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CFO precisa mudar postura para sobreviver ao IFRS

A implantação das normas contábeis internacionais com base no modelo do IFRS transformará a atuação dos diretores

17/12/2009 00:00:00

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A implantação das normas contábeis internacionais com base no modelo do IFRS transformará a atuação dos diretores financeiros - e a adequação a esse novo cenário será crucial para sua permanência no mercado. A opinião é compartilhada pela cúpula de profissionais responsáveis pela adaptação das regras à realidade brasileira, entre eles professores e consultores.

Em declarações concedidas recentemente em reunião de fim de ano realizada pela Comissão de valores mobiliários (CVM), o vice-coordenador de Relações Institucionais do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Haroldo Levy, fez um alerta para o CFO, tanto de grande empresa quanto daquelas de menor porte: é necessário especialização.

"Ouvimos muitos CFOs e RIs [diretor de Relações com Investidores] e eles reclamam que o auditor não diz o que é necessário fazer. Mas é exatamente isso que mudou: não é mais papel do auditor dizer o que é preciso fazer, é necessário que o diretor financeiro saiba exatamente o que é preciso", comentou, detalhando que é necessário que o principal executivo do departamento de finanças se aproxime da contabilidade da companhia.

A adequação a esse novo cenário vai nortear a sobrevivência do profissional. "Não adianta: é necessário que, no mínimo, conheça-se o resumo das normas", alertou o diretor da CVM e consultor da Fipecafi, Eliseu Martins.

Empresas de Capital aberto deverão aderir ao IFRS - um calhamaço de três mil páginas - no Balanço anual de 2010. No caso de companhias de Capital fechado, o Conselho Federal de Contabilidade emitirá o documento - com cerca de 10% do tamanho do principal - ainda em dezembro, também com adesão para os próximos anos.

A proposta é adequar o modelo brasileiro ao praticado no continente europeu, garantindo mais transparência e atraindo Investimentos externos. "Com certeza o financeiro terá de mudar sua forma de agir. E sem dúvida vai melhorar muito a gestão", finalizou Levy.

Fonte: Financial Web

Enviado por: Wilson Fernando de A. Fortunato

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