Bom dia, Angélica.
Independentemente de seu escritório usar o ERP Domínio (ou qualquer outro congênere), o problema com os "saldos virados" é estritamente com os conceitos contábeis.
Por regra, contas de Ativo, Custos e Despesas possuem saldo de natureza devedora, enquanto os saldos de outros grupos (Passivo e Receitas) possuem saldos credores; não comento sobre a natureza dos saldos das contas do Patrimônio Líquido porque isto nada construiria na análise.
Nesse contexto, são admitidos saldos credores no Ativo somente para contas redutoras, como depreciações acumuladas, que servem para retratar a realidade.
Uma prática de improviso contábil muito utilizada era a de registrar a conta bancária por totais mensais, somente com base nas informações do extrato e sem análise documental:
1 - Entradas na conta bancária:
D) Conta Bancária
C) Caixa
R$ valor total das entradas (tudo genérico e indiscriminado)
2 - Saídas da conta bancária:
D) Caixa
C) Conta Bancária
R$ valor total das saídas (também com tudo genérico e indiscriminado)
Em seguida, especificamente na conta contábil do banco, ao fechar o balancete mensal, com o cálculo de saldo atual = saldo anterior + débitos - créditos ficaria idêntico ao do extrato bancário, porém, isso seria apenas fantasioso porque os detalhes da movimentação não foram corretamente contabilizados, que muitas vezes pode resultar em caixa milionário, mas a empresa estar altamente endividada ou com muitos lucros (bem antigos) a distribuir e sem dinheiro real para isso.
Quanto à sua dúvida com o saldo bancário credor (no ativo), o raciocínio é bem objetivo: como um saldo bancário "no vermelho" (cheque especial) nada mais é que um empréstimo rápido, você deve transferir o valor para o Passivo, por ser uma obrigação:
D) Banco X (Ativo Circulante)
C) Saldo descoberto - Banco X (Passivo Circulante)
R$ valor da conta estourada
Se as dúvidas persistirem, volte a postar.