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Alagoas

Maceió dispõe sobre o pagamento à vista ou parcelado das dívidas com o município

Decreto 8146/2015

Este Decreto estabelece procedimentos relativos ao pagamento à vista oub parcelado com redução de juros e multas, com efeitos a partir de 1-11-2015.

09/11/2015 11:20:14

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DECRETO 8.146, DE 5-11-2015
(DO-MACEIÓ DE 6-11-2015)

DÉBITO FISCAL - Parcelamento - Município de Maceió

Maceió dispõe sobre o pagamento à vista ou parcelado das dívidas com o município
Este Decreto estabelece procedimentos relativos ao pagamento à vista ou parcelado, com redução de juros e multas, com efeitos a partir de 1-11-2015.


O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ, no uso de suas atribuições e prerrogativas legais, e considerando o disposto na Lei nº 4.486, de 28 de fevereiro de 1996,
DECRETA:

Do Pagamento à vista ou parcelado das dívidas com o município

Art. 1º Os débitos tributários devidos por pessoa física ou jurídica poderão ser pagos à vista, parcelados ou reparcelados, na forma prevista neste Decreto.

Da consolidação dos débitos a serem parcelados

Art. 2º O débito será especificado pelo contribuinte quando da solicitação do parcelamento e consolidado por cadastro fiscal, contribuinte geral ou imobiliário, conforme disposto neste artigo.
§ 1º O débito consolidado compõe-se do somatório:
I – do originário do(s) tributo(s);
II – do originário da(s) multa(s);
III – dos juros de mora;
IV – da atualização monetária; e
V – dos honorários advocatícios, quando for o caso.
§ 1º Será mantida a identificação individualizada dos componentes do débito consolidado.
§ 2º A partir da consolidação do débito, incidirão sobre o montante consolidado as normas de atualização aplicáveis, nos termos da legislação municipal.

Das condições de parcelamento

Art. 3º Os débitos de que trata esse Decreto poderão ser pagos ou parcelados da seguinte forma:
I – pagamento à vista: desconto de 60% (sessenta por cento) das multas de mora, de infração e/ou de ofício edesconto de 60% (sessenta por cento) dos juros de mora;
II – parcelado em até 12 (doze) meses: desconto de 50% (cinquenta por cento) das multas de mora, de infração e/ou de ofício e desconto de 50% (cinquenta por cento) dos juros de mora, sendo a primeira parcela calculada sobre 20% (vinte por cento) do valor do débito resultante da dedução dos valores contidos nesse inciso;
III – parcelado de 13 (treze) até 24 (vinte e quatro) meses: desconto de 40% (quarenta por cento) das multas de mora, de infração e/ou de ofício e desconto de 40% (quarenta por cento) dos juros de mora, sendo a primeira parcela calculada sobre 20% (vinte por cento) do valor do débito resultante da dedução dos valores contidos nesse inciso;
IV – parcelado de 25 (vinte e cinco) até 36 (trinta e seis) meses: desconto de 30% (trinta por cento) das multas de mora, de infração e/ou de ofício e desconto de 30% (trinta por cento) dos juros de mora, sendo a primeira parcela calculada sobre 20% (vinte por cento) do valor do débito resultante da dedução dos valores contidos nesse inciso.
V – parcelado de 37 (trinta e sete) até 48 (quarenta e oito) meses: desconto de 20% (vinte por cento) das multas de mora, de infração e/ou de ofício e desconto de 20% (vinte por cento) dos juros de mora, sendo a primeira parcela calculada sobre 20% (vinte por cento) do valor do débito resultante da dedução dos valores contidos nesse inciso;
VI – parcelado de 49 (quarenta e nove) até 60 (sessenta) meses: desconto de 10% (dez por cento) das multas de mora, de infração e/ou de ofício e desconto de 10% (dez por cento) dos juros de mora, sendo a primeira parcela calculada sobre 20% (vinte por cento) do valor do débito resultante da dedução dos valores contidos nesse inciso.
§ 1º Tratando-se de débito com valor original igual ou superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), o contribuinte poderá valer-se dos mesmos descontos previstos para pagamento à vista, respeitado o limite de 60 (sessenta) parcelas, nos termos definidos pelo Secretário Municipal de Finanças.
§ 2º Os descontos estabelecidos neste Decreto não incidem sobre os débitos relativos a custas judiciais, emolumentos e honorários advocatícios.
Art. 4º Em todo e qualquer parcelamento, o valor de cada uma das parcelas não poderá ser inferior ao disposto a seguir, conforme o enquadramento do sujeito passivo que o requerer:
I – microempreendedor individual ou pessoa física: R$ 29,38 (vinte e nove reais e trinta e oito centavos);
II – microempresa: R$ 176,26 (cento e setenta e seis reais e vinte e seis centavos)
III – empresa de pequeno porte: R$ 352,53 (trezentos e cinquenta e dois reais e cinquenta e três centavos);
IV – empresa de médio porte: R$ 705,06 (setecentos e cinco reais e seis centavos);
V – empresa de grande porte: R$ 1.410,12 (um mil, quatrocentos e dez reais e doze centavos);
§ 1º Os valores discriminados nos incisos do caput deste artigo serão atualizados anualmente, na mesma forma de atualização dos tributos municipais, com base na legislação vigente.
§ 2º Para efeito de enquadramento do sujeito passivo nas hipóteses previstas nos incisos do caput deste artigo, deverá ser considerada a receita bruta anual por ele efetivamente percebida no ano civil imediatamente anterior ao do pedido de parcelamento.

Das repactuações

Art. 5º A critério exclusivo da Secretaria Municipal de Finanças, e sob expressa autorização do Secretário Municipal de Finanças, o saldo remanescente de débito anteriormente parcelado poderá ser objeto de repactuação, mediante a concessão de reparcelamento ou de novo parcelamento, desde que não caracterizada a prática contumaz de utilização de artifício para o fornecimento de certidão de regularidade fiscal.
§ 1º A repactuação será denominada:
I – reparcelamento, quando se limitar a parcelar o saldo remanescente de débito anteriormente parcelado; ou
II – novo parcelamento, quando se destinar a parcelar o saldo remanescente de débito anteriormente parcelado acrescido de novo débito, observado o disposto no §7º do art. 5º deste Decreto.
§ 2º Em qualquer repactuação, mediante reparcelamento ou novo parcelamento ocorrido a partir da edição deste Decreto, o ajuste poderá ser firmado em até 60 (sessenta) parcelas mensais e sucessivas, sendo necessário o pagamento inicial de:
a) 30% (trinta por cento) do débito consolidado, na primeira repactuação;
b) 40% (quarenta por cento) do débito consolidado, na segunda repactuação;
c) 50% (cinquenta por cento) do débito consolidado, na terceira repactuação em diante.
§ 3º Na repactuação será observado o procedimento de consolidação de débito previsto no art. 2º deste Decreto.
§ 4º Aplica-se às repactuações, no que couber, as disposições relativas previstas no parcelamento.
§ 5º Enquanto não integralmente pago o parcelamento relativo a débito consolidado em cadastro fiscal, contribuinte geral ou imobiliário, o parcelamento de novo débito relativo ao mesmo cadastro obedecerá ao procedimento da repactuação.
§ 6º Para fins deste Decreto, todos os contribuintes com parcelamentos ou reparcelamentos, ativos ou não, salvo os parcelamentos efetuados sob a vigência da Lei nº 6.344 de 03 de outubro de 2014, poderão aderir à nova sistemática, sendo todos os casos tratados como primeiro parcelamento.
§ 7º Entende-se, ainda, como primeiro parcelamento a inserção de dívidas em parcelamento em andamento, desde que não haja nenhuma parcela em atraso, momento em que se exigirá o percentual de 20% calculado sobre o montante a ser inserido no parcelamento.

Da formalização do pedido de parcelamento

Art. 6º A formalização do pedido de parcelamento condiciona o sujeito passivo à aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas neste Decreto, constitui confissão irrevogável e irretratável da dívida relativa aos débitos nele incluídos, com reconhecimento expresso da certeza e liquidez do crédito correspondente, produzindo os efeitos previstos no art. 174, parágrafo único, da Lei Federal nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional) e no art. 202, VI, da Lei Federal no 10.406/2002 (Código Civil), e configura confissão extrajudicial nos termos dos art.s 348, 353 e 354 da Lei Federal nº 5.869/73 (Código de Processo Civil).
Art. 7º Para solicitar o parcelamento, o sujeito passivo deverá firmar:
I – um termo de confissão de dívida para cada unidade imobiliária, no caso do Imposto Predial e Territorial Urbano;
II – um termo de confissão de dívida para cada parcelamento, nos demais tributos e ou encargos.

Das vedações ao pedido de parcelamento

Art. 8º É vedada a concessão de parcelamento de débito:
I – relativo a tributo que tenha sido objeto de retenção pelo sujeito passivo;
II – caso o contribuinte esteja inadimplente com parcelamento anteriormente firmado, salvo as hipóteses previstas no art. 5º deste Decreto.

Da rescisão do parcelamento

Art. 9º. Implicará rescisão do parcelamento, sem notificação prévia, a ocorrência de uma das seguintes hipóteses:
I – inobservância de qualquer das exigências estabelecidas neste Decreto;
II – estar em atraso com o pagamento de qualquer parcela há mais de 90 (noventa) dias; ou
III – decretação de falência ou extinção pela liquidação da pessoa jurídica, nos termos da Lei Federal nº 11.101, de 09 de fevereiro de 2005, podendo ser transferido o parcelamento para a pessoa dos sócios, de acordo com critérios a ser definidos pela Secretaria Municipal de Finanças.
§ 1º O parcelamento de débito fiscal não configura a novação prevista no art. 360, I, da Lei Federal no 10.406/2002 (Código Civil).
§ 2º A exclusão do parcelamento, pela ocorrência das hipóteses previstas neste artigo, não implicará a restituição das quantias que eventualmente tiverem sido pagas, as quais serão abatidas do débito.
§ 3º Rescindido o parcelamento, apurar-se-á o saldo devedor, providenciando-se, conforme o caso, o encaminhamento do débito para inscrição em Dívida Ativa.
§ 4º Todo e qualquer desconto concedido para a quitação de débito fiscal mediante parcelamento somente será efetivamente considerado quando da total quitação do parcelamento, sendo que o seu inadimplemento motivará que se proceda ao cancelamento do desconto que tenha sido concedido.

Das Disposições Gerais

Art. 10. Os parcelamentos concedidos até a data da publicação deste Decreto ficam mantidos nas mesmas condições em que foram estabelecidos, aplicando-lhes, no que couber, o disposto neste Decreto, as disposições relativas às repactuações.
Parágrafo único – Ocorrendo a rescisão de parcelamento em curso, os débitos nele incluídos somente poderão ser objeto de parcelamento na forma prevista neste Decreto.
Art. 11. Ficam revogados os art.s 4º, 5º, 6º, 7º, 8º, 9º, 10, 12 e 15 do Decreto nº 7.629, de 09 de Maio de 2014 e o Decreto nº 8.130, de 29 de Setembro de 2015, inclusive republicação por incorreção.
Art. 12. Este Decreto entra em vigor em 1º de Novembro de 2015.

RUI SOARES PALMEIRA

Prefeito de Maceió

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