A carga da contribuição previdenciária patronal (INSS) continua sendo uma das principais dores para empresas de todos os portes. O percentual que gira em torno de 20% sobre a folha de salários representa um custo alto, especialmente em setores intensivos em mão de obra.
Felizmente, existem caminhos legais para reduzir ou até eliminar essa contribuição em determinadas situações. E o melhor: essas possibilidades estão disponíveis já em 2026 — desde que a empresa tenha planejamento.
Quais empresas podem pagar menos INSS em 2026?
As seguintes situações podem gerar economia significativa na contribuição previdenciária patronal:
Empresas com receita até R$ 4,8 milhões (Simples Nacional)
- Empresas do Simples já têm redução na carga, pois o INSS está embutido no DAS;
- Porém, algumas alíquotas são maiores do que deveriam, dependendo do anexo;
- Com um planejamento tributário correto, pode-se migrar de anexo e reduzir o INSS embutido.
Empresas com desoneração da folha (Lei 12.546/2011)
- Em 2026, empresas de setores como TI, transporte, construção civil e call centers continuam com a opção de substituir a contribuição de 20% da folha por um percentual sobre o faturamento (1% a 4,5%);
- A adesão à desoneração é facultativa, e a escolha correta pode gerar economia expressiva.
Empresas com contratos de cooperativas ou autônomos
- A depender do modelo contratual, é possível não recolher os 20% de INSS patronal;
- Mas essa prática exige cuidados legais e respaldo contratual adequado, para não configurar vínculo empregatício.
Empresas com exoneração de folha por benefícios fiscais
- Algumas empresas em regimes especiais estaduais ou municipais têm desoneração total ou parcial da folha;
- Exemplo: empresas instaladas em Áreas de Livre Comércio ou Zona Franca.
Oportunidade Para Contadores e Advogados
Aqui está uma grande chance de atuação estratégica. O profissional pode:
- Analisar a folha e a atividade da empresa para identificar economias não percebidas;
- Verificar se há base legal para recuperar valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos;
- Estruturar operações de terceirização que atendam à legislação e reduzam a carga patronal;
- Ajudar na escolha do regime tributário mais eficiente.
Essa é uma dor silenciosa que, muitas vezes, só é percebida quando a empresa já perdeu milhões em recolhimentos desnecessários.
Conclusão
Reduzir INSS não é sonegar, é planejar. E 2026 abre mais uma janela para empresas repensarem seus encargos trabalhistas com segurança jurídica.
Para contadores e advogados consultivos, essa é uma oportunidade real de gerar economia, conquistar confiança e entregar resultados tangíveis.












