transformação desde a matéria prima até a obtenção do produto final. No passado, todo o gerenciamento do processo produtivo, desde a compra da matéria-prima até a distribuição e venda do produto, já manufaturado, era realizada através de documentação com papéis. Nesse ponto entra a funcionalidade do B2B (Business-To-Business), pois os aplicativos de comércio eletrônico são utilizados para facilitar e agilizar o processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos, que pode ser definido como a coordenação da geração, captação e cumprimento de pedidos de produtos, serviços ou informação.
De acordo com os autores, o Comercio eletrônico e facilmente entendido no contexto do processo de suprimento e logística, abordado através do Tramite de compra e venda de produtos e serviços via internet.

3.1 CONFIANÇA
"A Confiança é a base do comércio e não existe comércio sem confiança". (KEEN, 1999, p. 59) Esta afirmação é confirmada desde as formas mais primitivas de comércio, tais como a simples troca de mercadorias, onde a negociação é realizada "face-a-face" e a confiança se dá entre os indivíduos envolvidos e se estendem até às formas mais avançadas, tais como o comércio eletrônico.

Entretanto Ahuja (2000, p.61-63) afirma que no ambiente eletrônico, a confiança se refere aos participantes da transação, ao meio onde a transação é efetivada e à informação esta sendo transmitida. Confiança deixa de ser, necessariamente, uma avaliação de um relacionamento "face-a-face" e passa a ser uma avaliação de bits lógicos, quebrando-se desta forma um conceito de senso comum.
A maioria dos potenciais usuários de e-business ainda preferem os meios convencionais de comércio/negociação a disponibilizar seu número de cartão de crédito na Internet. Isto ocorre, principalmente, pela indefinição do conceito de confiança e de seu tratamento no ambiente de negociação virtual. É necessário, portanto, estar bem claro, por parte dos participantes de uma negociação, o conceito de confiança, suas vantagens e custos.

De acordo com Jones (1999) O European Commision Joint Research Centre define confiança como sendo "a propriedade de um relacionamento de negócio, de maneira que possa ser dado crédito aos parceiros de negócios e às transações desempenhadas por eles". Ao mesmo tempo em que esta perspectiva de gerência de negócios com relação à visão da confiança é levantada, assume-se que temas tais como: identificação e confiabilidade das credenciais dos participantes; privacidade e integridade de informações; prevenção contra uso indevido e não autorizado de direitos delegados; garantias quanto à qualidade das mercadorias e/ou serviços; e disponibilidade de informações críticas; são fatores chave para o conceito de confiança e para o posicionamento do e-commerce como uma atividade comercial viável.
A limitação de riscos tem sido a solução utilizada para compensar a falta de confiabilidade sobre as transações. Um exemplo típico é a limitação monetária sobre cartão de créditos ou ainda a checagem de listas de inadimplentes. Esta solução, entretanto, impõe também limitações ao crescimento do e-commerce, assemelhando-o a um carro percorrendo um trajeto com o freio de mão puxado. Como proceder para soltar o "freio de mão" e possibilitar que o crescimento do e-commerce seja ainda mais acentuado? Confiança é a palavra chave. Se a relação direta entre o grau de risco de uma transação e a confiança mensurada com relação a mesma representar uma verdade, então quanto maior a confiança oferecida menos os participantes de transações de e-commerce sofrerão com limitações de riscos e menos restrições haverá para o crescimento desta nova forma de negociação.
Para isto acontecer é necessário, entretanto, que compradores confiem na honestidade e competência dos vendedores com relação, entre outras coisas, à disponibilização e qualificação do produto ou serviço solicitado e à privacidade de informações confidenciais.
Por outro lado, vendedores devem confiar que o comprador realmente deseja cumprir com os termos acordados, relacionados ao pagamento do produto ou serviço adquirido e à correta utilização do mesmo mediante os direitos delegados ao comprador. A avaliação destes fatores torna-se mais complexa quando a transação se dá via meios eletrônicos. Em negócios off-line, a confiança é baseada em uma combinação de decisões e opiniões fundamentadas em diálogos "face-a-face" e através do "aperto de mão" das partes envolvidas, ou em recomendações de colegas, amigos e parceiros de negócios.
Para estabelecer e mensurar a confiabilidade sobre meios eletrônicos é necessário, entretanto, uma abordagem mais formalizada baseada em métricas e modelos de confiança.

3.2 SEGURANÇA

De acordo com Rodrigues (2006), A segurança quanto aos sites em que você pretende comprar é a segurança do seu próprio computador, prevenindo o seu micro contra os programas maléficos tais como os cavalos-de-tróia especializados em roubar senhas, seu sistema operacional e navegador devem estar rigidamente atualizados. A autenticidade de um certificado digital, por exemplo, é verificada pelo próprio navegador e, se este programa estiver com falhas de segurança, poderá aceitar como verdadeiro um certificado falso. Instale todas as atualizações dos programas que equipam o seu computador através dos sites dos seus fornecedores quando estas estiverem disponíveis.
Em toda transação realizada pela Internet existe tráfego de informação entre um cliente e um servidor. Se essa informação não é confidencial, a segurança não precisa ser muito rígida, porém, tratando-se de uma transação de E-Commerce podem estar a ser transferidos dados pessoais como números de cartões de crédito e senhas de bancos, e nesse caso a rigidez da segurança é considerada um fator essencial. Ao fornecer os dados necessários para autorizar uma compra através da Internet, o Cliente deve ter garantias de segurança do tráfego dessas informações.
Atualmente, existem diferentes protocolos e tecnologias para garantir segurança e confidencialidade na Internet, e cada um possui maneiras diferentes de proteger a informação, como o uso de chaves públicas, algoritmos de criptografia e autenticação do cliente, entre outros. Ao realizar uma compra em uma loja virtual, o Cliente depara-se com inúmeras tecnologias para proteger a transmissão dos seus dados. Obrigatoriamente existe a necessidade de proteger toda comunicação que chega e sai da autoridade de verificação, uma vez que ele é o responsável por tratar de informações sigilosas como senhas de contas bancárias e números de cartões de crédito.


3.3 VANTAGEM COMPETITIVA

A Vantagem Competitiva é afirmada segundo Bacic (1998) que a concorrência é um estado de luta contínua entre vários agentes econômicos dentro de um determinado setor de atividade, para a obtenção de negócios, de posição no mercado, de recursos ou outras vantagens que tornem rentáveis suas operações.

Agora de Acordo com Carpintéro (2000), uma empresa para obter vantagem competitiva é aquela que tem capacidade de concorrer, pois detém um conjunto de condições e de habilidades, por ela desenvolvida ou oferecida pelo ambiente. A inovação é um importante fundamento das estratégias competitivas empresariais. As empresas criam vantagem competitiva identificando e utilizando novos e melhores métodos de competição em determinado setor.

A inovação pode ser definida como a inclusão de melhorias em tecnologia e nos métodos de execução de produtos e de serviços. Uma das formas típicas de inovação é a utilização de tecnologia para a criação de novas possibilidades, como por exemplo, para a criação de novos canais de distribuição e de novos produtos (ALBERTIN, 2001,p. 236).

Com base no trabalho de Porter (1989) sobre estratégia competitiva Bloch et al. (1996) relacionaram os componentes do valor de negócio de comércio eletrônico em:
- Análise de sistemas de valores, considerando as pressões de fornecedores e clientes;
- Novos entrantes e produtos substitutos;
- Três estratégias competitivas genéricas para uma empresa: Diferenciação,
Liderança em custo e Segmentação.
Estes componentes estão objetivando assim as vantagens competitivas.

Os autores abordam as vantagens competitivas de formas diferentes, mas visando o mesmo objetivo e mostrando vários componentes, métodos, estratégias ou formas para se obter a vantagem no mercado.


3.4 Logística

Logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados (e o fluxo de informação correlata) através da organização e de seus canais de suprimentos e distribuição, de modo a poder maximizar a lucratividade presente e futura, através do atendimento dos pedidos a baixo custo (CHRISTOPHER, 1997, p. 86).
Por sua vez Novaes (2001, p. 153) aborda que a logística de marketing considera todas as atividades e seus inter-relacionamentos, para atender pedidos de clientes, satisfazendo-os plenamente do ponto de vista mercadológico. A área de serviços logísticos voltados para o comércio eletrônico, ou e-Logistics, precisa de importantes melhorias para que possa atingir todo o seu potencial. Como exemplo, para definir os canais de distribuição para um certo produto, são seguidas algumas etapas: Benchmarking; Customização do produto; Custos e benefícios; Disponibilidade; Garantia da qualidade do produto; Identificação do cliente final; Informação sobre o produto; Integração com as atividades atuais da empresa; Revisão do projeto; Serviços pós-venda; Tamanho do lote; Variedade.
Diferentemente dos sistemas logísticos da velha economia, desenvolvidos para atender ao comércio entre empresas e caracterizados por pedidos de grande volume, nos quais a maioria das entregas é formalizada em lojas ou centros de distribuição, a logística do comércio eletrônico é caracterizada por um grande número de pequenos pedidos, geograficamente dispersos, que são entregues de forma fracionada porta a porta, resultando em baixa densidade geográfica e altos custos de entrega.
Assim, as estimativas existentes são de que as entregas porta a porta, realizadas pelas empresas de comércio eletrônico, custam entre duas vezes mais caro do que as entregas do comércio tradicional realizado entre empresas. A experiência tem demonstrado que diferentemente do que se possa imaginar, o maior gargalo do comércio eletrônico não se encontra na atividade de entrega física porta a porta, mas sim na atividade de fulfilment, ou atendimento do pedido, que compreende o processamento do pedido, a gestão do estoque, a coordenação com os fornecedores e a separação e embalagem das mercadorias (FLEURY e MONTEIRO, 2003).
Nota-se um gargalo entre o desenvolvimento das duas áreas, estando os serviços logísticos aquém das necessidades exigidas pelo grande crescimento do comércio eletrônico. Portanto, os atuais problemas de e-Logistics são devidos ao fato de que a demanda por esses serviços teve um crescimento a uma taxa superior àquela atingida pela oferta de soluções logísticas.
A impossibilidade de muitos vendedores cumprirem prazos de entregas durante períodos de grande demanda e a relutância de alguns comerciantes a aderirem ao comércio eletrônico por causa da necessidade de complexos processos logísticos, claramente, demonstra o papel importante da e-Logistics.
As soluções adotadas para o problema crescente, referente a e-Logistics, são várias.
Entre elas estão o processamento interno utilizando serviços logísticos da própria empresa, a terceirização do processo para empresas especializadas em serviço de courrier ou de entrega expressa e uma variedade de combinações desses métodos. Esforços estão sendo feitos para desenvolver aplicativos destinados a automatizar funções logísticas como o gerenciamento de pedidos, o gerenciamento do retorno, o gerenciamento de serviços ao consumidor, o gerenciamento e planejamento de transporte e o rastreamento de cargas e equipamentos.
Belizário (2001) afirma que a principal dificuldade em prover sistemas que melhorem os serviços logísticos está na tecnologia. Os esforços para o aumento da eficiência freqüentemente esbarram na falta de integração entre os aplicativos usados para diferentes funções logísticas. Normalmente muitos aplicativos são desenvolvidos para lidar com diferentes funções, os que fazem com que sistemas incompatíveis estejam atuando para solucionar funções correlatas. Outro fator que impede o bom funcionamento da e-Logistics é a existência de uma série de limitações impostas pelo mau funcionamento dos métodos de comércio. Os principais problemas encontrados são:
 A avaliação alfandegária de exportações e importações é caracterizada, em muitos países, por problemas como a duplicação de faturas e a depreciação, tornando difícil a avaliação do valor real de um produto;
 A existência de procedimentos ultrapassados de comércio, como controles, longa retenção de produtos em poder de alfândegas e regulamentações que exigem documentos de papel;
 Administrações alfandegárias mal equipadas, no que se refere a infraestrutura física e Recursos Humanos;
 Exigências burocráticas. Documentos do governo, comerciais e aqueles referentes a transporte são muitas vezes necessários;
 Falta de recursos e de cooperação entre alfândegas de diferentes países;
 Falta de harmonia entre diferentes procedimentos alfandegários e sistemas de classificação de tarifas;
 Falta de transparência em muitos regulamentos, levando a impossibilidade de prever corretamente custos e tempo de entrega;
 Suscetibilidade à corrupção, o que acarreta atrasos, alto custo e distorção na troca de informação;
 Uso limitado da Tecnologia da Informação, levando a atrasos, ao alto custo e a ineficiências.

Para ser atingida maior eficiência em e-Logistics e e-Fulfilment existe a necessidade de estabelecer-se um ambiente comercial que permita o fluxo suficiente de informação sobre descrição, origem e destino de produtos. Compradores e vendedores devem ter a possibilidade de monitorar e rastrear os produtos durante todo o seu trajeto, desde o fornecedor até o consumidor. A disponibilidade e a situação de pedidos devem estar sempre disponíveis para consulta, inclusive através da Internet (UNCTAD, 2002).
Esses objetivos podem ser atingidos se a troca de informação comercial for simplificada e automatizada, atingindo total harmonia entre os países e quando todas as restrições sobre exportações e importações tenham sido banidas. Também seriam necessários sistemas sofisticados de gerenciamento da cadeia de suprimentos para compilação e implementação de um sistema global de monitoração da informação comercial. Dessa forma, as exigências desnecessárias de exportação/importação poderiam ser substituídas por sistemas totalmente integrados de transações internacionais.
Como exemplo, segundo Novaes (2001, p. 69), diversos veículos são equipados com rastreadores, muitas vezes dispondo de receptores GPS (Global Positioning System), que fornecem a latitude e a longitude em tempo real. O GPS em conjunto com o GIS (Geographic Information System) permite ao despachante localizar o veículo, na rede viária, a qualquer instante. Essa facilidade permite alocar o veículo mais próximo e disponível, a uma tarefa emergencial, que pode ser usada na alocação dos veículos para o recolhimento de pacotes e documentos em tempo real.
Finalmente, as empresas devem considerar os benefícios e os riscos da terceirização. Como exemplo, existem casos nos quais a terceirização não é recomendada:
 Operações consideradas críticas para a organização;
 Operações que demandam manipulação de informação estratégica ou confidencial;
 Operações que exijam investimentos específicos e difíceis de tornarem rentáveis;
 Operações que precisam de competências específicas, muitas não ofertadas pelos Prestadores de Serviços Logísticos (PSLs).
 Se a terceirização, ao contrário, for considerada uma opção viável para resolver um problema ou assegurar uma oportunidade os seguintes passos deverão ser seguidos:
 Confecção de um contrato logístico;
 Existência de flexibilidade às necessidades do contratante;
 Identificação da compatibilidade entre os sistemas de informação;
 Verificação da capacidade do PSL atender a demanda do contratante;
 Verificação da compatibilidade cultural, estabilidade, experiência, localização, preço, referências e reputação.


3.4.1 Transporte

O mercado de cargas movimenta no Brasil R$ 30 bilhões por ano, representando 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse mercado é formado por 400.000 caminhoneiros e 14.000 empresas transportadoras. A intermediação entre caminhoneiros, embarcadores e transportadoras é tradicionalmente feita por agenciadores, instalados em empresas e postos de combustível, tentando fechar negócios entre quem procura fretes e quem a oferta. Esse serviço é cobrado e varia entre R$ 20 e R$ 100, ou seja, entre 10% a 40% do valor típico do frete, dependendo da distância a ser percorrida, do tipo de carga e do volume. Esse tipo de intermediação está passando por um processo de informatização, no qual o agenciamento de cargas possa ser realizado através da Internet ou do telefone.
Além disso, através do cadastramento nos portais de comércio eletrônico as transportadoras também podem disponibilizar seus serviços. Na outra ponta da transação quem está à procura de fretes insere seu pedido ou oferta de carga. Dessa forma, no banco de dados do sistema, é criada uma bolsa de fretes, onde quem procura e quem oferta fretes encontra a informação necessária para o fechamento de negócios.
Visando os mercados brasileiro e sul-americano, várias empresas, nacionais e internacionais, já estão com portais de comércio eletrônico funcionando no Brasil. Há ainda outros grupos com planos de implantar seus sistemas em breve.
Dentre os principais benefícios decorrentes da participação em um portal de comércio eletrônico citam-se a agilização, a redução dos custos, a segurança e a simplificação na transferência dos dados, facilitando também a relação entre as transportadoras e os caminhoneiros autônomos, tendo em vista a padronização dos procedimentos (DÊNTICE, 2000).

Segundo Vasconcelos (2000, p. 294), os problemas relativos ao transporte podem ser dimensionados pelos fatores: Ambientais; Econômicos; Estruturais; Ideológicos;
Institucionais; Operacionais; Políticos; Sociais; Técnicos; Tecnológicos.
De acordo com Gurgel (2000, p.138) Os principais procedimentos envolvidos no carregamento do transporte são:
 Canhoto: a nota fiscal deverá ter, de preferência, o chamado canhoto discriminado, relacionando as mercadorias entregue. É importante o cliente conferir as mercadorias ao receber e assinar o canhoto dando plena quitação da entrega de mercadorias, não mais podendo alegar, ou contestar, qualquer irregularidade.
 Débito: qualquer falta ou dano na mercadoria deverá ser imediatamente debitado à empresa de transporte, deduzindo-se o valor no pagamento da fatura do frete.
 Ordenação: as mercadorias constantes na primeira nota fiscal do romanizo serão as primeiras a entrar no caminhão e, conseqüentemente, as últimas a serem entregues. A ordem do romanizo é, portanto, inversa, iniciando-se na última entrega e terminando com a primeira entrega.
 Roteiros: são padronizados pela empresa e abrangem determinada região geográfica. Existe uma ordem seqüencial de entrega de mercadorias aos clientes em cada roteiro previamente estabelecido. Tal ordem de entrega é estabelecida para racionalizar o trajeto dos caminhões de entregas.
 Seqüência: para cada bloco de notas fiscais o computador emite um romanizo de entrega, relacionando as notas fiscais na seqüência em que serão entregues.
Além de ordenar as notas fiscais por seqüência de entrega, emite etiquetas de identificação por cliente, por volumes e por mercadorias, para evitar trocas ou entregas de mercadorias em quantidade incorreta.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar das ações empreendidas, constata-se que as empresas ainda não atingiram a plenitude em termos do comércio eletrônico, pois atua em um mercado que limita seu interesse por um novo posicionamento competitivo. Talvez as empresas devam empreender ações em termos da criação de uma divisão dedicada ao comércio eletrônico, na qual possa identificar fornecedores e clientes que atendam a esse novo perfil.
Dessa forma, a logística eletrônica, associada ao transporte, permitirá a obtenção de vantagem competitiva dentro de determinada cadeia de valores nas empresas que estejam sendo atendidas.
A cada dia, a quantidade de serviços disponíveis para dispositivos móveis aumenta de acordo com o surgimento de novas tecnologias. Ao olhar para os Web Services dentro do comércio eletrônico, é possível destacar o horizonte de possibilidades que surgem. Entretanto, não é possível avaliarmos os riscos de segurança que podem advir. Dessa forma, é necessário que o microcomputador esteja com suas atualizações estaladas para seja possível o uso dos Web Servicessem riscos e as aplicações voltadas ao comércio eletrônico.
Em conclusão, pode-se afirmar que os Web Services podem ser considerados com técnicas seguras, tornando-os confiáveis para serem utilizados através dos E-Commerce.
Cabe ressaltar alguns aspectos para posteriores aprofundamentos, tais como: utilização de sistemas de informação para viabilizar e auxiliar no processo de confiabilidade entre a Empresa e o Cliente, a utilização de outras formas para o transporte do produto e a adequação das empresas para adquirir vantagens competitivas no mercado do E-commerce.

REFERÊNCIAS

AHUJA, V. Building Trust in Electronic Commerce. IEEE IT Professional,
2000.

Albertin A.L. Comércio Eletrônico, modelo, aspectos e contribuições de sua aplicação. Atlas, São Paulo. 2001

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

______. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

Bacic, M. J. Administración de Costos: processo competitivo y estratégia empresarial, Tese de Doutorado. Universidad Nacional del Sur. Bahia Blanca, Argentina. 1998

Belizário T. B. As Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas às áreas de Logística e Transportes: panorama mundial e estudo de mercado local. Projeto de Iniciação Científica. (FAPESP), 2001.

Bloch, M. et al. Leveraging Electronic Commerce for Competitive Advantage: a business value framework Proc. of the 9th International EDI-IOS Conference, Bled, Slovenia, june, 1996

Carpintéro, J. N. Novas Técnicas e Velhos Princípios: competitividade empresarial e formas de gestão, Tese de Doutorado. Instituto de Economia/Universidade Estadual de Campinas - IE/UNICAMP. Campinas. 2000

Christopher, M. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços. Pioneira, São Paulo. 1997.

Dêntice, J. A. O e-Commerce, o EDI e a Internet nas Atividades Portuárias. Fórum Nacional sobre E-commerce nos Transportes. Rio de Janeiro. 2000.

EDWARDS, P. S. Ganhando Dinheiro na Internet : Informações
importantes para iniciar e desenvolver seu próprio negócio On-Line. Ed. Makron Books, São Paulo, Brasil. 2000.

Fleury, P. F. e Monteiro, F. J. R C. O Desafio Logístico do e-Commerce. Disponível em: http://www.cel.coppead.ufrj.br/fs-busca.htm?fr-desafio.htm Acesso em: 10 de junho de 2006.

Gurgel, F. A. Logística Industrial. Atlas, São Paulo. 2000

IMA - Institute of Management Accountants "Understanding and
Implementing Internet E-Commerce" - SMA, EUA, 2000.

JONES, S. TRUST-EC: Requirements for Trust and Confidence in E-Commerce. European Commission, Joint Research Centre. 1999.

Kalokota, R. e Whinston, A. Electronic Commerce: a manager's guide. Addison-Wesley, New York. 1997.

KEEN, P. G. W.; BALLANCE, C; CHAN, S; SCHRUMP, S. Electronic Commerce Relationships: Trust by Design. Prentice-Hall, 1999.

Norris, G. et al. E-Business e ERP: transformando as organizações. Qualitymark, Rio de Janeiro. 2001

Novaes, A. G. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição. Campus, Rio de Janeiro. 2001

RODRIGUES, G. "Como fazer compras on-line de modo seguro". Disponível em: http://www.malima.com.br/article_read.asp?id=288 Acesso em: 08 de junho de 2006.

SHIMIZU, H. "O Darwinismo chegou à Internet", Revista Exame Digital, São Paulo, Brasil. 2000.

TAPSCOTT, D; TICOLL, D; LOWY, A. Capital digital: dominando o poder das redes de negócio. São Paulo: MakronBooks, 2001.

UNCTAD - United Nations Conference on Trade and Development. E-Commerce and Development Report. United Nations, New York. 2002.

Vasconcelos, E. A. Transporte Urbano nos países em desenvolvimento. Annablume, São Paulo. 2000.

Carlos Roberto Gonçalves Selva
Pós-graduando em Criptografia e Segurança de Redes - Universidade Federal Fluminense
E-mail: carlos.selva@gmail.com

VER COMENTÁRIOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

Ajude a divulgar o nosso Congresso de Contabilidade.

Inscreva-se e compartilhe

Salve a imagem e compartilhe em suas redes sociais.

Ajude a divulgar o nosso Congresso de Contabilidade.

Inscreva-se e compartilhe

Salve a imagem e compartilhe em suas redes sociais.

?>