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GESTÃO DE PESSOAS

O capital humano no balanço: do passivo trabalhista ao ativo estratégico

Como a gestão de pessoas se torna um ativo estratégico e financeiro na era ESG

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RH e finanças: a nova visão contábil do capital humano

O capital humano no balanço: do passivo trabalhista ao ativo estratégico

Para o setor contábil e financeiro, a palavra "Pessoas" costuma aparecer quase exclusivamente no passivo: folha de pagamento, provisões de férias, encargos sociais e riscos trabalhistas. No entanto, na economia do conhecimento e na era do ESG, essa visão estritamente transacional é incompleta, arcaica e, acima de tudo, perigosa para a saúde financeira da companhia.

O olhar do RH da nova essência é, essencialmente, contábil, mas voltado para a gestão de ativos intangíveis e a preservação do valor de mercado.

A depreciação do conhecimento e o custo do Turnover

O turnover (rotatividade) não deve ser visto apenas como uma métrica de RH ou uma vaga aberta que precisa de um anúncio. Sob a ótica financeira, ele representa a depreciação acelerada de um conhecimento crítico que a empresa já capitalizou.

Quando um talento estratégico sai por falhas de liderança, comunicação violenta ou cultura disfuncional, a empresa sofre uma perda patrimonial invisível. O custo de substituição de um colaborador de nível médio a alto pode chegar a duas vezes o seu salário anual, considerando recrutamento, onboarding, rampa de aprendizado e a perda de produtividade residual. Ignorar esse fluxo é ignorar uma drenagem constante de caixa.

Saúde mental como falha de governança e eficiência operacional

Nos ultimosúltimos tempos há um aumento nos indicadores também de absenteísmo, causado pelo esgotamento mentamental. E o esgotamento mental, muitas vezes tratado como um tema meramente médico ou psicossocial, é, na verdade, um indicador técnico de ineficiência de processos. Se o sistema exige esforço extraordinário constante para entregar o resultado ordinário, há um erro de cálculo na engenharia da operação.

Simbiose estratégica: o alinhamento entre RH e CFO

Neste cenário de alta competitividade, contadores e diretores financeiros precisam trabalhar em simbiose com o RH. O objetivo não é "cortar custos" de forma linear e cega, o que muitas vezes compromete a capacidade de entrega, mas identificar onde o capital humano está sendo subutilizado, desperdiçado ou mal gerido.

A contabilidade do futuro, necessitanecessita de um olhar mais consultivo juntamente ao processo do "DP", e, não pode limitar-se ao registro histórico do que foi gasto. Ela deve evoluir para o People Analytics financeiro, ajudando a mensurar a saúde e a sustentabilidade do sistema que produz o lucro.

O investimento que reflete no EBITDA

Investimento em pessoas só é "custo" quando não gera retorno em performance ou quando o sistema organizacional é tão falho que consome o talento antes que ele produza valor. Quando alinhado à estratégia de negócio, o gasto com capital humano revela-se como o investimento em ativo estratégico de maior ROI (Retorno sobre Investimento) disponível.

A pergunta que os conselhos de administração e escritórios de contabilidade devem fazer não é mais "quanto custa esse colaborador?", mas sim "qual o risco financeiro de não gerirmos a sustentabilidade deste ativo?"

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