x

Bolha de commodities é pouco provável, aponta LCA

Estudo da consultoria LCA mostra que, embora exista um aumento de liquidez, a alta das commodities foi impulsionada por fundamentos, e uma correção de preços

09/02/2011 16:37:52

1,8 mil acessos

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp



Estudo da consultoria LCA mostra que, embora exista um aumento de liquidez, a alta das commodities foi impulsionada por fundamentos, e uma correção de preços é pouco provável.


Após a forte alta nos preços das commodities, que marcou o ano de 2010, economistas passaram a suspeitar que houvesse uma nova bolha financeira afetando o setor, alimentada pela farta liquidez mundial.

"Há de fato um ambiente de extrema liquidez que tem efeito sobre o preço", afirma Flávio Samara, economista da LCA. "Mas a liquidez vai na direção da demanda mundial", afirma.

O estudo da consultoria mostra uma correlação histórica entre a atividade econômica mundial e os preços internacionais de commodities. Para a consultoria, uma queda brusca nas cotações é "pouco provável", o que não exclui a possibilidade de oscilações expressivas.

No último ano, a alta nesses produtos foi um dos principais fatores de inflação no mundo. De 2009 para cá, o índice CRB, que mede o comportamento de uma cesta de commodities, avançou 44%.

Com essa alta generalizada, a inflação mundial foi pressionada. O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), elaborado com uma cesta de commodities alimentares, avançou 3,4% em janeiro, ante o mês anterior, atingindo 231 pontos, o maior nível, já descontada a inflação, desde o início da pesquisa, em 1990.

Os preços dos cereais avançaram 3%, enquanto o açúcar avançou 5,4%.

"Com a maior atividade econômica dos países, aumentam as importações desses produtos, desde alimentos até minérios". Segundo o economista, a recente alta nas commodities tem relação com a recuperação mais acelerada da Ásia emergente. A tendência de alta é compensada em parte pelo ritmo menor nos países desenvolvidos.

A principal conclusão do estudo é que não haverá queda drástica nesses preços, embora, para o economista, a tendência de aumento também deverá reduzir o ritmo.

O motivo é a perspectiva de melhora na economia americana: ao mesmo tempo em que o crescimento vai impulsionar a demanda, o excesso de liquidez será absorvido por políticas monetárias mais restritivas, reduzindo parte da pressão sobre os preços.

Ainda assim, o estudo não exclui um cenário de oscilação nas cotações. "Deve haver uma acomodação nos preços ao longo do ano, mas o movimento ainda é de alta", prevê.

Felipe Peroni (fperoni@brasileconomico.com.br)



Fonte: Jornal Brasil Econômico

VER COMENTÁRIOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.