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A Importância do Contador na Governança Corporativa

Se fizermos uma pesquisa perguntando aos alunos do curso de Medicina qual será sua especialização profissional, não haverá hesitação: uns irão dizer de

30/05/2005 00:00:00

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Se fizermos uma pesquisa perguntando aos alunos do curso de Medicina qual será sua especialização profissional, não haverá hesitação: uns irão dizer de imediato pediatria, outros ortopedia, e assim sucessivamente.

Da mesma forma, para um primeiro ano do curso de Direito. Quase todos terão uma preferência, quer na área civil, trabalhista, penal, etc. Até mesmo os Administradores iniciantes dirão que estão optando desde início para Marketing, Recursos Humanos, Finanças, dentre outras.

Se perguntarmos ainda a esses estudantes qual o dia a dia de cada especialização, creio que não terão dificuldade em dar exemplos, contudo, raramente nos cursos de Contábeis encontraremos alunos com posições claramente definidas sobre atividades e responsabilidades. Eu mesmo fui um que apesar de ter a certeza que seria um Contador, não me preocupava em como estaria agregando valor as corporações que faria parte.

Tinha amigos de classe que até o último ano estavam indecisos. Ainda que seja muito importante uma visão generalista, é inadmissível se pensar em alguém que não esteja concentrando esforços na especialização de uma área Contábil.

Não sei se a culpa é dos professores que não conseguem desenvolver muito bem seu conteúdo programático, omitindo informações esclarecedoras sobre perspectivas profissionais, ou dos próprios alunos que estão cada vez mais desmotivados, desinteressados talvez em função das perspectivas de crescimento e dificuldades profissionais que assolam o futuro. O fato é que, cada um de nós profissionais da CLASSE CONTÄBIL, temos um papel na mudança desse cenário, somos um tijolo fundamental no alicerce das instituições e conseqüentemente de todo mercado corporativo nacional.

2 . Aplicabilidade do Profissional Contábil.

Só para exemplificar nossa importância, remeto-nos a um artigo do Jornal do CRC de n 81/1999, onde determinada matéria apresentava um quadro demonstrando claramente o nosso papel no cenário das corporações, quer nos Órgãos Públicos através de especializações tais como Contador público, Agente fiscal de renda, Tribunal de contas, ou Oficial contador. Na própria docência sendo Professor, Pesquisador, Escritor Conferencista ou Parecerista.

Atuamos ainda, como autônomos através dos escritórios, consultorias, auditorias externas, peritos e investigadores de fraudes. Nas empresas temos outra vasta área de atuação quer como Analistas, Auditores internos, cargos administrativos e Contadores.

Quero aqui enfatizar nossa importância nas corporações, observem que é através do nosso dia a dia que as empresas encontram o suporte tributário e fiscal, mercantil e de gestão, quer através de demonstrativos financeiros, gráficos explicativos, analises de balanço, fluxo de rotinas, mapeamento de riscos existentes. Todos são exemplos da nossa aplicabilidade e importância na tomada de decisão e continuidade dos negócios. Somos profissionais que adequamos as empresas aos preceitos das legislações, normas e procedimentos fiscais vigentes, tornando-as aptas na tomadas de decisões estratégicas.

3 - Transparência das informações Contábeis

O PIB mundial hoje está na ordem de US$32 Trilhões, e aproximadamente 75% desse montante, está concentrado nas mãos dos países conceituados como G8 (USA, França, Reino Unido, Canadá, Federação Russa, Alemanha, Japão e Itália), logo, não devemos esquecer que tais países ditam regras mundiais nas áreas técnicas, ciências e tecnológicas.

O fato é que nós brasileiros temos de estar adequamos a algumas dessas regras em função do mercado globalizado.

Existe uma que diz respeito à divulgação e transparência dos informes contábeis e financeiros pelas corporações nacionais que tem certificados negociados na SEC (Securities and Exchange Commission);.trata-se da Lei Sarbanes Oxley. Não quero aqui detalhar a Lei, isso pode até ser pauta de tema futuro a ser abordado, o fato é que a adequação das corporações à Lei é apenas uma parte do que chamamos de Governança Corporativa, tema atualmente disseminado em seminários, palestras, fóruns, nos meios acadêmicos e empresariais e o sucesso desse modelo depende em muito do profissional de contábeis.

Da minha parte tenho trabalhado insistentemente nesse tema, tenho motivado cada aluno e colega de trabalho sobre o assunto, quer nas palestras do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais - IBMEC e Universidade Gama Filho, quer nos cursos "in companhy".

Ö Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC, instituto pioneiro do tema no País, conceitua a Governança Corporativa em:"...Práticas e relacionamentos entre os acionistas/cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal, com a finalidade de otimizar o desempenho da empresa e facilitar o acesso ao capital." Ora, creio que a criação de um senso de justiça, considerando princípios e padrões que assegurem a consistência das diversas atividades envolvidas, quer de responsabilidades dos executivos, de práticas financeiras e contábeis e de adequado fluxo de informações e os padrões éticos e morais, e exigidos pela Lei Sarbanes Oxley, são refletidos direta e indiretamente nas demonstrações e informes financeiros disponibilizados em mercado por nós contadores.

Certamente que uma internalização da cultura por parte de todos, principalmente da alta administração é fator primordial, contudo, a integridade com transparência, são termos a serem seguidos e fatores críticos de sucesso e nós contadores é que temos a chave para o sucesso desse modelo.

Douglas B Rodrigues
dbrodrigue@ig.com.br

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