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Quadro que vale R$ 3 milhões foi declarado por R$ 2 mil, diz Receita

Tela desembarcou em São Paulo em março do ano passado.Proprietário seria colecionador, que se esconde atrás de empresa uruguaia.Foi

03/05/2010 00:00:00

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Tela desembarcou em São Paulo em março do ano passado.
Proprietário seria colecionador, que se esconde atrás de empresa uruguaia
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Foi apresentado nesta última quinta-feira (29/04), em São Paulo, um quadro de mais de R$ 3 milhões que tinha sido apreendido pela Receita Federal. O dono declarou à Receita um valor de apenas R$ 2 mil.

Grande e frágil, a tela reaparece lentamente, depois de pelo menos um ano desmontada e enrolada. As restauradoras do Museu de Arte Contemporânea da USP comandam o desempacotamento. A tela pode ser de um dos mais importantes artistas contemporâneos, o alemão Gerhard Richter.

"Precisamos analisar melhor pra ter segurança de que não existe nenhuma área com muita fragilidade", diz a restauradora Ariane Lavezzo.

Totalmente desenrolada, a tela do grande pintor alemão mostra todo o seu esplendor e suas cores. Mas a história da presença desta obra no Brasil continua tão enrolada quanto antes. e pode ser até mais colorida do que o próprio quadro.

Em março do ano passado, a tela desembarcou no Aeroporto de Viracopos, São Paulo, em uma enorme caixa.

A Receita Federal desconfiou do baixo valor declarado, pouco mais de R$ 2 mil. Descobriu que o proprietário era um rico colecionador paulista, que se escondia atrás de uma empresa uruguaia. O nome dele é mantido em sigilo.

Ele teria comprado a obra num leilão em 2001, em Nova York, por mais de R$ 3 milhões. O quadro teria sido trazido para o Brasil e mantido numa coleção particular.

Em 2008, voltou para a Europa, numa tentativa de venda por cinco vezes o valor da compra. Não deu certo, e o dono decidiu trazer o quadro de volta. Só que não quis pagar o imposto, pelo menos R$ 1 milhão.

Confiscado pela Receita, o quadro "Claudius" está sendo doado para o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Finalmente, poderá ser visto pelo público brasileiro.

Antes de ser exibido, porém, ainda vai passar por uma análise detalhada. Até para saber o que é estrago e o que é estilo.

"Há problemas que aparentemente seriam problemas, mas na verdade pode ser a técnica que o artista adota", diz Wivian Diniz, do Iphan.

Fonte: G1

Enviado por: Wilson Fernando de A. Fortunato

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