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Sugestões para o usufruto do 13º salário

Mais um final de ano se aproxima e dentro em breve, o 13º salário será pago aos trabalhadores formais. Paralelamente, o comércio engendra de vez nas propagandas

24/11/2006 00:00:00

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Mais um final de ano se aproxima e dentro em breve, o 13º salário será pago aos trabalhadores formais. Paralelamente, o comércio engendra de vez nas propagandas natalinas para ampliar suas vendas. Essa é a melhor época do ano no setor, que vai querer estimular os consumidores a destinar parte desse salário adicional aos presentes de final de ano. E aí, o que fazer com o 13º salário?

Várias são as alternativas para o destino do mesmo. Isso vai depender da saúde financeira da família na atualidade. Quem tem dívidas em cartão de crédito (sobretudo no rotativo), no cheque especial, nas financeiras ou nas mãos de qualquer outro tipo de agiota, aconselho que inicialmente paguem as mesmas, pois os juros no Brasil são os mais altos do mundo. Se sobrar algo, antes de ir às compras de Natal, sugiro estar atento às despesas do início do ano novo, tais como: IPVA, IPTU, matrículas e matérias escolares entre outras do gênero. É interessante guardar uma parte para pagar essas despesas.

Na verdade, quando oriento as pessoas a elaborar e acompanhar seu orçamento doméstico no início do ano sugiro que uma reserva mensal seja feita para pagar as despesas de início de ano à vista, pois os descontos compensam. Por exemplo: se um indivíduo gastou aproximadamente R$ 1.200,00 com IPVA e IPTU no início de 2006, aconselho que o mesmo poupe R$ 100,00 por mês durante todo o ano para que no início de 2007, o mesmo já possua uma reserva para tais despesas. Com isso, o 13º salário poderá ser destinado para outras fontes. Quem tem algum dinheiro aplicado no banco, deve analisar os rendimentos das aplicações e compará-los com os descontos no IPTU e IPVA, pois geralmente vale à pena até despoupar de alguma aplicação e pagar à vista tais impostos, pois os descontos são, em geral, superiores aos juros das aplicações financeiras. Mas quem não fez uma provisão (reserva) ao longo do ano e nem tem dinheiro aplicado no banco, reforço a importância de destinar, pelo menos parte do 13º para as despesas que vêm com o início do ano.

Para as pessoas que possuem uma situação mais tranqüila financeiramente e foram mais organizadas com seus gastos ao longo do ano, as mesmas podem realizar suas compras de Natal à vista e exigir bons descontos. O poder de barganha do consumidor aumenta quando ele tem o dinheiro para pagar à vista. As pessoas acham que um desconto de 5% numa compra à vista é pouco. Não é. Para se ter uma idéia, uma caderneta de poupança paga em média 0,6% ao mês, que cerca de 7 a 8% ao ano. Logo, obter um desconto à vista de 5% é mais da metade do rendimento da poupança de um ano. E tem mais, parte ainda poderá ser poupada em alguma aplicação financeira. Pois sempre é bom poupar para fazer face a imprevistos, bem como para acumular o patrimônio da família.

Em suma, consumir é muito gostoso. Entretanto, o prazer do consumo não deve ser só durante o ato da compra, mas ao longo do usufruto do bem ou serviço que vai ser consumido. Isso quer dizer que é importante comprar e poder pagar sem comprometer as necessidades básicas. As propagandas ilusórias estão aí: 10, 20, 30 vezes sem juros. Isso é um afronto à inteligência humana. Onde já se viu o País que possui as maiores taxas de juros do mundo vender em prazos longos com juros zero? Essa nem Papai Noel deve acreditar.

Fernando Antônio Agra Santos
Doutor em economia Aplicada (agra.Fernando@gmail.com)

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