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Melhor gestão garante mais vida às pequenas

Superar a barreira do primeiro ano de vida sempre foi motivo de preocupação para novos empreendedores. Segundo dados do Serviço Brasileiro

05/10/2010 00:00:00

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Superar a barreira do primeiro ano de vida sempre foi motivo de preocupação para novos empreendedores. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a mortalidade das micro e pequenas empresas de São Paulo chega a 27% ao ano. Isso significa que, de cada dez empresas que abriram as portas no início de 2010, sete conseguirão chegar em dezembro a pleno vapor. Mas, para quem acha que superado esse obstáculo as coisas melhoram, saiba que 42% das corporações abertas há cinco anos se mantêm no negócio.

"Conforme o tempo passa, a mortalidade das empresas entra em um ritmo decrescente. Percentualmente, parece maior com cinco anos do que com um, mas proporcionalmente, ela cai. Isso significa que aumenta a chance de o empreendedor continuar no mercado conforme o tempo passa", explica Pedro João Gonçalves, consultor de planejamento do Sebrae São Paulo. Ele diz, entretanto, que empreender é uma atividade de risco e isso nunca pode ser ignorado, independentemente do tempo da empresa. "O empreendedor não pode descuidar da gestão e de tudo que pode afetar o andamento do negócio", afirma.

Opinião semelhante tem o empreendedor Jorge Nahas, CEO de O Melhor da Vida (http://www.melhordavida.com.br), agência virtual de marketing de experiência. A empresa acaba de completar cinco anos, atuando com o mercado corporativo e varejo, onde oferece vivências experimentais como voos de balão, jantares sensoriais, massagem relaxante e passeios de Ferrari. "O produto ou serviço que será vendido é o último item de preocupação, pois se a gestão não funcionar direito as chances do produto ser bem entregue com qualidade diminuem consideravelmente", afirma.

Fluxo de caixa - De acordo com o empresário, definir a missão da empresa e as etapas para atingi-las é um dos principais pontos para ser bem-sucedido, especialmente nos primeiros anos de vida. Ficar atento ao fluxo do caixa - sempre - é outro. "O caixa é como o sangue do negócio, se ele não tiver fluxo correto, todo o resto falha", compara.

Manter uma equipe motivada e comprometida com os resultados também é importante, já que isso evita a rotatividade dos colaboradores. Não por acaso, a equipe de O Melhor da Vida, formada por 15 pessoas, recebe bônus e premiações por metas diárias e mensais. Mas os percalços também acompanharam a companhia nesses cinco anos.

De acordo com Nahas, o maior obstáculo é a questão do capital. "Nós queríamos crescer rapidamente, mas com baixo endividamento. Por isso, o capital inicial da empresa foi próprio e, nos anos seguintes, tentamos não nos endividar com os bancos, o que causou algumas dificuldades, pois se manter atualizado em termos de tecnologia, alma do nosso negócio, e também nas parcerias, custa dinheiro", afirma.

Segundo o empreendedor, a empresa só alcançou equilíbrio após dois anos e meio de mercado. Mas de lá para cá, não parou de crescer. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, o faturamento subiu 39% em relação a igual período do ano passado, acima da meta estabelecida para o período.

O custo do fracasso das empresas

Infelizmente, muitos empreendedores vão esquecendo as lições iniciais do negócio conforme o tempo passa. Para se ter uma ideia, a pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de 2010 sobre a mortalidade das companhias aponta que, no ano de 2008 (data da realização do levantamento), 84 mil micro e pequenas empresas com até cinco anos de atuação encerraram suas atividades, o que representa o fechamento de 348 mil ocupações.

De acordo com a pesquisa, esses encerramentos representam um custo financeiro de R$ 19,6 bilhões por ano, sendo R$ 1,4 bilhão referente ao capital investido. Para se ter uma ideia, o valor equivale a 811 mil veículos populares, 20 milhões de computadores ou 67 milhões de cestas básicas.

Frustração foi o que 29% dos empresários sentiram quando tiveram o negócio encerrado. Outros 19% disseram ter sentido mágoa e tristeza e 9%, alívio.

Fonte: Diário do Comércio

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