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10 maiores tendências de 2021 para contadores de sucesso

Já imaginou como vai ficar o cenário contábil com o Open Banking? E o Pix? Qual nível de automatização de processos na sua empresa?

09/02/2021 12:05:01

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10 maiores tendências de 2021 para contadores de sucesso

À todo vapor. Foi dessa maneira que 2021 começou para quem escolheu por profissão ser contador e vive o desafio de entregar um serviço diferenciado nesse período pandêmico.

Existem 10 tendências dos mais diversos campos que todo profissional contábil deve ficar de olho. É uma oportunidade de repensar o negócio para que ele vá cada vez mais longe. 

Um dos protagonistas desses tópicos é a tecnologia, que está avançando com softwares contábeis e mudando toda a dinâmica de fazer e ofertar contabilidade. Quer entender melhor como empresas full service afetam a carreira? Entender sobre os impactos do Open Banking no meio contábil? Ou mesmo validar se home office ou o modelo híbrido podem ser a solução para a empresa contábil neste ano? Conheça agora os 10 tópicos separados para você: 

1º Aumento na competição na área contábil

Tem muitos contadores entrando no mercado. Em 2020, o exame de suficiência do CFC tinha mais de 80 mil inscritos. Num cenário geral, os novos entrantes costumam se apoiar em preço para poder conquistar clientes.

Essa é uma prática recorrente tanto para um contador novo de carreira quanto para aqueles contadores que estão perdendo clientes e resolvem baixar os preços. A barreira de entrada está cada vez menor, pois a forma de se comunicar com as pessoas está facilitada com a internet.

Nesse momento de crise, aumentaram também o número de profissionais empreendendo. E com isso, qual é a tendência dos preços? De caírem.

Mas ainda se há um quê a mais nessa história com os avanços de sistemas contábeis. Aumentou o número de sistemas contábeis em nuvem. Sistemas que otimizam bastante o fazer da escrituração contábil e que aceleram também o quadro de desmonetização desses serviços.

São diversos os casos de empresas grandes que pagam pouco a seus contadores, se considerar o porte da organização. E quando decidem trocar de contador, a variação de preço é pequena. Numa suposição, um contador recebe R$ 1.000 de uma empresa e a mesma fecha negócio com um contador que cobra R$ 500. A reflexão que tem de ser trazida à luz é: o que são R$ 500 para tudo o que um contador pode fazer pelo negócio dele?

No calor do momento, os empresários apelam para essa troca e muitos contadores não sabem se defender. De alertar que é possível fazer uma análise interna de corte de material e mão de obra. Eles não conseguem provar seu valor. 

Por isso é necessário atuar não somente com a conformidade, mas ajudar o empresário a ter um reforço de fluxo de caixa, pensando conjuntamente em gestão estratégica e financeira, trabalho de contador consultor. 

2º Mais empresas em home office ou híbridas

Com o coronavírus, a mensagem de que a contabilidade é um negócio sem fronteiras foi maximizada. O mercado conta com várias empresas contábeis digitais, que atendem a mais de 20 mil empresas online de diferentes estados.

A crise forçou todos os contadores a não terem contato físico com seus clientes. O que deixou claro para o empresário e o contador é que é possível entregar um serviço de contabilidade de alto valor, sem precisar estar próximo. No caso da contabilidade consultiva, muitos contadores conseguiram salvar empresas com um um relacionamento proximal por internet, ajudando na área estratégica e financeira dos donos de negócios.

O que se prezava muito era que as pessoas tinham de trabalhar no mesmo espaço físico. E atualmente, não. Quantas empresas foram para home office? 

O retorno de muitos desses escritórios de contabilidade é de terem gostado dessa experiência. Vários contadores renderam mais em casa. Ganharam tempo de qualidade de vida. O relato cotidiano de quem mora em grandes centros é de chegar a perder 4 horas de ida e volta para o trabalho.

A folha de pagamento é online, imposto é possível mandar online, contabilidade é possível de ser feita pela internet. Qual é o empecilho do home office? 

Tem pessoas que adotaram o modelo híbrido. Parte da equipe no escritório e quem prefere, fica em casa. E tem gente que trabalha no esquema de rotatividade. Neste formato, existe uma escala em que determinado dia todos vão ao escritório, participar de treinamentos, estar com as pessoas. Tanto o modelo home office quanto o híbrido resultaram numa diminuição de custo fixo para os empresários contábeis.

Contabilidade online

E se por um lado existe o cliente que vai atraído por preço para a contabilidade online, há de se ressaltar que o empresário tem acesso a uma plataforma e é ele quem tem de preencher os dados.

É como se fosse um self service. Ele quem classifica as contas do extrato bancário. Ele quem emite nota no sistema. É um tipo de negócio em que se tem mais trabalho e também mais risco. Se a pessoa está preenchendo de modo incorreto, omitindo algo, ela é a responsável por alimentar as informações.

A contabilidade online já adotou a vertente híbrida. Além de fornecer essa plataforma self service, também dá atendimento humanizado. Ela quem alimenta os dados para o cliente, para poder diminuir o esforço dele. É um mercado em que há valores de R$ 19,90 mensais.

Eles crescem muito rápido e, principalmente, com os investimentos em marketing digital. Quando o cliente se depara com todas essas opções, tende a pressionar o contador para jogar seu preço mais para baixo. Nesse sentido, tornar-se especializado em determinados setores e prestar consultoria abrem novos horizontes contábeis nessa guerra de preços.

Movimento de verticalização

Atualmente a contabilidade vive um processo de desconstrução criativa. Quando se destrói coisas antigas para construir coisas novas. Nesse sentido, vem crescendo o número de empresas fintech (tecnologia financeira) comprando softwares de gestão e softwares contábeis. Instituições financeiras estão começando a se envolver com mercado contábil com software e serviços.

Existem empresas contábeis realizando o chamado full service. Pelo menos duas já atuam no Brasil. Funciona assim: uma empresa contábil disponibiliza para o seu cliente uma conta num banco digital.

Tecnicamente é uma conta de pagamento, mas o empresário consegue fazer tudo que uma conta tradicional faz. Paga despesa, imposto, faz transferência, emite boleto.

O cliente tem acesso a uma conta financeira e um software de gestão financeira. Ele tem acesso ao mesmo processo do BPO Financeiro (Business Processing Outsourcing, terceirização do financeiro). No momento em que o cliente paga uma conta, o sistema já lança ela na hora. Junto com o financeiro, vem escrituração contábil. A parte fiscal da conformidade, folha, impostos, contabilidade. Isso tudo a baixo custo. É um movimento de verticalização.

Se o contador não souber vender seus serviços, como é que vai sobreviver nessa nova realidade?

Contadores que apoiarem sua estratégia em só atender pejotinha, devem ter muito cuidado. Porque esses pejotinhas são os filés-mignons dessas empresas.

A movimentação atual está: empresas de contabilidade online estão se tornando híbridas, com atendimento humanizado. Se utilizam até de WhatsApp para estreitar relacionamento. E as híbridas já estão fornecendo atendimentos consultivos.

3º Reforço de mão de obra interestadual

Pense cinco anos atrás. Quando uma empresa contábil sediada em outro estado conquistaria uma empresa que não fosse do mesmo estado? Dificilmente. A internet aumentou exponencialmente o raio de alcance de clientes e também de mão de obra qualificada.

Uma empresa que esteja numa cidade do interior e necessite de um analista fiscal, pode encontrar esse profissional na região metropolitana. Tanto esse profissional como tantos outros que podem atuar no esquema home office. E a delimitação de cidades ainda é rasa. Essa prestação de serviço à distância está tomando proporções interestaduais e de países também.

Essas novas possibilidades são mais um alerta para aquele contador parado no tempo. Ele não está concorrendo com gente do mesmo bairro, cidade. É do Brasil todo.

4º Destaque de mercado para contadores segmentados

Não é de hoje que os empresários vem dando sinais de que precisam de uma ajuda que vai além de receber folhas de pagamento e impostos. Essa ajuda na gestão financeira e estratégica pode vir de diferentes tipos de profissionais. Porém, qual é o profissional que é obrigatório por lei ter em toda empresa e que detém todos os números e um negócio? O contador.

Tendo essa posição e acesso aos números, muitos contadores perceberam que empresários precisam de suportes específicos, de gente segmentada. É diferente um dono de academia ter um contador consultor ao lado especializado em academias do que ter um contador que faz de tudo um pouco. Ele entende como funciona aquele negócio, as dores, as vantagens, quais tecnologias são aplicadas. Está mergulhado naquele mundo.

Ao oferecer apoio a esse empresário, está muito mais apto para realizar o assessoramento. É como quem está com problemas de visão, tende a ir no oftalmologista e não no clínico geral.

O gatilho mental da autoridade

Quando o contador escolhe os nichos que pretende atuar e estuda sobre os mesmos, ele tem uma outra postura perante o mercado. O empresário sabe que está falando com alguém que entende de seu negócio.

E o contador passa a ter uma vantagem no cérebro de seu cliente, ativando o gatilho mental da autoridade. Quando por seu conhecimento, uma pessoa entende que está diante de alguém que é autoridade no assunto.

E quem não presta atenção no que uma autoridade está dizendo? É algo tão internalizado, que o uso de um jaleco branco já remete à mente humana que se está de frente para alguém com autoridade médica. Assim como o distintivo de um delegado. Toda uma relação de confiança e respeito pode ser trabalhada baseado nesse gatilho mental.

Um contador que seja especialista na área imobiliária fornece ao empresário estudo de viabilidade financeira, alerta sobre constituição da SPE, como vai ser o pagamento. Fala sobre estruturação patrimonial. Se vai ter holding ou não nessa operação.

Tem empresas do setor supermercadista atendidas por contadores consultores que conseguem ter comparação do preço de compra e venda por produto. Isso com ajuda de softwares avançados. Ele pode orientar ao empresário que em sua região, os concorrentes estão comprando determinado produto num preço menor. Uma vantagem grande para essa organização.

O contador especialista chama muito mais atenção do que o generalista. E a mesma lógica funciona também na interação desse profissional na internet. Ser especializado é fundamental para estratégia de marketing digital. De afunilar os esforços de marketing para um público em específico.

5º Formar equipes de BPO Financeiro na empresa

O BPO Financeiro (Business Processing Outsourcing), que antes era algo acessório, está se tornando cada vez mais comum. O ato de terceirizar o financeiro para uma empresa contábil tem tido maior pedida e é o responsável por aumentar consideravelmente o ticket médio das empresas contábeis.

O reflexo disso é que negócios contábeis estão estruturando setores dentro de sua empresa para poder atender melhor aos clientes.

Entre as vantagens da implantação do BPO Financeiro, é que como há repasse de dados do financeiro para o contábil, a contabilidade dos clientes passa a ser bem mais rápida e ela permite que a contabilidade dos clientes fique em dia.

6º Criação do Setor de sucesso do cliente

Imagine uma empresa de contabilidade como uma fábrica. A empresa contábil é um dos poucos negócios na atualidade em que um cliente consegue parar a produção da fábrica na hora. Se um cliente acha que tem um número na folha de pagamento errado, ele liga para o departamento pessoal de imediato.

Esse é um dos motivos do time de operação ter problemas de baixa produtividade. A ideia da criação do setor de sucesso do cliente (customer success) vem para solucionar duas dores: uma de garantir a satisfação do cliente e a segunda de otimizar o trabalho de toda empresa contábil.

Esse setor existe para centralizar o relacionamento com o cliente para garantir que ele esteja satisfeito com o que está recebendo.

Tradicionalmente as empresas contábeis têm o setor fiscal, que cuida de impostos e obrigações acessórias; o setor trabalhista, responsável por gerar as obrigações trabalhistas; o setor contábil, que gera as demonstrações contábeis; e um departamento paralegal/registro, que cuida de certidão, alvará e outros.

É um modo de personificar o atendimento ao cliente para que quando ele pense em acionar a empresa, o contato direto seja com o setor de sucesso do cliente. Ou seja, existe um papel de triagem.

O profissional que atua nessa seção geralmente se depara com dúvidas tão básicas que ele já pode responder. Isso facilita tanto para o cliente, de centralizar a comunicação, quanto de ganho de produtividade para os demais setores.

E para personalizar ainda mais o atendimento, há quem use WhatsApp no setor de sucesso do cliente. Numa empresa sem estrutura financeira para criar uma divisão responsável por esse tema, a aposta é contratar um funcionário para desempenhar essas tarefas.

7º Empresas contábeis de médio porte com departamento de marketing

Grandes empresas contábeis já tinham departamento de marketing. As empresas de médio porte começaram a internalizar o marketing delas. Ter dentro de casa pessoas que cuidam de tráfego, que cuidam de Facebook, Instagram, Youtube, profissionais para desenvolverem artigos.

O negócio que não vende, morre. E o crescimento de várias empresas contábeis não está limitado a apenas um bom atendimento e sim investimento contínuo em marketing digital. É necessário ter um site alimentado com frequência, rápido para carregar, que seja adaptado para telas de celular, o que se chama de responsivo.

É preciso produzir conteúdos nas redes sociais, mas segmentado. Falar de temáticas específicas para o seu segmento. Ter um funcionário que se dedique a auxiliar em marketing e vendas é um dos esforços mais importantes de uma empresa contábil de pequeno e médio porte deve fazer.

8º Fusões, aquisições e franquias

É crescente o movimento de fusão, aquisição e franquia na contabilidade. Principalmente na pandemia, em que alguns contadores quebraram e outros decidiram, por demanda, aumentar seus negócios.

Quando se une duas ou mais empresas na contabilidade ocorre fusão. Para funcionar, ela deve destoar um tanto da matemática convencional. Invés de 1 empresa + 1 empresa ser igual a duas empresas, a lógica é que 1 + 1 = 11.

Para serem fortes no mercado, é necessário que as competências estratégicas de cada uma sejam unidas. Essas empresas precisam ter sinergia. Se forem competências diferentes é ainda melhor.

A fusão precisa ser bem conduzida. Geralmente é um processo demorado e que necessita de visitar os pontos mencionados acima para que as empresas não se separem e saiam mais fracas do que entraram.

O momento pandêmico também pôs à prova vários negócios contábeis que optaram por fecharem as portas. Tiveram aqueles que foram vencidos pela inadimplência e perda de clientes. Ou mesmo uma carteira abarrotada de maus clientes, no sentido de serem maus pagadores, não colaborarem com o trabalho e serem super exigentes. Também foi o caso de muitas empresas que só tinham clientes por indicação passiva.

Muitas dessas empresas aqueceram o mercado de aquisições. No geral, grandes empresas apostam nessa tática, principalmente visando aproveitar os processos internos já implantados, seu quadro de funcionários e principalmente a carteira de clientes.

No campo de franquias, além de se multiplicarem organizações com o mesmo nome e perfil de atendimento, também cresce o movimento de contadores que se filiam a uma empresa. Essa tem sido também uma vertente adotada por contadores que ao invés de atuarem sozinhos, resolvem se juntar a uma rede. Somar forças.

9º Automatização de processos na contabilidade

A tecnologia que está sendo cada vez mais importada na contabilidade é classificada como redes neurais, capazes de pegar eventos não associados e fazerem ligações, trazerem pareceres.

Plataformas diferentes estão interagindo cada vez mais. E esse cruzamento de dados agiliza muitas funções contábeis. A velocidade das automatizações de processos no meio contábil varia ainda no Brasil, já que cada cidade tem regras específicas.

Há empresas que contam com sistemas tão poderosos que quando o cliente acessa a plataforma — seja por certificado digital, seja por login e senha — já é possível levantar todas as notas fiscais junto à prefeitura.

Com esses dados, preenche a PGDAS toda, gera a guia do Simples Nacional, envia o extrato do Simples para o email do cliente. E por vezes a empresa contábil precisa apenas de um funcionário do fiscal para realizar serviço, graças à tecnologia.

A adesão de sistemas com reconhecimento de imagem de documentos, conhecido como ACR, também está forte no meio contábil. É um tipo de inteligência em que a máquina se comporta como um ser humano que consegue ler o documento e fazer validações.

São capazes de detectar se o valor está batendo com o contrato, se está havendo diferença entre contrato e nota fiscal. Tendo erro, devolvem para o empresário a nota para consertar antes do sistema pagar. O sistema financeiro gera para o sistema contábil. Há toda uma inteligência para detectar se um CNPJ está enquadrado em qual regime tributário.

Todos esses avanços ameaçam carreiras de auxiliar contábil fiscal e pessoal e de assistente contábil fiscal e pessoal. A função de analista também não escapa, uma vez que as máquinas já são capazes de realizar análises.

É o momento de investir num sistema em nuvem?

Os sistemas em nuvem começam a ficar mais completos. E os contadores que quiserem desfrutar de todas as vantagens que ele oferece, devem ficar atentos para que tal sistema seja nativo na internet.

É diferente desses acessos remotos que os sistemas atuais contábeis exigem fazer. É como nos bancos em que o usuário tem de acessar a internet para poder entrar no internet banking. Isso facilita muito, pois ao invés de ter de realizar manutenção em cada HD do computador, o cliente tem manutenção centralizada.

Se for mudar de sistema, só vale a pena se não for local e sim em nuvem. Do contrário, melhor manter o sistema que está usando atualmente. Pois a tecnologia em nuvem está se espalhando cada vez mais rápido e virá com preço competitivo, mais intuitivo. E o transtorno financeiro e de capacitação de novamente mudar de sistema não vale a pena.

Os softwares estão investindo para que o sistema de frente do caixa do seu cliente mande informação para o sistema contábil da empresa contábil e a apuração fiscal possa ser feita em tempo real. De já ter uma previsão do imposto atualizado para cada nota fiscal gerada.

10º Impacto na dinâmica contábil com o Open Banking

Vive-se na contabilidade uma nova era com a política do Open Banking. A possibilidade do cliente ter acesso a todos os dados que um banco armazena sobre ele. Essa movimentação acelera o processo de escrituração financeira e contábil feita em tempo real por softwares financeiros.

Tais softwares solicitam ao banco que toda movimentação realizada em sua conta seja repassada para o software. Uma revolução que também pode abocanhar a prestação de serviço de BPO Financeiro.

Fevereiro marcou o início desta revolução. É a primeira fase. A ideia é que ocorra um cadastro de eventos, em que a pessoa declara suas contas bancárias, quais seus ativos.

A segunda fase seria o momento do envio dos eventos, em que você informa receitas, despesas, empréstimos. E a sincronia com softwares financeiros pode ocorrer neste momento para recebimento de informações e processamento dos dados.

E, abrindo um parênteses, muitos contadores querem acreditar que não vai vir mudanças nas práticas de eSocial ou Sped e virá. Se o contador não tiver preparado, vai ficar em desvantagem.

A previsão é que na terceira fase, o cliente já possa pagar contas dentro dos próprios softwares financeiros. Invés de buscar ter de acessar o internet banking, já pagar dentro do software financeiro.

Abastecidos de informações, os sistemas financeiros serão atuantes também em empréstimos. De posse de informações sobre o prazo médio de pagamento de um empresário, de quanto é sua adimplência, do saldo e com o processamento de balanços financeiros e contábeis, cruzar esses dados fica mais fácil. Na quarta e última fase é previsto que essas tecnologias vão ajudar a fazer cotações.

Facilidade de acesso ao crédito para empresários e tecnologias

O intuito do open banking é democratizar o crédito no Brasil. Atualmente a pessoa física tem muito acesso à crédito se comparado à pessoa jurídica. Qual credor vai emprestar dinheiro para quem não tem demonstrações confiáveis? Com a chegada do Open Banking esse cenário se redesenha.

Enquanto isso, os contadores também convivem com todas as novidades trazidas por aquele que parece um primo do Open Banking, o Pix.

E já está agendada a liberação do Pix cobrança. Pois na atualidade, o Pix tem sido usado sem uma identificação do porquê daquele dinheiro. E com o Pix Cobrança é possível ele vir com essa codificação. Um exemplo: você receber um dinheiro identificado como “Honorário contábil do mês tal do cliente tal”.

Entre os burburinhos ainda se especula que o Pix pode ser usado também nos mesmos moldes de boleto bancário. Ou seja, poder agendar um valor X que será enviado para uma conta no dia escolhido pelo remetente.

Com todas as 10 tendências em mãos, o contador já não está mais em fase de ignorância sobre tais temas e é o momento de fazer análises de como se posicionar estrategicamente no mercado. Investir em tecnologia e conseguir agregar ao escopo de serviço novos produtos, somam nessa diferenciação de mercado.

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