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Empresas apostam no cadastro positivo

Enquanto o mercado aponta para uma Selic – a taxa básica de juros – de 11% para este ano, apenas 0,25 ponto percentual acima dos atuais

10/08/2010 11:53:00

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Enquanto o mercado aponta para uma Selic – a taxa básica de juros – de 11% para este ano, apenas 0,25 ponto percentual acima dos atuais 10,75%, de acordo com pesquisa Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC), a sociedade brasileira discute formas de reduzir o custo do crédito. Pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela consultoria Accenture com 90 executivos de 63 grandes companhias nacionais apontou que 54% deles acreditam que a criação do Cadastro Positivo permitirá uma melhor análise de risco de crédito dos clientes e, assim, reduzirá a inadimplência.

Inspirado em experiências bem-sucedidas em países como Estados Unidos e Chile, o projeto é uma das apostas de varejistas, instituições financeiras e do próprio governo para ajudar a baixar as altas taxas de juros cobradas pelos bancos em empréstimos e financiamentos. Afinal, ao contrário do que ocorre atualmente, as empresas e instituições financeiras terão acesso a um banco de dados com informações de bons pagadores, uma espécie de comportamento sobre hábitos de pagamento.

Mesmo acreditando na redução do custo do crédito a partir do Cadastro Positivo, 39% dos entrevistados apontam que essa melhora deverá se tornar tangível entre um e três anos após a implantação da lei, que segue em discussão no Senado e na Câmara dos Deputados. "Não esperamos que a aprovação da lei seja a solução mágica para a questão da inadimplência e mesmo para o custo do crédito no Brasil. É natural que ocorra um período de aprendizagem e de adaptação ao novo sistema", afirma Marcel Solimeo, economista da ACSP, que detém um dos maiores bancos de dados de inadimplentes do País, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Executivos de um terço das empresas participantes na pesquisa afirmaram estar preparados para a adoção do Cadastro Positivo a partir da aprovação da lei. A pesquisa indica que 17,7% não se sentem nada preparados e outros 35,5% se sentem pouco preparados para a adoção do mecanismo. Segundo Solimeo, essa insegurança é compreensível, já que as regras ainda são desconhecidas, o que dificulta qualquer tipo de adequação.

Para ele, mesmo após a aprovação da lei – cujos projetos estão em discussão na Câmara dos Deputados (PLC 85) e outro no Senado (PLS 263) – haverá um período para que ela seja apresentada à sociedade e um trabalho para que o consumidor se convença de que o novo mecanismo será de fato vantajoso. Afinal, pelo projeto em discussão na Câmara, os consumidores terão que autorizar a divulgação de suas informações para a elaboração do banco de dados. Por causa disso, 34% dos empresários ouvidos não acreditam que isso ocorrerá da forma desejada, o que poderá dificultar a formação do Cadastro Positivo.

Fonte: Diário do Comércio

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