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Relacionamentos

Poder e Influência nos Relacionamentos – 5 Dicas Fundamentais

Autoestima e autoconfiança são irmãs gêmeas e andam juntas. Não é algo com as quais as pessoas já nascem. Veja como são poderosas para alavancar relacionamentos positivos.

19/01/2022 16:45:02

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Poder e Influência nos Relacionamentos – 5 Dicas Fundamentais Pexels

Bons relacionamentos fundamentam-se em uma saudável autoestima, que  é  a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, de valorizar-se, de amar-se, de sentir-se capaz de enfrentar os desafios da vida. Autoestima e autoconfiança são irmãs gêmeas e andam sempre juntas. Não é algo com as quais as pessoas já nascem. Elas resultam de uma combinação de três fatores principais:

1. Habilidades aprendidas: autoestima - assim com a autoconfiança - é uma combinação de habilidades e competências adquiridas ao longo da vida. Ela pode ser aprendida.

2. Prática: Pode parecer estranho, mas mesmo que ela dê a impressão de ser algo espontâneo, a autoestima principia e se desenvolve através da prática contínua. Trata-se de atitudes e comportamentos que vão se cristalizando ano a ano até transformarem-se, mais tarde, em hábitos naturais e inconscientes de quem as pratica.

3. Foco interno: É o principal dos três fatores. Autoestima e autoconfiança resultam do que os psicólogos chamam de foco interno de controle, ou seja, o ponto central do indivíduo. Significa que pessoas que se autodirecionam e responsabilizam-se por suas escolhas e decisões, têm maior autoconfiança e maior autoestima por estarem centradas e alicerçadas em sólidos valores e princípios pessoais de vida. Esse foco interno faz com que você procure conviver com pessoas idênticas ao seu modo positivo de ser e pensar. 

Por esse motivo é muito fácil se dar bem com pessoas de elevada autoestima, pois são, habitualmente, pessoas simpáticas, generosas, abertas ao diálogo e dispostas a ouvir e apoiar os outros. Quando cometem um erro admitem o erro e não se sentem ofendidas quando criticadas ou censuradas, pois têm amor-próprio em abundância. Muitos confundem autoestima com egocentrismo ou egoísmo. O egoísta é centrado em si mesmo e em suas próprias necessidades, enquanto que a pessoa de elevada autoestima ama e respeita a si própria, por isso sabe que os outros merecem igual respeito e têm o mesmo direito de serem felizes e realizados.

Outros confundem autoestima com autoarrogância e autossuficiência, acreditando que impondo-se aos outros, ou exibindo-se, estão sendo respeitados e admirados. Na realidade, pessoas dotadas de autoestima são, por natureza, indivíduos humildes, prestativos, realizadores, e nada têm de arrogantes ou de pretensa autossuficiência. Elas sabem que dependem dos outros, tanto quanto os outros dependem dela. Pessoas que se julgam autossuficientes deveriam fazer a experiência de passar um mês isoladas no Pólo Sul, ou em algum longínquo e tórrido deserto, para ver se sobreviveriam sozinhas.  

A fórmula da baixa autoestima

Quando alguém sofre de baixa autoestima tudo parece ser mais difícil. Um simples olhar ou uma palavra grosseira ofende e afeta a pessoa. Ela é hipersensível e até uma simples e inocente observação ela interpreta como sendo uma “indireta”, ou algo com duplo sentido. Pessoas de baixa autoestima podem tornar-se muito reservadas e retraídas, ou então - ao contrário - podem adotar comportamentos de arrogância e ser briguentas, pois é a forma que encontram de se protegerem e suprir o sentimento de inferioridade.

Existe uma fórmula que define o estado da baixa autoestima: BA=PD. Isto é, Baixa Autoestima (BA) equivale a Problemas e Dificuldades (PD). Se você tem diante de si uma pessoa insegura e amedrontada, ou um indivíduo arrogante e mal educado que quer rebaixá-lo e impor-se a você, tem na verdade, alguém com muito baixo conceito de si mesmo.

Se você for enfrentar o arrogante ou briguento só vai piorar as coisas, porque ele está extravasando desesperadamente sua necessidade de sentir-se importante, ao mesmo tempo que esconde seu medo e sentimento de insegurança. A melhor estratégia, neste caso, é lembrar-se da fórmula BA=PD, porque o indivíduo sofre de baixa autoestima e está expressando apenas seu estado de confusão interno, e você não precisa agravar o problema dele desprezando-o ainda mais. Respostas agressivas ou sarcásticas de sua parte só irão agravar a situação. Você não precisa apresentar argumentos arrasadores só para confrontá-lo ou humilhá-lo.

O que fazer então? Veja as 5 dicas

1. Aplique a fórmula da autoestima positiva

O antídoto é: AAP=RFC. Isto é, Aumentar a Autoestima da Pessoa equivale a Resposta Favorável  e Colaborativa.

Basta manter uma postura de tranquilidade e respeito pelo interlocutor e, com calma, procure saber a causa da desavença, sem atitudes agressivas ou de censura. A tranquilidade e demonstração de respeito desarmam atitudes agressivas e desanuviam o ambiente. Discussões e argumentos não mudam a pessoa se ela estiver chateada, depressiva ou irritada. Para que haja entendimento entre as duas partes, é preciso que você alcance o coração e a mente do outro, ao mesmo tempo. Respeite a opinião da outra pessoa e considere que ela também pode estar certa, pela ótica dela.

2. Auxilie a pessoa a aumentar sua autoestima

Alimente a autoestima da pessoa e ela se tornará mais afável, colaborativa e cordial, porque o ser humano age favoravelmente quando sente seu ego respeitado e valorizado. Procure dar às pessoas uma razão para enaltecer seu amor-próprio e terá aplicado o segredo da reciprocidade e do bom relacionamento. Quando você expressa respeito e admiração pelo outro, ele também passará a sentir o mesmo por você. Se você fizer alguma gentileza a alguém – por pequena que seja -, ele também irá querer retribuir, porque sente-se feliz em poder fazê-lo. A chave para elevar a autoestima dos outros é, simplesmente, fazê-los sentir-se importantes - não da maneira bajuladora ou falsa -, mas com sinceridade e de boa-fé. Tudo o que você fizer para que a pessoa sinta-se valorizada e respeitada impulsiona automaticamente a autoestima dela.

3. Pergunte a opinião

Há um ditado indiano que diz: ”Se você quer que a pessoa compre a fotografia, certifique-se de que ela está no retrato.” Poucas coisas ajudam mais a elevar a autoestima – ou mantê-la – do que perguntar a opinião da pessoa sobre determinado assunto ou problema.  Todos gostam de saber que foram inquiridos e que suas opiniões foram levadas em consideração. “Qual a sua opinião sobre...” são cinco palavras poderosas que envolvem as pessoas na questão e pedem que elas contribuam com ideias e sugestões.

Não importa o nível social ou o status do indivíduo, todos contribuirão de boa vontade. Procure a opinião de uma pessoa atarefada e ela interromperá o que está fazendo para dar sua opinião. Procure a opinião de um empresário, de um líder ou de um ministro, e todos ficarão contentes de falar com você sobre o assunto. Falo de experiência própria, pois fiz isso muitas vezes e tive acesso fácil a pessoas que, habitualmente, eram quase inacessíveis. Pedir opinião dá à pessoa a sensação de consagração e importância.

4. Suas atitudes alavancam o relacionamento

Toda pessoa com quem você fala carrega um peso nas costas. É o peso de suas responsabilidades, dificuldades e problemas. Este peso também existe quando se trata da autoconfiança e autoestima. Praticamente todos nós crescemos com algum sentimento de inferioridade em alguma área da nossa vida, e ao longo da nossa existência é importante para nós sermos elogiados e reconhecidos pelos outros. Fato é que, mesmo que uma pessoa seja muito bem-sucedida e vitoriosa, ela sempre continuará necessitando de reforços em sua autoimagem positiva.

Os indivíduos mais felizes e realizados são os que fazem as outras pessoas sentir-se bem consigo mesmas, quando na presença deles. Quando você passa pela vida elevando a autoestima de outros, estará alavancando seu relacionamento com as pessoas, e elas tentarão retribuir-lhe de formas que você nem imagina, porque sua presença – isto é, suas atitudes e conduta - faz bem a elas.

5. Conhecendo as pessoas

Grande parte dos males, dificuldades e problemas que afligem o mundo é causado por pessoas infelizes. E se você mesmo for infeliz e frustrado estará – consciente ou inconscientemente – causando problemas e dificuldades, não apenas para si mesmo, mas também aos outros. Quando você está em paz e em boas relações consigo mesmo, está em paz e em boas relações com os outros.

A chave das relações humanas consiste em conhecer o mais que pudermos sobre a natureza humana da forma como ela realmente é, e não como pensamos ou gostaríamos que fosse, porque somente quando entendemos o que estamos enfrentando é que temos as condições apropriadas de enfrentá-lo com sucesso. Fazendo isso estaremos trabalhando a favor da natureza humana e não contra ela.

As pessoas que sempre querem que seus princípios, valores e opiniões prevaleçam, que não ouvem ou não aceitam pontos de vista contrários, que se mostram arrogantes e vaidosas, são indivíduos que estão “cheios de si mesmos”, abarrotados e encantados com suas próprias opiniões. Elas não dão espaço para o aprendizado e a humildade, pois revelam desconhecer os mais simples e elementares princípios da natureza humana e o que motiva as pessoas a agirem.

Texto extraído e condensado do livro O Livro das Relações Humanas – Seu Manual para Obter Sucesso com as Pessoas, de Ernesto Berg, Juruá Editora. Folheie o livro no site da Juruá Editora.

 

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