x
CONTEÚDO artigos

Análise da Taxa no Longo Prazo

Tem este o objetivo de analisar um contrato de financiamento de logo prazo e os efeitos nocivos da inflação sobre o fluxo de caixa e a capacidade pagamento do

27/06/2005 00:00:00

3,3 mil acessos

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

Tem este o objetivo de analisar um contrato de financiamento de logo prazo e os efeitos nocivos da inflação sobre o fluxo de caixa e a capacidade pagamento do financiado, conforme segue:

No exemplo o nosso contrato é de NCz$ 20.916,77 (vinte mil, novecentos e dezeseis cruzados novos e setenta e sete centavos). Para pagamento em 191 meses a taxa de 1% ao mês, corrigido pelo IGP-M (FGV), gerando uma prestação inicial de. NCz$ 245,93 (Duzentos e quarenta e cinco cruzados novos e quarenta e três centavos) e a prestação final de R$ 1.175,76 (Um mil cento e setenta e cinco reais e setenta e seis centavos). Imaginando que o financiado tivesse uma renda de 10 salários mínimos NCz$ 1.200, (inicial) e R$ 2.600,00 (final), verificamos que o percentual da parcela a pagar sobre a sua renda no inicio do contrato é de 20,49% e no final passa para 45,22%, tendo ainda o risco de não ter condições de quitar este contrato, pois estaria comprometendo quase a metade de sua renda bruta para o pagamento deste.O valor financiado acima corresponderia hoje a R$ 100.000,00 (Cem mil reais)

Tal exemplo fora citado, tendo em vista a discussão atual sobre a taxa de juros praticada no Brasil e a atual política monetária adotada pelo governo federal. Não quero entrar no mérito técnico, até porque não sou analista de especialista em analise econômica, porém na condição de Contabilista e Perito Financeiro, tenho que utilizar os índices oficiais de inflação, tanto para mera correção monetária de valores, quanto para avaliações de investimentos e/ou financiamentos, sendo assim conforme exemplo acima podemos verificar que a inflação é um encargo a ser combatido radicalmente e neste ponto eu concordo com o governo que prefere até abrir mão de um certo "crescimento" econômico contanto que mantenha a inflação baixa e sob controle, pois inflação alta só beneficia quem tem recursos de sobra para ficar aplicado no mercado financeiro, pois quem irá direcionar dinheiro em projetos empresariais e/ou outros, se pode ter um ganho fácil e garantido simplesmente entregando aos cuidados do seu gerente de banco.

Para se ter uma idéia, mesmo o contrato ter sido firmado com a taxa de juros reais de 1% ao mês, devido à indexação do IPG-M, a Taxa de Retorno do Investimento (TIR) para o financiador fora de 2,5178% ao mês ou 34,7694% ao ano. Por outro lado, se o contrato fora firmado com esta taxa prefixada teria uma prestação fixa de NCz$ 389,40 (Trezentos e oitenta e nove cruzados novos e quarenta centavos), correspondente a 32,4501% de sua renda inicial, como a sua renda é em salários mínimos ela aumentaria anualmente gerando um percentual menor de comprometimento e com todas as possibilidades de quitação da divida ao contrario do contrato indexado.

Para finalizar, julgamos muito prudente analisar bem as propostas de financiamentos das Instituições financeiras, quando oferecem taxas de juros reais mais baixa evidentemente, indexadas, por que as vezes é melhor contratar uma taxa um pouco mais alta e trabalhar o fluxo de caixa até o final com realismo do que ficar "rezando" para que a inflação não aumente.

ROBERTTO ONOFRIO
CRC 49.568
robertto.voy@terra.com.br

VER COMENTÁRIOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.