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Governo insiste em mínimo de R$ 545 com senadores

O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) reuniu-se nesta terça-feira com lideranças governistas do Senado para insistir no salário mínimo de 545 reais,

08/02/2011 14:48:01

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O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) reuniu-se nesta terça-feira com lideranças governistas do Senado para insistir no salário mínimo de 545 reais, valor abaixo do defendido pelas centrais sindicais.

"O governo está sendo fiel à política de recomposição que foi acertada informalmente há alguns anos", disse a jornalistas o senador Humberto Costa (PT-PE), líder do PT, pouco antes do encontro. O governo teme o impacto de um aumento maior do mínimo nas contas públicas no momento em que avalia corte de gastos do Orçamento da União.

O valor do salário mínimo para este ano será analisado pelo Congresso depois que a presidente Dilma Rousseff enviar a medida. A data para a política de valorização do mínimo, que a presidente também mandará ao Congresso, também foi tema do encontro. Inicialmente prevista para vigorar até 2023, deve ir até 2014, último ano do atual mandato presidencial.

"São coisas que precisam ser discutidas", disse o senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB.

Para Luiz Sérgio, "não significa que o tema 2023, que foi levantando aqui nesta reunião, não se recoloque no debate no próprio Parlamento".

Segundo o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, outra demanda das centrais sindicais, está condicionada ao reajuste do salário mínimo.

Se for aprovado um salário mínimo de 545 reais, será possível corrigir a tabela do IR em 4,5 por cento, avalia. Se houver aumento deste valor haverá déficit no Orçamento que implicará o não atendimento da correção da tabela do IR.

Ainda nesta tarde, o ministro Luiz Sérgio reúne-se com os líderes da Câmara para tratar do assunto.

Sindicalistas já ameaçam com paralisações para pressionar o governo a conceder reajuste real.


Fonte: UOL

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