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Protagonismo Juvenil - Admiração do Futuro!

A participação autêntica do jovem resultando em ganho de autonomia, autoconfiança e autodeterminação, focado na criação da sua identidade pessoal, social e no seu projeto de vida. Esse é o futuro dos Jovens!!!

30/12/2019 12:28:59

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Protagonismo Juvenil - Admiração do Futuro!

O jovem, essa parcela da sociedade no qual se encontram numa fase de absorção de experiências e crescimento. Protagonista, o principal lutador, competidor, ator. Ambos incorporados a Educação, desenvolvendo uma nova prática educativa pedagógica com jovens. A participação do jovem na criação de espaços e condições capazes de possibilitar o envolvimento em atividades direcionadas à solução de problemas reais, atuando como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso. A participação autêntica do jovem resultando em ganho de autonomia, autoconfiança e autodeterminação, focado na criação da sua identidade pessoal, social e no seu projeto de vida. Esse é o futuro dos Jovens!!!

Estamos vivendo em um mundo marcado por uma série de potencias, de capacidades, na quais geram e fazem o ingresso da humanidade em uma nova etapa do processo civil. A globalização dos mercados dominando toda a parte financeira do mundo, elevando seus níveis de produtividade e qualidade na produção de bens e serviços. A tecnologia avançando bruscamente, facilitando a vida de alguns e dificultando a vida de outros, gerando um novo mundo do trabalho. E a cultura social e econômica se diversificando, chegando a prejudicar os mais necessitados.

Com toda essa mudança, COSTA (2007) diz que a globalização e o ingresso na era pós-industrial podem ter como consequência, um enorme crescimento da exclusão social se a humanidade não for capaz de conciliar a agenda da transformação produtiva (econômico e técnico cientifica) com a agenda da equidade social (ético político). 

Nesse sentido, a educação entra como uma fonte orientadora nessa iniciativa, pois essas mudanças no mundo geraram a necessidade da formação do homem autônomo e solidário, compromissado com seus objetivos e livres para atuar. Os valores devem ser repassados com o dobro de firmeza, não basta multiplicar o conhecimento. É necessário criar espaços para que o educado de hoje possa empreender si próprio à construção de sua vivência, de suas potencialidades, relacionados a aspectos pessoais e sociais.

Nos dias atuais, estudos já detectaram pré-configurações realistas do perfil exigido de cada ser humano, para trabalhar e viver numa sociedade moderna constante. Os espaços no qual devem ser criados e disponibilizados para essa nova juventude, vão surgindo através das práticas e vivências capazes de permitir aos jovens exercitarem-se como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso. O jovem precisa sentir na pele a necessidade de crescimento, para que possa desenvolver um trabalho protagônico.

O período denominado juventude constitui um processo de transição em que os indivíduos passam de uma dependência completa na infância a uma plena autonomia que caracteriza a vida adulta. Esse processo se desenvolve mediante um conjunto de transições que levam o jovem a desenvolver plenamente sua personalidade, a incorporar-se na vida ativa, a ter independência econômica, a constituir um lugar próprio e a estabelecer uma colocação estável.

Ressalta-se que a juventude é uma categoria sociológica, constituindo “um processo em longo prazo no qual um indivíduo, fisiologicamente maduro passa a realizar as funções físicas da existência do adulto em coletividade, adquire as habilidades necessárias para desempenhá-las numa forma social determinada” (SANCHIS, 1997).

E daí vem a real necessidade da ação do Jovem Protagonista. No campo da educação, o termo protagonismo juvenil designa a atuação dos jovens como personagem principal de uma iniciativa, atividade ou projeto voltado para a solução de problemas reais. O cerne do protagonismo, portanto, é a participação ativa e construtiva do jovem na vida da escola, da comunidade ou da sociedade mais ampla (COSTA, 2006).

A palavra protagonismo relacionada à juvenil, eleva os jovens a ocupar papel central nos esforços por mudança social, construindo sua autonomia, tomando decisões baseadas em valores vividos. Isto implica o exercício da cidadania, envolvendo os jovens na discussão e na resolução de problemas concretos do seu cotidiano e nas questões de interesse coletivo.

Para indicar uma ação protagonista, o seu desenvolvimento deve acontecer num ambiente democrático, pois sem a democracia poderá acarretar para um não desenvolvimento social e pessoal do ser. O protagonismo juvenil pode ser realizado por diversos indivíduos sociais em diferentes possibilidades de participação social, ficando claro que é um conceito amplo, não limitado a adolescência. 

Para COSTA (2006), a participação autêntica se traduz para o jovem num ganho de autonomia, autoconfiança e autodeterminação numa fase da vida em que ele se procura e se experimenta empenhado que está na construção da sua identidade pessoal e social e no seu projeto de vida.

“As sociedades enfrentam, hoje, o desafio de oferecer as gerações jovens, princípios éticos de convivência e ideias humanos que possam ser compartilhados por pessoas com diferentes antecedentes e formações. Uma representação convincente da democracia parece ser o caminho para o desenvolvimento de identidades autônomas, prontas para adaptar-se e responder a rápidas mudanças sociais, culturais e econômicas. Tal representação enfatiza a liberdade e a interdependência, a tolerância e o respeito mútuo, a iniciativa e a competência para o trabalho construtivo e cooperativo.” (SOUZA, 2003).

E com o protagonismo dos jovens, a sociedade ganha em democracia e em capacidade de enfrentar e resolver problemas que a desafiam. A energia, a generosidade, a força empreendedora e o potencial criativo dos jovens é uma imensa riqueza, um imenso patrimônio. (COSTA, 2006)

Protagonismo juvenil como estratégia pedagógica uma vez que este pressupõe uma relação dinâmica entre formação, conhecimento, participação, responsabilização e criatividade como mecanismo de fortalecimento da perspectiva de educar para a cidadania, levando-se em conta que o desenvolvimento permanente faz parte da condição de sujeito, sem perder de vista que a pessoa é uma realidade em processo, imersa em seu tempo, no seu cotidiano e na história.

A Juventude é o começo de tudo, onde os indivíduos estão formando sua personalidade e ao mesmo tempo, um período de preparação para a entrada no mercado de trabalho. Este momento ocorre, principalmente, no sistema de ensino. O grau de escolarização dos indivíduos, na sociedade atual, tem sido um quesito cada vez mais demandado pelas empresas. O aumento desta exigência resulta das transformações recentes do mercado de trabalho e também da redução do nível de atividade da economia, que acirra a competição pelos postos de trabalho.

Espera-se que a escola contribua para a constituição de uma cidadania de qualidade nova, cujo exercício reúna conhecimentos e informações a um ‘protagonismo’ responsável, para exercer direitos que vão muito além da representação política tradicional: emprego, qualidade de vida, meio ambiente saudável, igualdade entre homens e mulheres, enfim, ideais afirmativos para a vida pessoal e para a convivência, mas também de professores e de diferentes pessoas que compõem a escola (DCNEM, 1998).

Antonio Carlos Gomes da Costa diz que os adolescentes, além de portadores de entusiasmos e de vitalidade para a ação, são dotados também de pensamento e de palavra. O propósito do protagonismo juvenil, enquanto educação para a participação democrática é criar condições para que o educado possa exercitar, de forma criativa e crítica, essas faculdades na construção gradativa de sua autonomia. Autonomia essa que ele será chamado a exercitar de forma plena no mundo adulto. (COSTA, 2006).

Consideramos que em todos os contextos históricos a concepção de educação está voltada aos interesses da sociedade, contribuindo para reproduzir desigualdades sociais e discriminação racial, por meio de sistematização dos conhecimentos biológicos, da receptividade e memorização pelo estudante, de conteúdos enciclopédicos e históricos.

Os jovens, essa parcela, precisa ser tratado como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso. O jovem procura e experimenta oportunidades de criação de espaços, de participar e de ser ouvido dentro e fora do ambiente escolar, que nesse caso deve ser pensado de modo a permitir ao educando conquistar a autoconfiança, autodeterminação, autoestima, autonomia, capacidade de planejamento, altruísmo, perseverança, todos os elementos que não podem faltar no desenvolvimento de suas habilidades e competências na conquista de sua identidade pessoal e social.

Nesse sentido, defende-se a possibilidade de construção do protagonismo juvenil, sustentado por indivíduos ou entidades comprometidas com a educação emancipadora e o processo de democratização do espaço público para a construção da cidadania, ou seja, o desenvolvimento humano pleno.

Não faz sentido à escola “fornecer” ao aluno o significado do termo cidadania, sem que práticas cidadãs tenham sido vivenciadas, pautadas na troca, no saber ouvir e se posicionar criticamente. Desta forma, o espaço escolar torna-se privilegiado para tal fim, desde que as relações de poder que nele circulam não limitem tal exercício.

Práticas e vivências em protagonismo juvenil oferecem aos jovens formas de agir com postura própria a alguém que sabe o que quer e se empenha para realizar seus objetivos de modo consequente. Empenho no qual transmite os educando a uma elevação em termos de autonomia, oferecendo e conferindo melhores condições para lidar com as diversas alternativas na resolução de problemas que os desafiam.

O que se espera é que ao longo da participação em atividades que proporcionem o desenvolvimento da autonomia e da consciência crítica dos educando, possibilitem a solução de problemas reais e cotidianos, e a partir daí, os adolescentes possam propor atividades, planejá-las, discuti-las, executá-las, propor ações e avaliá-las. E assim, participando de todas as etapas e decisões passam de uma participação decorativa, manipuladora, operacional, para um nível completamente autônomo, e possam então ser protagonistas juvenis plenos. (COSTA, 2006).

Portanto, educar para a participação é criar espaços para que o educando possa empreender, ele próprio, a construção de seu ser. A manipulação real e os mitos da sociedade são desvendados através de aulas libertadoras que estimulam esta práxis. Neste desvendamento, muda-se a compreensão da realidade, da percepção. Os educadores libertadores estão com os estudantes, em vez de fazer coisas para eles (FREIRE, 1986).

Uma ação protagonista pressupõe etapas a serem percorridas; isto é, o aluno não alcança sua autonomia sem ter vivenciado algumas formas de relação com a escola. Antonio Carlos Gomes da Costa (2006) destaca com clareza estas etapas: para que a ação exista, é preciso que haja iniciativa, planejamento, execução, avaliação e apropriação dos resultados. Tais etapas, a serem percorridas pelos jovens, acontecem em função de determinadas formas de relação entre - muito especialmente, mas não somente – professor e aluno. Aponta tais formas como de dependência, colaboração e, finalmente, autonomia.

Em vista disso, e concordo com SILVA e LUZ (2010), através do respeito ao que os adolescentes pensam e dizem, é uma forma de reconhecer a dignidade humana e a formação de sua autonomia, com o objetivo da formação cidadã, muito além da transmissão de conteúdos, à transformação da realidade social. Reconhecer o protagonismo juvenil como prática educativa é uma forma de reconhecer que através da participação dos adolescentes é possível gerar mudanças na realidade social.

Eu, Renã Gabriel, me reconheço como integrante dessa parcela de jovens protagonistas, presentes e atuantes na sociedade. As relações humanas atuais e presentes nas organizações precisam valorizar e reconhecer as ações dos jovens e não os classificando como ruins e sem experiência. Quando eu for responsável pela gestão de recursos humanos de uma organização, irei saber identificar os principais valores dos jovens protagonistas depois desse caminhado de estudo. E nessa pesquisa foi possível provar em parte, que os jovens são capazes de ter iniciativa, de ter liberdade e de ter compromisso. Por isso os jovens de hoje merecem valorização, atenção e respeito.

Essa dissertação é uma prévia de um dos projetos integrador, desenvolvido por min "Renã Gabriel de Souza" na graduação de Gestão de Recursos Humanos, na Universidade Santa Cecília, em Santos/SP, 2016, sob orientação do Prof. Me. Norberto Luiz de França Paul. Um tema de grande importância e qual fez parte do meu desenvolvimento pessoal e profissional.

Referências

  • Coordenação de Nícia Raies Moreira de Souza. A inserção dos jovens no mercado de trabalho. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estatística e Informações, 2001.
  • COSTA, Antônio Carlos Gomes da. Protagonismo Juvenil: Adolescência, Educação e Participação Democrática / Antonio Carlos Gomes da Costa, Maria Adenil Vieira. 2. Ed. São Paulo: FTD; Salvador: Fundação Odebrecht, 2006.
  • COSTA, Antônio Carlos Gomes da. Protagonismo Juvenil: O que é e como praticá-lo. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2007.
  • DCNEM, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasil: Ministério da Educação, 1988.
  • FERRETI, C.J.; ZIBAS, D.M.L.; TARTUCE G.L.B.P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio. São Paulo: Scielo Brasil, 2004.
  • FREIRE, Paulo. Educação como prática libertadora. 22ª ed. Rio de Janeiro: Paz na Terra, 1996.
  • ICE, Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Protagonismo Juvenil e suas práticas e vivências. Pernambuco: www.icebrasil.org.br, 2008.
  • RABÊLLO, Maria Eleonora D. Lemos. O que é Protagonismo Juvenil? Salvador: Centro de Referência Integral de Adolescente, 2001.
  • SILVA, Thais Gama da; LUZ, Araci Asinelli. A Concepção de Protagonismo Juvenil presente na Legislação Educacional Brasileira e do Estado do Paraná. Paraná, 2010.
  • SILVA, Thais Gama da; LUZ, Araci Asinelli. Protagonismo Juvenil na Escola: Limitações e Possibilidades enquanto Prática Pedagógica na disciplina de Biologia. Paraná, 2010.
  • SOUZA, Regina Magalhães de. O discurso do protagonismo juvenil. Tese (Doutorado em Sociologia). São Paulo: Departamento de Sociologia, Universidade de São Paulo, 2006.
  • SOUZA, Regina Magalhães de. Protagonismo juvenil: o discurso da juventude sem voz. São Paulo: Rev. Bras. Adolescência e Conflitualidade, 2009.

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