Principalmente após o avanço tecnológico acelerado dos últimos anos, a segurança digital se tornou um dos principais pilares para a continuidade dos negócios. Se antes era uma área isolada, distante das decisões estratégicas, hoje influencia diretamente risco, operação e reputação das empresas. Nesse contexto, a forma como os investimentos são aplicados é tão importante quanto o valor investido. Quanto a isso, a questão que permanece é: as companhias estão investindo nas áreas onde o risco realmente está?
De acordo com os dados do Relatório de Cibersegurança 2025: Panorama e Insights da Brasscom
Esse cenário revela uma contradição significativa: mesmo com alto investimento, as ameaças mais recorrentes estão relacionadas a falhas na gestão de acesso e proteção de identidade. Diante disso, torna-se evidente a necessidade de não apenas ampliar investimentos, mas direcioná-los de forma estratégica para amenizar as principais vulnerabilidades.
Nesse contexto, a resposta do mercado tem sido o fortalecimento das iniciativas voltadas à proteção digital. Para reduzir a incidência dos ataques, as empresas têm intensificado suas aplicações em cibersegurança voltadas tanto à operação quanto à exposição de dados dos clientes. Segundo dados da pesquisa “Antes da TI: A Estratégia” – edição 2026, feita pelo IT Forum Inteligência, os principais focos de investimentos dos CIOs brasileiros para os próximos doze meses são cibersegurança (74%) e gestão de dados (64%).
Sabemos que o avanço dos investimentos em segurança digital no Brasil está em curso, mas os números, por si só, não respondem à pergunta mais importante: para onde esse dinheiro está indo?
Investir mais em ferramentas enquanto credenciais comprometidas são o principal vetor de invasão é, em outras palavras, ampliar o perímetro protegido sem fechar a porta que os atacantes mais utilizam. O direcionamento correto exige que a segurança deixe de ser tratada como linha de custo e passe a ser encarada como decisão de negócio, com governança, responsabilidade clara e conexão direta com os riscos reais da operação.
Portanto, acredito que as empresas brasileiras deveriam pensar melhor na sua distribuição e não focar apenas em como aumentar o orçamento. Os ataques cibernéticos dos últimos anos só reforçam que organizações resilientes, diferentemente das vulneráveis, conseguem agir com clareza operacional, visibilidade real do ambiente e processos bem definidos para quando o incidente acontecer. Logo, o valor investido fica em segundo plano quando percebemos que uma segurança eficaz está muito mais relacionada a onde e com qual propósito os recursos são
Por: Paulo Lima - CEO da Skynoval












