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INOVAÇÃO EMPRESARIAL

Como empresas podem usar automação para reduzir tarefas repetidas

Automação das rotinas operacionais faz empresas valorizarem competências como comunicação, resiliência e inteligência emocional, além do conhecimento técnico.

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Automação no Trabalho: Liberando Potencial Humano

Como empresas podem usar automação para reduzir tarefas repetidas cottonbro studio - pexels

Toda semana, profissionais talentosos perdem horas respondendo e-mails que poderiam ser automatizados, atualizando planilhas que um fluxo automatizado preencheria em segundos e gerando relatórios que ninguém precisa que sejam feitos manualmente. Tudo isso não por falta de competência, mas de prioridade na forma como organizam o trabalho. A boa notícia é que a automação chegou para facilitar as rotinas e resolver esses problemas.

Segundo dados da Grammarly, 62% dos profissionais já demonstram interesse em usar IA para automatizar tarefas repetitivas, e cada trabalhador lida, em média, com mais de 50 atividades desse tipo por semana. Se você somar o tempo que sua equipe gasta nisso ao longo de um ano, vai encontrar um número que provavelmente vai te incomodar, além de te fazer entender de uma vez por todas por que essa conversa precisa sair da teoria e entrar na agenda executiva.

Na prática, a aplicação começa onde a dor é maior. Em finanças e operações, a automação do fluxo de aprovação de pagamentos por alçada, com coleta de assinatura e armazenamento automático dos documentos, reduz erros e libera analistas para o que realmente exige julgamento humano. No atendimento ao cliente, chatbots bem configurados resolvem as dúvidas mais frequentes com consistência e escala, sem fila, sem variação de humor e sem custo incremental por volume. Em marketing e vendas, ferramentas de IA qualificam leads, personalizam comunicações e automatizam campanhas com base em comportamento real, não em suposições. No RH, automatizar o envio e o recebimento da documentação dos colaboradores e o acionamento automático entre áreas como o financeiro e TI devolvem às equipes o tempo que deve ser usado para o desenvolvimento de pessoas e não em processos burocráticos.

Nesse caso, o que me chama mais atenção, porém, não são os ganhos de eficiência, visto que esses são previsíveis. É o que acontece com as pessoas quando removemos o peso das tarefas mecânicas. Profissionais que passavam o dia executando começam a pensar, analistas que respondiam perguntas passam a fazer as perguntas certas, e equipes que operam no automático começam a inovar. Mais do que tempo, a automação libera capacidade cognitiva, uma vantagem competitiva que não aparece no dashboard, mas certamente é evidenciada nos resultados.

Entretanto, a implementação não precisa começar grande. O caminho mais inteligente é identificar as tarefas com maior volume, menor variabilidade e maior custo de retrabalho e começar por elas. Um projeto-piloto bem escolhido, como automação de relatórios ou de fluxos de aprovação, entrega resultado rápido, gera confiança interna e abre caminho para expansões mais ambiciosas. A regra é simples: escolha ferramentas que se integram ao que você já usa, meça o impacto desde o primeiro dia e não espere que o projeto esteja perfeito para começar.

Ao contrário do que muitos dizem, não acredito que estamos caminhando para um futuro do trabalho com máquinas substituindo pessoas. A meu ver, teremos cada vez mais pessoas que usam máquinas operando em um nível que aqueles sem máquinas simplesmente não conseguem alcançar. E é essa mentalidade que vai diferenciar as empresas e trazer vantagem competitiva de verdade.

Por Rafael Martinelli

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