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Contábil

A influência da tecnologia da informação aplicada no apoio à auditoria contábil

O tema abordado, a influência da tecnologia da informação aplicada no apoio à auditoria contábil, vem demonstrar que nos tempos atuais a tecnologia tem se tornado fundamental para o desenvolvimento de diversas atividades.

07/05/2019 08:35:54

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A influência da tecnologia da informação aplicada no apoio à auditoria contábil

1. Introdução

Este estudo foi desenvolvido com base nas inovações tecnológicas ocorridas nos últimos anos e na afirmação de que a informatização e tecnologia se tornaram fundamentais para as atividades do auditor contábil, com a globalização, a busca incessante pelas novidades, que fazem com que as mudanças surjam de forma cada vez mais intensa. Os meios de comunicação influenciam diariamente a possibilidade de se melhorar a qualidade das informações contábeis.

A tecnologia da informação no negócio da organização é fundamental à competividade empresarial. Sendo assim, o auditor contábil deve alinhar as suas atividades diárias à tecnologia da informação em termos estratégicos.

A informatização propiciou informações mais apuradas. Relatórios gerados quase em tempo real tem se tornado cada vez mais imprescindíveis no mundo das corporações. A área da auditoria contábil vem sendo impactada diretamente por estes aspectos tecnológicos, e para os profissionais dessa área auxiliarem na gestão das pequenas e médias empresas não poderia ser diferente. Os bancos, investidores e sócios necessitam cada vez mais de agilidade e confiabilidade nas demonstrações contábeis.

As tecnologias têm se tornado muito importantes no desenvolvimento de diversas atividades. Para o auditor contábil não seria diferente. Uma vez que os Stakeholders[1] são praticamente todos informatizados, saber o que está acontecendo em tempo hábil e usar estas informações se tornaram imperativos para a tomada de decisões e principalmente na prestação de contas aos órgãos governamentais.         É demonstrada a necessidade de o auditor contábil deter conhecimento tecnológico a fim de prestar um serviço com rapidez, credibilidade e fidedignidade nas informações entregues aos órgãos regulamentadores denominados clientes, que podemos referenciar como: clientes externos governo, investidores, bancos, fornecedores, clientes internos diretores e colaboradores.

A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e teórica em livros, artigos e revistas relacionados, com embasamento em consultas à legislação vigentes no Brasil e autores conceituados como Clóvis Luís Padovezze, James A. O’Brien, Edson Oliveira, entre outros. 

2. Desenvolvimento

2.1. A influência da tecnologia da informação na qualidade da informação contábil

A história da contabilidade é tão antiga que está ligada às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e interpretação dos fatos ocorridos. Isso demonstra a conexão entre a necessidade de registros do comércio e a prática exercida nas principais cidades da antiguidade. À medida que o homem começava a possuir maior quantidade de valores, saber quanto poderia render e qual a forma mais simples de aumentar as suas posses não eram informações de fácil memorização quando já em maior volume, requerendo registros acerca do objeto material que o homem sempre buscou alcançar.

A contabilização se tornou necessária para controlar a quantidade e o crescimento de propriedades, rebanhos e bens em geral. Assim, podemos definir que a contabilidade é uma ciência social que tem como objetivo prestar informações sobre o patrimônio, bem como outros dados que se fizerem necessários. A finalidade de prestar informações foi bastante beneficiada nos últimos tempos pelo uso da tecnologia da informação, tendo em vista que criou uma padronização nos relatórios tornando-os mais práticos e de fácil compreensão. 

BÍBLIA. Gênesis 12:5 afirma:

E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.

Nas últimas décadas, com a vinda da informatização e os avanços tecnológicos que permitiram que o trabalho de registro de fato ocorresse de forma mais uniforme e rápida, segura e confiável, o profissional contábil começou a ocupar lugar de destaque nas organizações, pois passou a dedicar mais tempo às análises dos diversos relatórios contábeis. Sendo assim, a contabilidade de antigamente, realizada de maneira manual, perdeu espaço e o auditor contábil passou a ser peça fundamental na tomada de decisão. Houve também grande influência na integração de dados, que unificou informações de departamentos e até mesmo filiais, situadas em endereços diferentes, agregando valor à deliberação, visto que o que era analisado separadamente passou a ser unificado, criando assim um leque de possibilidades de análises. Seu principal objetivo é auxiliar os departamentos e suas atividades a exercerem suas operações como: orçamentos, pedidos, compras, estoques, produção, vendas, faturamento, contas a pagar e receber, entre outros. Com a disseminação da internet, o mundo se tornou mais globalizado e as decisões precisam ser tomadas instantaneamente para garantir o bom desenvolvimento das atividades comerciais, otimizando o resultado econômico. Contudo, é necessária cada vez mais a integração das informações. Assim afirma THOMPSON na Revista Brasileira de Contabilidade:

THOMPSON, (1991) afirma:

Compare estas duas cenas. Um atarefado empregado, com a gravata afrouxada, maneja uma pesada máquina. Faz lançamentos contábeis em uma ficha, atrás da qual há uma folha com carbono. Depois transcreve essas informações no Diário, por meio de gelatina. Ou, então, um operador faz os mesmos lançamentos em um microcomputador, com velocidade cinco vezes maior, deixando para o programa a elaboração de relatórios, que depois serão emitidos pela impressora. É a diferença entre usar ou não a informática como ferramenta no dia-a-dia do profissional da contabilidade.

A tecnologia possui aspectos que auxiliam os demais profissionais a formatar as informações em modelos compatíveis com as diretrizes contábeis, o que contribui para o aspecto da qualidade operacional da empresa, facilitando a tomada de decisão e o levantamento de informações pela auditoria com maior agilidade e segurança. As normas da contabilidade, denominadas NBCT, regidas pelo Concelho Federal de Contabilidade, determinam que as demonstrações contábeis obrigatórias são: Balanço Patrimonial; Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ; Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA); Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL); Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC); Demonstração do Valor Adicionado (DVA); e, Demonstração do Resultado Abrangente (DRA). A legislação societária admite a inclusão da DLPA na DMPL. As empresas que elaborarem e publicarem DMPL estão dispensadas da apresentação em separado da DLPA, uma vez que esta, obrigatoriamente, estará incluída naquela. A NBC TG 26, item 10, letra ‘e’, também inclui as notas explicativas entre os elementos que integram o conjunto das demonstrações contábeis obrigatórias.

Nos tempos atuais, a preparação e entrega destas declarações se tornaram complexas, tendo em vista a grande quantidade de informações que precisam ser processadas e apuradas, para depois montar as declarações relacionadas acima. Sendo assim, a tecnologia da informação com a integração de dados de sistemas e departamentos trouxe grande agilidade bem como a possibilidade de montar e gravar toda a estrutura das declarações e deixá-las a um clique do mouse para sua geração trouxe muita agilidade nos processos, pois alguns softwares permitem inclusive a programação de quais relatórios devem ser gerados de forma sequencial, bem como validadores que processam e validam as informações alertando o usuário para os erros mais gritantes.

Lourenço, Fabrício (2019) afirma:

Com a era digital, a profissão vive de­safios diários. Termos como platafor­ma on-line, inteligência artificial, big data, blockhain, cloud computing estão mudan­do e revolucionando a rotina da área con­tábil no Brasil e no mundo. A inteligência artificial, conhecida por elaborar dispositi­vos que simulem a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e resolver pro­blemas, vem ganhando destaque por es­tar presente em todas as áreas do conhe­cimento, inclusive na Contabilidade.

A tecnologia da informação tem o dever de apoiar os Stakeholders nas análises estratégicas, diminuindo os entraves nos processos da organização e, assim, viabilizar o aumento de valor e competitividade. A influência da tecnologia na contabilidade vem trazendo grandes impactos nos trabalhos e no mercado. Isso foi criado em março deste ano (2019) pelo CFC Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, que iniciou seus trabalhos no dia 11 de março deste ano e se reunirá a cada dois meses para estudar de forma aprofundada o assunto e apresentar um projeto apontando os impactos da tecnologia no setor. 

Rezende (2000) afirma:

Um sistema de informações pode ser definido como o processo de transformação de dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória da empresa e que proporcionam a sustentação administrativa, visando à otimização dos resultados esperados.

A tecnologia da informação e os sistemas de suporte à decisão BI[2] vieram agregar valores imensuráveis pois são munidos de enorme quantidade de dados e aplicações de modelagem, possibilitando a flexibilização, adaptação bem como uma grande capacidade de geração de informações a nível gerencial.

2.2. A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA CONTABILIDADE

O uso da Tecnologia da Informação na contabilidade vem introduzindo uma nova maneira de visualizar os procedimentos contábeis. A contabilidade avalia a posição patrimonial das organizações, sendo registrados todos os fatos econômicos e financeiros que ocorrem na mesma, permitindo aos administradores, por meio dos demonstrativos contábeis, ter uma posição acerca da situação da organização.

Com o uso da tecnologia da informação, as organizações alteraram os seus procedimentos e isso refletiu diretamente na área das ciências contábeis, tendo alterado a sua forma de atuação com a automatização dos processos executados. O que antes era feito de forma manual agora passou a ser de forma automatizada, não existindo a necessidade de uso exagerado de papeis, sendo os arquivos agora magnéticos. A também conhecida contabilidade on-line é um novo modelo de negócio que vem ganhando muita força nos últimos anos, possibilitando a integração rápida das informações cliente e escritório. Esse modelo é um exemplo prático desta nova necessidade.

Lourenço, Fabrício (2019) afirma:

Para analisar e estudar os impactos da tecnologia nas Ciências Contábeis, o CFC criou a Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, que realizou a primeira reunião no dia 11 de março, na sede da entidade, em Brasília (DF). Dos objetivos do grupo, des­tacam-se observar o impacto desse avan­ço tecnológico no presente e vislumbrar o resultado dele no futuro. “Vamos promover uma ampla discussão sobre a necessidade de uma regulamentação específica do uso de novas tecnologias pelos profissionais, sob a perspectiva da ética, da inovação e do mercado de trabalho”, esclarece o presi­dente do CFC, Zulmir Ivânio Breda.

Este novo ambiente, modificado pela tecnologia, tem gerado a necessidade de reformulação dos métodos de trabalho, influenciando na formação dos profissionais, que devem apresentar um perfil inovador e que atendam os atuais procedimentos para a nova contabilidade. As organizações, em seu ambiente organizacional, necessitam ser mais integradas, dinâmicas e colaborativas. Os relatórios dos quais são coletadas informações para tomada de decisão sofreram reformulações, ganhando expertise e dinamismo com ferramentas como Data Warehouse[3], OLAP[4] e BI, que quebram todo o conceito de relatório estático, ou seja, a informação deve girar e evoluir conforme ocorrem as operações dentro da organização. Alguns SIC[5] já se utilizam de ferramentas como o balancete dinâmico, dashboard que vão se atualizando online diante dos dados que são imputados nos softwares. Com isso, estes dados, que de início se parecem sem sentindo e sem importância, se juntam a outros e em questão de segundos são transformadas em informações, que imediatamente são divulgadas em sites corporativos, aplicativos, monitores de acompanhamentos de fluxos internos de atividades, entre outras ferramentas que juntas venham a contribuir significativamente com o controle e a gestão da organização.          

Elorrieta. Ana María (2010), afirma:

Em relação à Contabilidade, os conhecimentos e as competências mínimas exigidas requerem que os profissionais se insiram no processo atual de convergência e adoção do padrão IFRS. Na área de auditoria no Congresso Mundial de Auditor contadores, real, também de forma consistente, o profissional deve estar apto a lidar com as normas convergidas com as internacionais.

É muito importante lembrar que Contabilidade hoje requer conhecimento de negócios, de processos, de aspectos societários e outros. Certamente, a especialização por indústria e segmento também é necessária e deve ser desenvolvida, mas é importante uma visão geral de negócio. Refiro-me a conhecimento de instituições financeiras, de telecomunicação, de petróleo e gás, etc. Recentemente, houve um debate realizado em novembro na Malásia, a respeito das habilidades e competências dos contadores daqui a 10 anos. Certamente, a formação irá requerer uma visão multidisciplinar e, inclusive, o trabalho do auditor contábil como especialista.

As informações contábeis estarão disponíveis para toda a organização permitindo que a empresa tenha uma postura proativa com relação ao diagnóstico e solução de seus problemas, sendo necessária uma grande rapidez na elaboração dos demonstrativos contábeis. Os novos profissionais da área de ciências contábeis não deverão mais gastar o seu tempo com controle de estoques, lançamentos contábeis, levantamento de balancetes, etc. Devem estar mais direcionados à gestão da contabilidade, de forma alinhada ao planejamento estratégico da empresa.

A contabilidade do futuro deve estar atualizada e manter-se sempre alerta às novas tendências tecnológicas para desempenho de suas atividades. A contabilidade é muito sensível a essas mudanças tecnológicas, uma vez que está na linha de frente para seu uso na apuração de resultados e, conforme afirmação anterior, serão necessários muitos estudos e trabalhos nas instituições para que todos os departamentos sejam informatizados e integrados à contabilidade. Somente assim é possível apurar os movimentos com maior precisão, agilidade e confiabilidade.

Padoveze (2000) afirma:

Explica que a ciência contábil traduz-se naturalmente dentro de um sistema de informação. Poderá ser arguido que fazer um sistema de informação contábil com a ciência da Contabilidade é um vício de linguagem, já que a própria Contabilidade nasceu sob a arquitetura de sistema informacional.

Com a globalização advinda de investidores externos dentro das organizações, houve uma necessidade da padronização das informações em um nível internacional, o que culminou no surgimento do IFRS[6], que são normas internacionais de contabilidade criadas para possibilitar a análise dos relatórios financeiros das instituições. Esses relatórios devem ser interpretados da mesma maneira pelos seus stakeholders, as características qualitativas como clareza, confiabilidade, relevância, e o equilíbrio entre custo e benefício na preparação das demonstrações financeiras devem receber os mesmos critérios. Para isso, as normas são emitidas e revisadas pelo IASB[7] e visam uniformizar os procedimentos contábeis e as políticas existentes entre os países, melhorando a estrutura conceitual e proporcionando a mesma interpretação das demonstrações financeiras.

Esta nova função da contabilidade aumenta a importância do profissional contábil nas organizações, mas torna necessário um profissional mais capacitado para atuar dentro deste novo ambiente e, através das informações contábeis, permitir boas tomadas de decisões, atuando diretamente com os dirigentes para fornecer uma visão realista a toda a empresa. Em face deste novo contexto, é importante salientar que, nas áreas onde a tecnologia da informação é aplicada, ela se torna uma ferramenta importante no processo de trabalho, existindo a dificuldade de adaptação dos profissionais para esta nova realidade, visto que a tecnologia da informação agiliza os procedimentos contábeis.

 2.3. O auditor contábil e a tecnologia da informação

Na década de 90, quando houve a disseminação da informática no Brasil, a tecnologia se tornou mais acessível. Consequentemente, com a globalização, houve a necessidade de priorizar as informações prestadas aos órgãos regulamentadores. Na atualidade, o auditor contábil precisa se adaptar às novas tecnologias da informação e isso não significa um diferencial profissional entre os demais auditores, mas condições essenciais para o exercício pleno da atividade.

A tecnologia da informação se torna uma parte fundamental nas atividades das organizações. Contudo, analisar o que deverá ser auditado se torna um desafio, considerando que a auditoria interna passa a ponderar em suas análises tudo o que contempla o universo de tecnologia da informação e seus impactos no resultado da organização. A auditoria contábil é conduzida considerando o parque tecnológico da instituição e os processos efetuados pela equipe de TI[8] em seu datacenter mantendo o ambiente operacional em conformidade com os requisitos estabelecidos para o negócio.

Padovezze, Clóvis Luís (2010) afirma 

sistemas de informação como o conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento dos dados e tradução em informações, para seu produto, permitir as organizações o cumprimento de seus objetivos principais.

O auditor contábil tem por objetivo verificar a precisão dos registros contábeis da organização com o foco de evitar fraudes e prevenir irregularidades, identificando possíveis falhas no sistema financeiro e no controle interno. O auditor contábil analisa todos os registros da instituição, certificando-se da sua idoneidade. Sua análise não fica restrita aos aspectos contábil e financeiro, tendo como objetivo também processos administrativos, fiscais, técnicos e éticos. Com o levantamento da auditoria em mãos, o gestor pode analisar eventuais problemas que foram observados e descritos, bem como suas consequências. Podem ser auditados os demonstrativos de resultados do exercício, o balanço patrimonial e a demonstração do fluxo de caixa, além de procedimentos internos. A auditoria contábil não está restrita a grandes organizações, podendo ser feita independentemente do porte e da atividade exercida.

A tecnologia nas instituições traz grandes vantagens para os auditores bem como para os demais colaboradores. Com o passar dos anos, a evolução da tecnologia e suas inovações vêm sendo incorporadas em diversas rotinas do dia a dia do auditor contábil e cabe a ele se utilizar das de tais disponibilidades, especialmente na área da TI, e entendendo que o uso de TI na atividade contábil é imprescindível, compreender a importância do uso das tecnologias na atividade de auditoria contábil é fundamental para o desenvolvimento de suas atividades.

Padovezze, Clóvis Luís (2012) afirma:

O que é fundamental é a caracterização e integração do sistema de informação contábil com os demais sistemas de informação da empresa. No âmbito gerencial, essa integração torna-se crucial, pois a contabilidade gerencial utiliza-se de muitos dados e informações de outros sistemas, inclusive quantitativas, para completar seus relatórios e torna-los efetivamente úteis para o processo de tomada de decisão.

A modernização das relações entre a Receita Federal do Brasil e as organizações, gerou a necessidade de implantação do projeto Sped[9] que passou a transferir para o universo virtual aquilo que antes era restrito ao papel. O que podemos chamar de arquivos digitais ou XML’s se trata de um projeto do governo federal com o objetivo de modernizar, agilizar e garantir a segurança na relação entre o Fisco e os contribuintes. Criada em 2007, a informatização do Sped compreende uma série de leis, programas e procedimentos, divididos em subprojetos que vêm sendo apresentados aos poucos. No entanto, essa implantação tem exigido grandes esforços das organizações, que precisam se adequar. No passado, as notas fiscais de vendas e compras eram escrituradas nos livros de registros de entrada e de saída. Com a advinda do Sped, os livros passaram a ser magnéticos e as informações passaram a estar gravadas em arquivos magnéticos xml’s.

Aumentando o nível de detalhamento das informações a serem registradas, os arquivos digitais oferecem ao governo maior quantidade de dados e, com a certificação digital, garantem a credibilidade desses arquivos. É necessário que as organizações adequem seus processos internos, garantindo confiabilidade dos registros que chegarão aos órgãos governamentais. Dessa forma, a auditoria começa a ser valorizada pela organização, não como uma etapa desgastante e mecânica que visa encontrar erros e inconformidades.

Decreto nº 6.022, DOU (2007) afirma:

Art. 1º Fica instituído o Sistema Público de Escrituração Digital - Sped.

Art. 2º O Sped é instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração contábil e fiscal dos empresários e das pessoas jurídicas, inclusive imunes ou isentas, mediante fluxo único, computadorizado, de informações. (Redação dada pelo Decreto nº 7.979, de 8 de abril de 2013)

  • 1º Os livros e documentos de que trata o caput serão emitidos em forma eletrônica, observado o disposto na Medida Provisória n o 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.
  • 2º O disposto no caput não dispensa o empresário e as pessoas jurídicas, inclusive imunes ou isentas, de manter sob sua guarda e responsabilidade os livros e documentos na forma e prazos previstos na legislação aplicável. (Redação dada pelo Decreto nº 7.979, de 8 de abril de 2013).

 As organizações sofrerão multas caso não se adaptem ao projeto Sped. Devem ter atenção especial às informações prestadas nestes arquivos magnéticos, se tornando necessário buscarem pelos serviços de um auditor contábil, fiscal e tributária para revisar procedimentos e evitar problemas com o Fisco.

Muitos gestores se perguntam que tipo de serviço uma auditoria contábil pode realizar. O auditor pode exercer um grande nicho efetuando a análise e a fiscalização de documentos por meio da verificação de arquivos digitais usando regras criadas e atualizadas constantemente em manuais, bem como cruzamentos entre os diversos tipos de obrigações acessórias.  Esse processo antecipa possíveis erros que aconteceriam caso a apresentação dos documentos digitais fosse feita de forma indevida e   diretamente para o órgão fiscalizador.

Existem tecnologias no mercado denominadas “Auditores SPED”, ferramentas desenvolvidas com o objetivo de verificar, analisar e auditar os arquivos xml’s antes de sua transmissão para receita federal, evitando assim que este trabalho fique completamente em mãos humanas. Os auditores podem contar com o apoio de relatórios que auxiliam as análises mais aprofundadas de todo o processo. A auditoria também contribui para a verificação das atividades sofram mais controle e aperfeiçoamento.

 2.4. A influência do sistema de informação contábil como instrumento de apoio à tomada de decisão

A contabilidade está ligada à necessidade que o homem tem de fazer o registro das atividades e do comércio, bem como mensuração dos bem adquiridos. Com a criação do “método das partidas dobradas” (1494), torna-se conhecido o Frei Francisco Luca Pacioli, considerado o “Pai” da contabilidade. Hoje, as organizações utilizam-se cada vez mais de informações para tomada de decisão, objetivando o topo na competitividade do mercado. Todas as células e departamentos fornecem dados e informações referentes à situação da instituição. Assim, faz-se necessário o uso de mais tecnologias e integrações, disponibilizando tempo aos colaboradores que fazem uso dos resultados. Com a contabilidade não foi diferente, pode-se dizer que é o departamento que mais se beneficia com a integração e implementação dos sistemas.

LUDÍCIBUS, Sérgio (2005), afirma: 

“[...]a Contabilidade é tão antiga quanto o próprio homem que pensa”.

O objetivo da Contabilidade é monitorar e registrar as modificações do patrimônio de uma organização através dos registros, em ordem cronológica, e utilizar-se das demonstrações contábeis para efetuar análises e planejamento. A ciência contábil foi criada com o propósito de satisfazer as necessidades das antigas civilizações quanto à criação de registros que lhes permitissem acompanhar de forma simples e prática as mutações do patrimônio que possuíam. A ciência contábil vem ganhando mais valor nos últimos anos com o aumento da qualidade de suas técnicas de registro, demonstrações e análises de balanços.

Marion (2008) afirma:

A contabilidade é um instrumento que fornece o máximo de informações útil para as tomadas de decisões dentro e fora da empresa. Todas as movimentações possíveis de mensuração monetária são registradas pela contabilidade que em seguida, resume os dados registrados em uma forma de relatório e os entrega aos interessados em conhecer a situação da empresa.

A contabilidade antiga em livros e escrita em caneta tinteiro perdeu seu espaço com o surgimento dos Sistemas de Informações Contábeis (SIC) e o auditor contábil transformou-se em peça essencial na tomada de decisão. Com a economia totalmente globalizada, decisões precisam ser tomadas instantaneamente para o desenvolvimento das atividades empresariais. Houve, então, várias otimizações para o setor, resultando em um grande desenvolvimento econômico. Os sistemas tornaram-se mais integrados e eficientes gerando maior controle das informações gerenciais. Devido à grande competitividade, à exigência do mercado e às organizações estarem mais preparadas para disputarem entre si, o SIC é uma forma inteligente de otimizar falhas e manter o negócio em destaque.

MATARAZZO, Dante Carmine (1998) afirma:

Dados são números ou descrição de objetos ou eventos que, isoladamente, não provocam nenhuma reação no leitor. Informações representam, para quem as recebe, uma comunicação que pode produzir reação ou decisão, frequentemente acompanhada de um efeito-surpresa.

 A informação listada em relatórios e demonstrações é diferente de dado. Este é a matéria-prima no processo contábil. Um conjunto de dados é quantitativo, qualitativo e representa um elevado grau de importância, pois futuramente sofrerá apurações até que se transforme em informação. A informação, depois de lapidada e gerada, deve ser rapidamente entregue. A tecnologia da informação é importantíssima, pois possibilita que informação ganhe velocidade e cada vez mais valor. As tecnologias da informação propiciaram a melhoria no controle da organização das organizações. A globalização criou um cenário cada vez mais competitivo e a concorrência entre organizações por melhores destaques no mercado está cada vez mais acirrada. É fundamental que o Stakeholder da atualidade conte com uma fonte de informações ou sua organização estará fadada a um processo de dissolução. A fonte de informações de toda instituição deve estar disponível em um banco de dados de um Sistema de Informação Contábil. 

O SIC passou a ser o instrumento de apoio à geração de informações fidedignas pela contabilidade. Esse sistema possui aspectos que o coloca em posição diferenciada em relação aos demais sistemas de informação, possibilitando gerar informações em formatos compatíveis com as normais contábeis e contribui para a qualidade operacional da empresa, possibilitando a tomada de decisão e o levantamento de informações pela contabilidade com maior agilidade, precisão e segurança.

O SIC tem por objetivo interagir com os colaboradores internos e externos, captar dados contábeis que serão processados e posteriormente produzir informações contábeis úteis aos colaboradores. Com a utilização do SIC, as organizações passaram a dispor de informações monetárias e não-monetárias de seu patrimônio, possibilitando maior segurança nas deliberações, reduzindo os custos e riscos no processo de gestão, principalmente em questões das áreas econômica e financeira.

Utilizando as demonstrações contábeis, as organizações conseguem um posicionamento mais concreto de possibilidades e limitações dos recursos que possuem para almejar os objetivos e as metas. Todos os eventos da organização que são passíveis de mensuração monetária serão captados e processados através do SIC e formulados para futura apresentação em diversas formatações. Atendendo aos interesses dos colaboradores internos e externos à organização, os relatórios contábeis são representados pelos Balanços Patrimoniais, Demonstrações dos resultados, Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos, Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido, previstos em normas contábeis definidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. As informações são caracterizadas pela objetividade, relevância, prático entendimento, orientação cronológica e pontualidade.

3. Análise e interpretação dos resultados

A pesquisa partiu da necessidade da utilização da tecnologia da informação no processo de auditoria interna nas organizações, levando em consideração todas as suas necessidades, bem como as inovações que surgiram ao longo dos anos.

Permitiu conhecer os impactos da tecnologia da informação nos trabalhos do auditor contábil, mostrando que o CFC e os CRC’s estão se envolvendo e informando todos os contabilistas a respeito da importância de se manterem atualizados quanto às tecnologias e softwares disponíveis. Pontos relevantes, nesse sentido, são: a entrada da contabilidade online no mercado e as exigências digitais solicitadas, que vêm crescendo cada vez mais com o projeto Sped.

A contabilidade antiga perdeu seu espaço com o surgimento dos Sistemas de Informações Contábeis. O auditor contábil tornou-se essencial nas organizações e, com a globalização, as decisões devem ser precisas e instantâneas nas atividades organizacionais. Os sistemas integraram departamentos, causando maior controle das informações gerenciais. A tecnologia ganhou espaço nas organizações, com processamento de dados e geração de informações mais rápidas e eficientes. Torna-se cada vez mais necessária a adequação do auditor contábil ao avanço tecnológico.

Possibilitou-se conhecer os impactos da tecnologia da informação na auditoria contábil sob a visão dos stackholders e das organizações, chegando à conclusão de que os auditores contábeis são peças chave para essa introdução tecnológica e para certeza do sucesso nas organizações.

As mudanças estão surgindo gradativamente para as organizações e para o auditor, mas há uma necessidade de participação mais efetiva e união de forças para que a implantação tecnológica não seja feita de forma errada e traga resultados inesperados. O auditor deve orientar toda a equipe, auxiliando os gestores no levantamento e utilização das informações para melhor gerir a organização.

A modernização gerou a implantação de tecnologias e de projetos audaciosos como Sped. Essa implantação tem exigido grandes esforços das organizações, que vêm se adequando ao longo dos anos.      

Atingindo os objetivos do estudo, foi possível concluir que a maior parte dos sistemas de informações contábeis objetiva atender o fisco bem como a tomada de decisão para gestão da organização.

Por fim, pode-se concluir que o papel do auditor contábil, na implantação da tecnologia, envolve determinação e muita pesquisa. Esse profissional contribui de forma significativa para o sucesso da implantação tecnológica e agrega informações capazes de direcionar a tomada de decisão.

Considerações

A auditoria contábil se reveste de grande valor por aprofundar e trazer as informações bem apuradas por meio de relatórios padronizados e bem detalhados. Assim, as organizações necessitam de profissionais dotados de capacidade técnico-científica. Quem exerce a auditoria deve conhecer e dominar as tecnologias e softwares SI, disponíveis que direcionam e norteiam a ação do auditor.

A hipótese da pesquisa é verdadeira, considerando que é extremamente importante para o auditor contábil manter-se atualizado em relação aos softwares e ferramentas tecnológicas. Todas as informações devem ser processadas e entregues via softwares ou layouts xml’s, principalmente as obrigações acessórias solicitadas pelos órgãos governamentais. Quanto mais houver integração dos dados para serem apurados e transformados em informações, mais a organização e o auditor conseguem cumprir os prazos previstos nas legislações, evitando o problema de notificações e multas, que se tornam cada vez mais pesadas, o que seria assunto para uma nova pesquisa.

O artigo tem por objetivo evidenciar a contribuição que a auditoria contábil aliada à tecnologia e aos sistemas informatizados pode oferecer aos processos administrativos das empresas e à tomada de decisão. O objetivo geral foi alcançado, uma vez que foi identificado em pesquisa à legislação vigente no Brasil e a autores que reforçam a afirmação. Então, para que o auditor contábil entregue suas demonstrações e análises com confiabilidade e fidedignidade aos órgãos regulamentadores, deve se utilizar da informatização. Um exemplo sucinto e claro é que hoje todas as empresas são obrigadas a emitir arquivos digitais, desde uma nota fiscal até as informações mais apuradas como Sped Fiscal e Contábil, projeto que se iniciou no Brasil no ano de 2007 e desde então vem tomando grandes proporções, abrangendo diversas áreas e seguimentos das organizações.

Foram identificados pontos que demonstram a veracidade quanto à necessidade de o auditor contábil obter conhecimento tecnológico e prestar seus serviços com agilidade, confiabilidade e fidedignidade nas declarações entregues aos órgãos regulamentadores e aos Stakeholders, possibilitando que estes tenham ferramentas para gerir melhor e de forma mais confiável os negócios e interesses das organizações.

Demonstrou-se que os problemas do auditor contábil não são a informatização e a tecnologia, mas não as utilizar, parando no tempo. Como foi relatado em outro momento no Brasil, através do Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, em seu Art. 1º Fica instituído o Sistema Público de Escrituração Digital – Sped, abrangendo unificação das atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração contábil e fiscal dos empresários e das pessoas jurídicas, inclusive imunes ou isentas, mediante fluxo único, computadorizado, de informações. Isso se tornou um divisor para o auditor contábil, visto que as informações que antes eram escrituradas em livros e mesmo em computadores, porém restritas à empresa e à autenticação manual, passaram a ser entregues via xml’s de forma unificada, de maneira que todas as organizações governamentais passaram a ter acesso e auditá-las sem a necessidade de diligência à organização.

Recomenda-se aos Stakeholders utilizarem as informações da auditoria contábil como apoio à tomada de decisão, impreterivelmente ao planejamento estratégico, sendo essa sua verdadeira essência. 

 REFERÊNCIAS

 

BOCCATO, V. R. C. Metodologia da pesquisa bibliográfica na área odontológica e o artigo científico como forma de comunicação. Rev. Odontol. Univ. Cidade São Paulo, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 265-274, 2006.

Disponível < https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/1896/pdf_28>

CFC Informa, Conselho Federal de Contabilidade. Empresários contábeis contam como os avanços tecnológicos têm transformado a rotina de trabalho. 25 de Abril - Dia do Profissional da Contabilidade - Empresários_1. nº 337 Ano VI, 26 de abril de 2019.

Disponível Youtube. <https://youtu.be/twLA_hy3Pvk>

CFC Informa, Conselho Federal de Contabilidade. Empresários contábeis contam como os avanços tecnológicos têm transformado a rotina de trabalho. 25 de Abril - Dia do Profissional da Contabilidade - Empresários_2. nº 337 Ano VI, 26 de abril de 2019.

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[1] Stakeholders significa público estratégico e descreve uma pessoa ou grupo que tem interesse em uma empresa, negócio ou indústria, podendo ou não ter feito um investimento neles. Em inglês stake significa interesse, participação, risco. Holder significa aquele que possui.

 

[2] BI - Business Intelligence é o nome utilizado pelas empresas para definir um conjunto de estratégias que envolvem a captura e a análise de dados para processos de tomada de decisão.

[3] Data warehouse é um depósito de dados digitais que serve para armazenar informações detalhadas relativas a uma empresa, criando e organizando relatórios através de históricos que são depois usados pela empresa para ajudar a tomar decisões importantes com base nos fatos apresentados.

[4] OLAP (Online Analytical Processing - Processo Analítico em Tempo Real), é uma das ferramentas mais usadas para a exploração de um data warehouse.

[5] SIC – Sistemas de Informações Contábeis - é uma importante ferramenta no fornecimento de informações aos usuários internos e externos de uma empresa e é um dos componentes do Sistema de Informação Gerencial.

 

[6] IFRS - International Financial Reporting Standards - são normas internacionais de contabilidade, um conjunto de pronunciamentos contábeis internacionais publicados e revisados pelo IASB.

[7] IASB - International Accounting standards Board - O IASB foi criado em 1 de abril de 2001 na estrutura do International Accounting Standards Committee (IASC), ou "Fundação Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade". ... Atualmente, todos os pronunciamentos contábeis internacionais publicados pelo IASB tem o nome de pronunciamentos IFRS.

[8] TI – Tecnologia da Informação

[9] SPED - Sistema Público de Escrituração Digital

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