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Joint venture formada por Cosan e Shell terá faturamento de R$ 50 bi

Foi batizada de Raízen a joint venture formada pela Cosan e a anglo-holandesa Shell, para união das operações de combustíveis e de açúcar e etanol produzidos

14/02/2011 13:48:55

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Foi batizada de Raízen a joint venture formada pela Cosan e a anglo-holandesa Shell, para união das operações de combustíveis e de açúcar e etanol produzidos a partir de cana-de-açúcar.

A nova companhia, que será a terceira maior distribuidora de combustíveis do Brasil, terá faturamento anual de R$ 50 bilhões, informou o ex-presidente da Shell no Brasil Vasco Dias, que comandará a nova distribuidora.

"Já iniciamos numa posição de liderança. Seremos a quinta maior empresa do país em faturamento, com a ordem de crescer forte", disse o executivo.

Segundo Dias, o valor estimado da companhia é de R$ 20 bilhões. A Raízen iniciará as operações neste semestre, com capacidade de moagem de 62 milhões de toneladas da cana por safra e geração de 900 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana. A nova companhia já começa com 24 usinas processadoras de cana e 45 mil postos.

O plano de investimentos feitos por Cosan e Shell na nova companhia já foi aprovado, mas ainda não será divulgado, disse o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, que assumiu a presidência do conselho de administração da Raízen. As sinergias ainda estão sendo contabilizadas, segundo o executivo.

Os aportes terão como objetivo, nos próximos cinco anos, ampliar a capacidade de moagem de cana da nova companhia de 62 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas.

A meta é ampliar a produção de açúcar de 4 milhões de toneladas para 6 milhões de toneladas e a de etanol de 2,22 bilhões de litros para 5 bilhões de litros. Além disso, com os investimentos, a cogeração deve passar de 900 MW para 1.300 MW.

Como anunciado em fevereiro do ano passado, serão criadas três empresas: uma de açúcar e etanol, da qual a Cosan terá 51% das ações com direito a voto e a Shell, 49%. Outra de distribuição de combustíveis, com 51% da Shell e 49% da Cosan, e a empresa de administração, com 50% de ações com direito a voto para cada uma.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

Fonte: Jornal Valor Econômico

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