Gerir uma empresa não é fácil, afinal, as dificuldades estão sempre presentes no dia a dia dos gestores. Um bom exemplo são os assuntos relacionados aos tributos.
Existem muitas empresas que traçaram um determinado objetivo logo no início do ano e o resultado que vem obtendo é totalmente o oposto do esperado, muitas vezes causando prejuízo. Em casos como esse, não é possível voltar no tempo, mas existem alternativas para reverter essa situação e salvar a empresa de prejuízos ainda maiores.
O que fazer quando meu Planejamento Tributário falha?
É verdade que, para um planejamento tributário bem elaborado, é ideal ter um plano conservador, um considerando resultados medianos e um arrojado. Porém, o que fazer quando somos pegos de surpresa?
- O primeiro passo é: manter a calma. Não é nada fácil, mas é necessário! Qualquer decisão visando a solução temporária do problema pode falir totalmente um planejamento, que levou muito tempo para ser estruturado.
- Descreva e enumere as possibilidades que podem ser aplicadas, coloque tudo em um só documento.
- Depois é necessário identificar a etapa que sofreu a ruptura no processo que foi planejado.
Com a premissa de que o planejamento foi bem estruturado, podemos verificar como a gestão fiscal vem sendo executada até este momento. A execuçãovem sendo aplicada rigorosamente conforme o planejamento pré-estabelecido? Veja alguns exemplos de problemas na gestão fiscal:
1º – Execução do planejamento tributário.
Suponhamos que a empresa optou pela revisão da cadeia de fornecedores e optou pela aquisição de insumos de uma lista especifica de fornecedores. Com isso, conseguiria otimizar os créditos ficais. No entanto, a área de compras não vem executando as aquisições conforme acordado com a diretoria previamente.
Pode ser também que a empresa tenha optado pela mudança do regime de tributação, que no exercício anterior era tributada pelo lucro presumido e agora está optando pelo lucro real, mas isso só será vantajoso se a execução da tomada do crédito fiscal das contribuições do PIS e da COFINS forem realizadas corretamente. Em casos como esses, fica evidente que o problema não está no planejamento tributário, mas sim na execução.
2º – Checagem das operações tributárias
Uma vez que a execução não vem ocorrendo da forma como foi planejado e o gestor não vem checando o status da operação, a falência do planejamento tributário está estabelecida. A dedicação é uma das principais qualidades de um gestor fiscal. Ele deve separar um determinado período do seu dia para verificar de perto as execuções das rotinas pré-estabelecidas no planejamento tributário.
3º – Ação
O terceiro motivo pelo qual a sua estratégia de planejamento tributário pode estar falindo é a falta de ação. Após identificar a ruptura do processo, é necessário agir para eliminar o problema. Parece óbvio, no entanto, atuando no dia a dia das empresas podemos afirmar que muitas pecam na ação corretiva. Não basta identificar e agir apenas uma vez. Sempre que uma correção é realizada, é necessário repetir o ciclo. É nessa etapa que o ciclo reinicia dando continuidade no processo de melhoria contínua. E não esqueça, como afirmou o escritor norte-americano, Robert Collier: “O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia”.
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