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20
Sep 2018
04:24

Carreira

Profissionais mais experientes estão resistentes a ensinar, ou jovens profissionais estão resistentes a aprender?

O artigo aborda, os conflitos entre profissionais mais experientes e os jovens entrantes no mercado de trabalho, em relação ao processo de aprendizagem dentro das organizações.

05/03/2018 17:40

5.706 acessos

Experiência Profissional Dificuldade em transferir conhecimento

Atuo no mercado há tanto tempo, que às vezes até me esqueço de que comecei ainda adolescente. Iniciei jovem mesmo, aos quatorze anos(naquela época, a legislação permitia o registro em carteira para pessoas nessa idade).

Mesmo me sentindo jovem ainda, não posso de negar que a cada dia, trabalho com mais jovens (na idade), ao meu redor.

No escritório e na Universidade, estou rodeada de jovens que vão tomando conta e dominando todo o espaço, e isso é muito bom.

Uma de minhas preocupações está em saber, se estamos preparando corretamente esses jovens para nos substituir, ou se inconscientemente, estamos adiando o aprendizado desses jovens, usando como desculpa, a eterna “falta de mão de obra qualificada”.

Ouço em diversas conversas com profissionais mais experientes, que mão de obra qualificada é difícil de encontrar. O fato é que ouço isso, desde a minha juventude.

É claro que existem os problemas da falta de investimento em educação, da qualidade de ensino muitas vezes duvidosa e até mesmo, da falta de interesse de uma boa parcela da juventude atual no processo aprendizagem. Mas isso já existia,  quando muitos de nós,  profissionais experientes, entramos no mercado. E mesmo com todos os problemas, conseguimos nos qualificar e acumular todo o aprendizado e experiência que temos hoje.

Nunca foi tarefa fácil achar profissionais qualificados, confiáveis e éticos, mas acredito que essas competências possam ser ensinadas, aos que estão dispostos a aprender.

Infelizmente, muitas vezes o que vemos em algumas empresas, é a resistência dos mais velhos em ensinar os jovens, com a desculpa de que esses, não têm apego nem interesse. Por outro lado, vemos jovens, resistentes em aprender com a experiência dos mais velhos, com a desculpa, de que os mais experientes são antiquados, sem paciência e até arrogantes, por acharem que já sabem tudo.

Não posso deixar de pensar, que a falta de paciência dos mais experientes em passar seu conhecimento aos jovens, possa decorrer do medo de ter que sair do mercado, ou mesmo, de não ser mais tão útil como se foi um dia.

Do outro lado, a resistência por parte dos jovens, em aprender com os mais experientes, talvez decorra de outro tipo de medo: o de ter que carregar sozinho a responsabilidade de  assumir cargos nas empresas, e assumir ainda, as “rédeas” da própria carreira profissional.

A impressão que se tem, é que com a impaciência dos mais velhos em ensinar e a resistência dos mais novos em aprender, tenta-se ganhar um pouco mais de tempo. Mais tempo para os mais velhos permanecerem nas empresas e mais tempo adiando a responsabilidade dos jovens em assumirem seus lugares no mundo empresarial.

Acredito que esse tempo “ganho”, não é bom nem para um lado, nem para o outro.

Já é hora de nós, os mais experientes,  darmos boas vindas e boa sorte, aos jovens que estão chegando e ajuda-los a vencer o receio de assumirem cargos de responsabilidade.

Pode ter chegado o momento de aproveitarmos toda a competência acumulada e nos aventurarmos em novos negócios, como a consultoria, por exemplo. Ou quem sabe ainda, abrir uma empresa num ramo totalmente novo? Tantos “saíram” do mercado, mas continuaram suas vidas profissionais com outros rumos...

E pode até mesmo ser um prazer, simplesmente sair de cena e acompanhar de longe (de preferência em uma praia ensolarada), a antiga empresa prosperando, administrada por pessoas que ajudamos a formar.

Independente de qualquer reconhecimento por parte de terceiros, sempre haverá um pouco de nós, nas pessoas que ajudamos a formar. E isso é muito mais gratificante, do que ficarmos presos a fantasia, de que somos insubstituíveis para as empresas. 

Escrito por

Janaina de Oliveira Souza

Especialista em Gestão de Pequenas e Médias Empresas e em Educação pela UNIP. Atua como docente a 10 anos na Universidade Paulista -UNIP e atua a 29 anos na área contábil. Tem formação nas áreas Contábil, de Administração e Finanças.

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