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Identificação dos Controles Adotados

Conhecendo-se os objetivos existentes e os riscos se os mesmo não forem alcançados, uma pergunta vem à tona: O que é feito para garantir o alcance dos objetivos

19/12/2005 00:00:00

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Conhecendo-se os objetivos existentes e os riscos se os mesmo não forem alcançados, uma pergunta vem à tona: O que é feito para garantir o alcance dos objetivos e a não ocorrência dos conseqüentes riscos?

Uma vez que já é conhecidas a razão do processo e as conseqüências se o mesmo não for adotado de forma eficaz, o auditor vai identificar os controles que garantem esta eficácia.

Os controle possuem 3 finalidades - Preventiva, Detectiva e Corretiva. Cabe ao auditor avaliar se o tipo de controle adotado e a sua finalidade apresentam-se pertinentes em relação ao processo desenvolvido, objetivo existente e riscos envolvidos.

Avaliando os controles adotados, é imprescindível identificar especificamente os procedimentos, ações ou documentos que garantem o alcance dos objetivos do processo.

Esta especificação é importante, uma vez que sua não adoção pode acarretar que o auditor avalie o processo de forma genérica ou superficial, o que representaria falta de segurança quanto à identificação do eficaz suporte e controle sobre o risco envolvido no processo.

Nesta identificação é importante o envolvimento direto da área auditada. Ninguém melhor do que o próprio executor do processo para identificar os procedimentos e rotinas adotados que garantem o alcance de seus objetivos.

Logicamente que neste momento o auditor ira avaliar junto com o auditado o processo em questão, confirmando o seu entendimento quanto a:

  • Os procedimentos desenvolvidos;

  • Os objetivos existentes; e os

  • Riscos aplicados.

É muito importante que o auditor deixe claro que os riscos representam a possibilidade da perda relativa a:

  • Aspectos financeiros;

  • Imagem da empresa;

  • Continuidade do negócio exercido;

  • Qualidade da operação; e

  • Integridade física de seu patrimônio

Independente do processo, empresa ou negócio, o risco sempre irá existir.

A concretização deste risco em uma efetiva perda é que deve ser evitada através da adoção de controles eficazes.

A partir do entendimento deste conceito, o auditado tem uma participação decisiva na identificação, junto com o auditor, dos controles adotados para suportar os riscos envolvidos e garantir o alcance do objetivo do processo.

O acordo na identificação destes controles entre auditor e auditado é imprescindível uma vez que estes representarão efetivamente a base dos testes e avaliações adotados na auditoria de processo.

O auditado estar ciente sobre: os controles, análises, procedimentos e ações que serão avaliados pelo auditor é imprescindível.

A participação do auditado apoiando e assessorando os testes e análises realizadas, é crucial, uma vez que possibilita seu total conhecimento e entendimento do trabalho feito, assim como facilita o seu acordo sobre as conclusões e possíveis ações corretivas apuradas.

Mais uma vez utilizando o processo documentado em seu fluxo vertical, o auditor ira demonstrar, através de uma espécie de Planilha de Risco e Controle, os controles que são adotados para suportar o alcance dos objetivos e a não ocorrência dos riscos envolvidos.

Lembre-se que não estamos afirmando que os controles efetivamente suportam estes riscos. Estes são os controles que o processo adota para suportar os riscos envolvidos e garantir o atingimento dos objetivos.

Aos poucos começamos a conhecer de forma mais abrangente e esclarecedora, o processo que esta sendo avaliado pelo auditor de processo, possibilitando uma análise dos procedimentos adotados, o que permite concluir sobre a sua eficácia.

Esta conclusão trata-se do primeiro passo para identificar possíveis ações corretivas necessárias, assim como mensurar as conseqüências da possível falta de segurança quanto a não ocorrência dos riscos envolvidos.

O trabalho do auditor começa a ter seus primeiros frutos revelados, os quais devem ser repartidos com a área auditada, visando a constante participação integrada e acordada entre auditor e auditado.

Texto retirado do Livro: Auditoria de Processos de Sergio Vidal - Editora Impetus.

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