Por outro lado, o secretário de Estado de Tributação, José Airton da Silva, discorda que o problema do Brasil seja uma alta carga tributária. “Para dar um exemplo prático: a tributação em cima de 1kg de feijão é igual para o pobre e para o rico. Talvez esteja aí esteja a distorção”, analisou.
Ainda assim, ele admite que o Brasil está longe de dar um retorno satisfatório à população. “É um problema do nosso povo, do nosso jeito de administrar as coisas. Você paga uma carga considerada suficiente, mas não tem os serviços básicos”, disse. “Existem vários instrumentos reguladores da aplicação desses recursos, então é preciso fazer com que tudo que foi arrecadado tenha retorno efetivo ao consumidor”, completou José Airton.
O secretário disse ainda que grande parte da carga de tributos acaba centralizada com o governo federal, gerando dificuldade para estados e municípios. “Se houvesse um pacto federativo mais amplo, com divisão mais justa, os municípios não passariam dificuldades e poderiam investir em postos de saúde, escolas de qualidade”, afirmou.












