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Artigo economia

A queda do bitcoin: o que esperar daqui em diante?

Neste artigo você vai entender o que levou à queda do bitcoin e as previsões para a moeda digital.

28/05/2021 13:30:01

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A queda do bitcoin: o que esperar daqui em diante? Roger Brown/Pexels

O bitcoin sofreu um duro golpe e caiu quase 50% em poucos dias. A moeda, que já é volátil por natureza, sofreu grande impacto de notícias, fatos e mesmo assim ainda tem ganho significativo no ano. O preço do ativo, depois de alcançar US$ 65.000 em abril, já rompeu a barreira dos US$ 30.000; e enquanto esse artigo está sendo elaborado tinha voltado a US$ 37 mil.

Para tentar traçar uma perspectiva futura da criptomoeda é interessante analisar as causas deste tombo e o que podemos tirar de lição para o futuro próximo (e não tão próximo também).

Previsões bitcoin

Pelo lado positivo podemos destacar que, apesar da queda, índices e pesquisas que mostram o ânimo do investidor, que costuma comprar criptomoeda, revelam que, apesar do tombo, não há razões para, pelo menos no curto prazo, pensar que houve ou haverá um desespero para se livrar do ativo. O investidor está sim um pouco assustado, mas não desesperado como no início da crise do coronavírus em que a moeda chegou a bater US$ 4.000 por unidade. Momentos como esse, de cautela, mas não desespero, costumam ser bons pontos de compra de qualquer ativo, principalmente pensando em não tão longo prazo.

Além disso, vale a pena lembrar que, mesmo com essa queda, quem comprou a moeda virtual há um ano ainda acumula rendimento de mais de 150%, o que o deixa tranquilo mesmo em relação a essas variações, que são normais em um ativo tão arriscado.

Queda no bitcoin

Mas a análise de longo prazo pode trazer algumas preocupações e dúvidas. Dois foram os principais motivos do tombo do preço da criptomoeda: um de ordem privada e outro de ordem pública. O primeiro está relacionado com declarações do presidente da Tesla, Elon Musk e o segundo com ações do governo chinês.

Em fevereiro deste ano, o mercado ficou atônito quando o presidente da Tesla, Elon Musk, afirmou que a empresa tinha comprado US$ 1,5 bilhão em bitcoins, além de confirmar que começaria a aceitar o ativo nas compras de seus produtos. Por certo, este fato fez com que o preço da moeda subisse fortemente. Mas agora, em maio, o mesmo Elon Musk alegou preocupações ambientais para se desfazer de boa parte dessa moeda. As preocupações ambientais foram causadas, segundo ele, pelo processo de mineração das bitcoins que exige computadores ligados ao mesmo tempo sem parar, por dias e noites. Esse foi um enorme impulso para a queda de preços da criptomoeda. 

Apesar da justificativa ecológica, outros motivos parecem serem fortes o suficiente para a venda: o lucro trimestral da Tesla, divulgado, foi de US$ 438 milhões, mais de 2.000% maior do que do primeiro trimestre do último ano. Deste montante US$ 100 milhões vieram da venda de bitcoins, dos quase US$ 1,5 bi comprados durante o ano anterior. Esse valor representa um quarto do resultado trimestral da empresa, o que mostra a importância das transações com bitcoins no resultado. E mostra também como o ativo ainda é frágil a grandes movimentações e/ou manipulações.

A outra causa da queda foi a ameaça do governo chinês de reprimir transações especulativas com bitcoin dentro do território daquele país. O problema desta afirmação é que em um país totalitário “reprimir especulação” pode significar, na verdade, a proibição de transações com a moeda. Sabe-se que o governo chinês já está há mais de cinco anos preparando o caminho para o lançamento de uma moeda eletrônica virtual, que seria oficial e “emitida” pelo Banco do Povo Chinês.

Em geral, os bancos centrais não simpatizam com criptomoedas. Distorcem seus planos já que afetam diretamente a quantidade de moeda na economia, dificultando o controle de política monetária. Assim os Estados Unidos também estão em processo de construção de sua nova moeda adiantado. Até o Brasil já mostrou que iniciou os estudos para a criação do real virtual. 

Em termos de regulação, também vemos um claro aperto às criptomoedas, para que não seja um meio de lavagem de dinheiro. Nos Estados Unidos, transações de mais de US$ 10.000 teriam de ser reportada ao Fisco, defende o Tesouro norte-americano. O Banco Central europeu relacionou as criptomoedas a bolhas e atividades de lavagem de dinheiro. 

Criação de moedas virtuais

Resumindo, a criação de moedas virtuais deve começar a ser frequente, o que cria um enorme risco à bitcoin e outras moedas virtuais não- ficiais, pois vai gerar um aumento significativo da oferta destas e deve pressionar para baixo os preços de todas as criptomoedas. Além disso, a pressão de bancos centrais contra a evolução de moedas virtuais também pode colaborar. Vale lembrar que, antes da queda, toda a oferta de bitcoin no mundo valia US$ 2 trilhões (chegou a US$ 1,3 trilhões depois da queda), sendo muito suscetível a especulações e a ofensivas de bancos centrais. 

Esses fatos trazem claro risco às moedas virtuais não oficiais e a seus detentores no futuro, pois estas sofrerão muitas ameaças pelo novo cenário. Isso deve ser levado em consideração quando alguém quiser investir nelas. Não quer dizer que ainda não possa subir, mas os riscos se intensificarão.

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