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Para manter as contas equilibradas, Governo pode aumentar impostos em 2012

SÃO PAULO – O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento poderia ser maior e não será o suficiente para fechar as contas em 2012. E com isso, o aumento da carga

17/02/2011 18:21:48

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SÃO PAULO – O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento poderia ser maior e não será o suficiente para fechar as contas em 2012. E com isso, o aumento da carga tributária está entre as alternativas do Governo para fechar no azul.

Essas são as conclusões de diagnóstico feito pelos economistas da Tendências Consultoria, Samuel Pessoa e Felipe Salto. Eles avaliaram que para manter as contas públicas em ordem o Governo tem duas saídas possíveis: ter um programa de ajuste fiscal rigoroso ou abrir mais um canal de receitas, ou seja, aumentar impostos.

De acordo com Salto, levando-se em conta o cenário econômico atual, o Governo pode elevar a carga tributária de duas formas: aumentando a tributação para o setor de mineração ou mesmo recriar a CPMF – alternativa mais custosa politicamente e que elevaria a arrecadação em R$ 40 bilhões por ano. “É natural tributar um bem que é finito [o minério]. E esse é o cenário mais provável”, acredita o economista.

As contas não batem
Levando-se em conta que os investimentos do Governo serão mantidos no mesmo patamar de 2010, que de fato o corte anunciado seja cumprido e que a política de valorização do salário mínimo seja mantida, é possível que o Governo tenha problemas em fechar as contas no próximo ano.

Salto acredita que o salário mínimo seja aprovado em R$ 545, mantendo o acordo feito com as centrais sindicais em 2006. Com isso, o valor no próximo ano chegaria a R$ 620 – um aumento de R$ 22,5 bilhões nas contas públicas.

Para o economista, é possível fazer um planejamento neste ano de maneira a evitar um Orçamento apertado em 2012. “Fixar uma regra de limite de despesa de pessoal limitada e inferior ao PIB em termos reais ajuda”, diz.

Pelas contas feitas pelo economista, o corte de R$ 50 bilhões é realista e até poderia ser maior, em cerca de R$ 54,8 bilhões. A diferença, diz o economista, viria de um corte de pessoal, que poderia chegar a R$ 5 bilhões.

“Nossa avaliação é a de que, em 2011, o corte vai ser cumprido. Em 2012, o equilíbrio das contas vai depender das amarrações que o Governo vai fazer”, avalia Salto.

Fonte: InfoMoney

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