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Carreira

Da onde vem o auto conceito dos Contadores ?

Na última semana ouvi algumas histórias que me trouxeram reflexões. Vamos comigo nas histórias para que juntos cheguemos a conclusão.

04/12/2019 11:55:08

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Da onde vem o auto conceito dos Contadores ?

Uma amiga contadora em bate papo com o Sindico do prédio onde mora , ofereceu ajuda para recompor as contas, e teve a seguinte resposta  do seu interlocutor : Nossa você é contadora? Trabalha muito e ganha pouco...

Um Amigo em discussão com os filhos sobre as  profissões  promissoras  para se investir, colocou como boas opções Contabilidade, Tecnologia e  Engenharia, e recebeu a seguinte resposta de um dos filhos: Contabilidade não, não dá dinheiro.... 

Um amigo num grupo enviou uma figurinha indignado, onde se lia a seguinte piada: dois indivíduos amarrados com uma camisa de força ,  um indagou a outro ” Eu já nasci louco, e você ? “ O outro respondia “ Eu estudei para ser louco, fiz Ciências Contábeis”

O que essas história tem em comum?

Primeiro – Não são situações isoladas, refletem um paradigma da nossa sociedade

Segundo – Demonstram o resultado de uma construção iniciada a muito tempo atrás e perpetuada.

Terceiro – Causam estranhamento e desconforto em quem ama a profissão contábil e vê  nela uma poderosa ferramenta de geração de riqueza. 

Esse cenário se instala quando permitimos isso, e ai eu te pergunto, como chegamos a essa depreciação do auto conceito? 

Muita das vezes a depreciação chega na porta de nossas vidas, logo nos primeiros anos de nossa vida.  E no decorrer da vida validamos essa sensação em diversos momentos e episódios.

Um sentimento de culpa na dificuldade de dizer NÃO, na dificuldade de colocar LIMITES, na dificuldade de colocar nosso “VALOR E PREÇO” no mundo. 

E na nossa profissão já pude constatar isso diversos vezes se confirmando.

 O sentimento de auto depreciação está associado não apenas ao complexo de inferioridade, mas está intimamente ligado a falta de compaixão em nós mesmos e em nossa fragilidade de assumir o que somos e o que de fato queremos, que muitas vezes não entregamos o que acordamos.

Pois, ao assumir estes fatores, você tem medo de ser julgado, ser exposto e assim teme em colocar limites, em dizer alguns “nãos necessários”.  E acaba sendo indulgente com o outro...

Na realidade, temos medo de sinalizar algo, de dar uma informação e isto se tornar uma arma para o outro, numa situação de confronto. Mas como não existe oposições ou adversários num contrato de serviços contábeis, inevitavelmente qualquer decisão que você tomar irá sempre gerar consequências. Tudo tem um preço nesta vida, o preço o qual refiro é “valores”, e num contrato de serviços esses valores somente você pode sinalizar e não o outro.

O auto conceito do contador vem de onde vem o auto conceito de todos os profissionais e a pergunta que fica nesse texto é o que faremos para mudar isso?

Isso a gente pode discutir no próximo artigo. 

Grande abraço

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