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GESTÃO DE PESSOAS

Novos modelos de liderança: mais escuta, menos hierarquia

Descubra as competências essenciais do líder moderno para engajar equipes e reter talentos.

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Novo Perfil de Liderança: O Que Muda para o Sucesso

Novos modelos de liderança: mais escuta, menos hierarquia IA — Portal Contábeis

Não é novidade que o perfil do líder eficaz está mudando. Durante décadas, o modelo dominante nas organizações valorizava a autoridade formal, a tomada de decisão centralizada e a hierarquia como estrutura de controle. Esse padrão, no entanto, tem mostrado seus limites em um contexto de trabalho mais fluido, equipes mais diversas e profissionais que buscam autonomia e propósito como condições básicas de engajamento.

O que as empresas mais inovadoras têm aprendido é que liderança eficaz hoje exige um conjunto diferente de competências. Empatia, capacidade de escuta, disposição para dar autonomia e habilidade de criar ambientes psicologicamente seguros passaram a ser tão valorizadas quanto o conhecimento técnico ou a capacidade de entregar resultados no curto prazo.

Essa mudança tem raízes em transformações estruturais do mercado de trabalho. A entrada das gerações mais jovens, que cresceram em ambientes mais horizontais e têm menor tolerância a estruturas rígidas, pressiona as organizações a revisitar seus modelos de gestão. Ao mesmo tempo, a complexidade crescente dos desafios de negócio exige que as decisões sejam tomadas por quem está mais próximo do problema, e não necessariamente por quem está no topo da hierarquia.

Liderar hoje é, antes de tudo, criar as condições para que as pessoas consigam dar o seu melhor. Isso significa ouvir mais, controlar menos e ter clareza sobre onde a autonomia termina e o alinhamento começa. Não é um modelo mais fácil, mas é um modelo mais eficaz para os desafios que as empresas enfrentam agora.

Companhias globais têm respondido a esse movimento com mudanças concretas em suas estruturas. A redução de camadas hierárquicas, a adoção de modelos de gestão por objetivos com maior autonomia de execução e o investimento em programas de desenvolvimento de liderança focados em habilidades comportamentais são exemplos de iniciativas que refletem essa transição.

Por isso, a retenção de talentos é um dos resultados mais concretos desse novo modelo. Segundo pesquisa da Gallup, 70% do engajamento de um colaborador é influenciado diretamente pelo seu gestor imediato. Isso significa que transformar a liderança não é apenas uma questão cultural, é uma alavanca direta sobre produtividade, turnover e capacidade de atração de profissionais qualificados.

O caminho, no entanto, não é simples. Líderes formados em modelos mais tradicionais precisam desenvolver competências que não fazem parte do seu repertório natural. Isso exige tempo, investimento em desenvolvimento e, principalmente, uma cultura organizacional que valorize e recompense o novo perfil de liderança de forma consistente.

A hierarquia não vai desaparecer, mas o que se espera de quem ocupa posições de liderança está mudando de forma irreversível. Nesse cenário, as organizações que conseguirem fazer essa transição de forma genuína terão uma vantagem competitiva significativa, que vai muito além dos resultados imediatos e garante equipes mais engajadas, resilientes e preparadas para lidar com mudanças constantes

* Vivian Tenuta é Diretora de RH da Corning Latam.

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