Além disso, as controvérsias não serão resolvidas por um terceiro, mas sim pela vontade comum das partes envolvidas, visando evitar processos trabalhistas. De acordo com o presidente do Sindcont-SP, Victor Domingos Galloro, o principal objetivo desta iniciativa é estimular o acordo amigável entre empregado e empregador, com o auxílio de um mediador.“A medida facilitará e possibilitará o diálogo, mostrando às partes que elas têm capacidade para resolver seus próprios problemas”, explicou.
De acordo com Galloro, a tramitação dos processos trabalhistas enfrenta dificuldades nas três instâncias da Justiça do Trabalho com prateleiras abarrotas de processos e pautas de audiência que se multiplicam todos os dias.
“Dessa forma, a consequência é a baixa qualidade dos serviços prestados tanto pela morosidade na tramitação de processos quanto pela precariedade do atendimento, devido à sobrecarga de trabalho dos juízes encarregados de julgar os autos”, afirmou o presidente do Sindicato.
Por sua vez, o presidente Sérgio Approbato Machado Júnior concordou com o presidente do Sindcont-SP e comentou que a iniciativa das entidades em implementar esse meio alternativo para solucionar os conflitos trabalhistas dos profissionais da
Contabilidade representa uma excelente saída para a grave crise que assola o judiciário brasileiro. “Por meio da Comissão de Conciliação Prévia será possível fomentar o diálogo entre as partes envolvidas, que terão o poder de decisão, sem precisar contar com a intervenção de um juiz de Direito”, declarou Sérgio Approbato.
A CCP trará vários benefícios aos associados do Sindcont-SP, entre eles: preservação da integridade das partes; celeridade, afinal a sentença é protocolada no prazo estipulado pelas partes; confidencialidade; sigilo; possibilidade de prosseguimento do negócio. O espaço de negociação e solução de conflitos funcionará na sede do Sindcont-SP.
Além dos presidentes, participaram da assinatura da convenção coletiva por parte do Sindcont-SP, o vice-diretor Financeiro Antonio Sofia e o assessor jurídico Ricardo Border, assim como o superintendente do Sescon-SP, Marcelo Zetune.
Fonte: Site Sindcont - SP