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Efeitos da crise internacional sobre a economia são localizados

Para o diretor do Sebrae Carlos Alberto dos Santos, PIB do primeiro trimestre indica que o Brasil estava e continua preparado para enfrentar solavancos externosOs

15/06/2009 00:00:00

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Para o diretor do Sebrae Carlos Alberto dos Santos, PIB do primeiro trimestre indica que o Brasil estava e continua preparado para enfrentar solavancos externos

Os temores maiores sobre o grau de contágio da crise internacional sobre a economia brasileira estão se dissipando. Não dá ainda para dizer que a crise passou, mas que seus efeitos foram localizados e que o País estava e continua bem preparado para enfrentar percalços desse tipo.

Essa é a avaliação do diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, ao analisar as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, conjunto de bens e serviços produzidos pelo País, registrou queda de 0,8% no primeiro trimestre de 2009, sobre o período imediatamente anterior, com ajuste sazonal, e de 1,8% sobre o período de janeiro a março de 2008.

Os resultados foram melhores do que o esperado pelo governo e pelo mercado, amparados pelo desempenho do ramo de bens de consumo e do setor de serviços. O IBGE manteve ainda a medida da queda no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, em 3,6%. Com isso, são dois trimestres seguidos de recuo na atividade econômica, o que colocaria o País sobre o alerta amarelo de recessão técnica. Mas analistas do mercado e do governo já apostam em melhor desempenho da economia a partir do terceiro trimestre. Começam a vigorar projeções de que o último trimestre do ano fechará sinalizando crescimento em torno de 3,5% para 2010.

Os números divulgados pelo IBGE surpreenderam até os mais otimistas que apontavam uma queda de 2,5% no PIB, em comparação com os três primeiros meses de 2008 e de 1,5% frente ao quarto trimestre do ano passado. Mas corroboraram análises do Sebrae Nacional, consolidadas a partir de informações obtidas junto às micro e pequenas empresas de todas as regiões do País. Sondagem, divulgada pela Instituição em abril, indicou que o segmento continuava acreditando em um bom desempenho em 2009 e inclusive mantinham seus planos de ampliação dos negócios.

"Um dos fatores que contribuíram para o Brasil enfrentar bem a crise é a força do seu mercado interno", afirma o diretor Carlos Alberto que, desde o início do ano, vinha avaliando que o Brasil enfrentaria não uma recessão devido à crise internacional, mas desacelaração no crescimento, tendo em vista, principalmente, os níveis obtidos nos últimos dois anos. "Qualquer ponto positivo de crescimento, levando-se em conta a conjuntura externa adversa, deve ser comemorado", ressaltava em janeiro deste ano, em entrevista à Revista Pequenos Negócios & Finanças, publicação do Sebrae distribuída a parceiros e formadores de opinião.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Enviado por: Wilson Fernando A. Fortunato

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