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Severino apóia proibição de aumento de imposto por MP

O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), participou ontem, em São Paulo, de um evento contra a Medida Provisória 232 e aproveitou a

15/03/2005 00:00:00

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O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), participou ontem, em São Paulo, de um evento contra a Medida Provisória 232 e aproveitou a oportunidade para alfinetar o titular da pasta da Fazenda, Antonio Palocci. "O ministro já se mostrou sensível em relação aos empresários. Quero a sensibilidade de Palocci na caneta", declarou o presidente da Câmara. A MP 232 propõe, entre outras medidas, a elevação do Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para empresas prestadoras de serviço. O evento de ontem contou com a participação de cerca de 1,5 mil pessoas de diversos setores da sociedade, especialmente políticos e empresários. Durante o ato, apoiadores da Frente Brasileira Contra a MP 232 apresentaram um projeto de emenda constitucional (PEC) que proibiria que impostos fossem aumentados através da MP. Proposta pelo deputado Robson Tuma (PFL-SP), a PEC já teria as assinaturas necessárias para ir a votação. Severino afirmou que espera que ela seja votada em "três ou quatro meses". A Frente pretende ir a Brasília, no fim de março, para acompanhar a votação na Câmara da Medida 232. "A MP 232 não pode entrar em vigor. Ela é dose pra leão", disse Severino. "Os líderes da Frente estiveram em Brasília a meu convite. Encontramos boa vontade. Houve o diálogo", completou o pernambucano. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, agradeceu o apoio de Severino ao movimento contra a MP 232. "O apoio de Severino ajuda a fortalecer o movimento e demonstra um envolvimento maior da atual presidência da Câmara com reivindicações da sociedade. Muita coisa muda. Isso tudo cria um fato político da maior importância", declarou Afif, ressaltando que os políticos brasileiros que não se envolverem em protestos como esse "correm o risco de serem prejudicados nas eleições de 2006". "Não estamos em um ano eleitoral, mas sim em um ano de ação política. Há um desejo da população e os políticos que não o interpretarem se darão mal no ano que vem", explicou Afif Domingos. "As mudanças de que se fala diminuem o aumento, mas ainda continuam aumentando a carga tributária", emendou Cláudio Vaz, presidente do Centro das Indústrias de São Paulo (Ciesp). PP no ministério "O PP tem uma equipe extraordinária para ocupar qualquer ministério e, assim, engrandecer o governo Lula", disse Severino, salientando que, caso o seu partido não ocupe uma vaga no governo federal, ele continuará apoiando a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O PP tem votado sem ter ministro e não é pelo fato de termos ministro que mudaremos nossa posição. Se o presidente Lula não nomear alguém do PP, problema dele, que continuará tendo um vácuo na sua administração por não contar com nomes do PP."

Fonte: DCI

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