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PanAmericano prevê expansão

Diretor-superintendente garantiu que não há possibilidade de se encontrarem novas falhas contábeis na instituiçãoEsqueçam dos resultados passados do banco

18/02/2011 14:35:26

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Diretor-superintendente garantiu que não há possibilidade de se encontrarem novas falhas contábeis na instituição


Esqueçam dos resultados passados do banco PanAmericano. Essa foi a mensagem da diretoria da instituição ao apresentar ontem o resultado da instituição em dezembro, confirmando um rombo nas contas de R$ 4,3 bilhões.
Com novo controlador, o BTG Pactual, e apoio da acionista Caixa Econômica Federal, o PanAmericano espera voltar aos trilhos. Os dois sócios se comprometeram a garantir liquidez ao banco com pelo menos R$ 14 bilhões –
R$ 10 bilhões da Caixa e no mínimo R$ 4 bilhões do BTG.

O diretor-superintendente do PanAmericano, Celso Antunes da Costa, assegurou que "não há qualquer possibilidade" de descoberta de falhas adicionais na contabilidade. Para ele, o banco – que pertencia ao empresário e apresentador Silvio Santos até o final de janeiro – ainda é uma marca sólida, apesar do escândalo revelado no final de 2010.

"Em dezembro fizemos teste para sentir a força da nossa equipe de vendas. O PanAmericano tem com lojistas e clientes imagem bastante forte, liberamos R$ 1 bilhão em crédito em dezembro", afirmou.

A carteira de crédito da instituição estava em R$ 13,3 bilhões no final de dezembro, incluindo R$ 3,3 bilhões em empréstimos cedidos com coobrigação. O financiamento a veículos respondia por 51,6% do total. Em dezembro, o prejuízo consolidado do banco foi de R$ 133,6 milhões.

Contabilidade – Segundo Costa, é impossível reconstruir os dados contábeis de antes de novembro, tantas foram as alterações na contabilidade do PanAmericano. "Era uma obra de inteligência, mas nem sempre a inteligência é usada para o bem."

A administração anterior do PanAmericano não registrava como passivo carteiras de crédito vendidas a outros bancos. Além disso, havia empréstimos que não estavam mais com o PanAmericano e eram contabilizados como ativos no balanço patrimonial, elevando de forma artificial o resultado.

"Não foi fácil desarmar isso. Tinha um grau de automação bastante grande, eram poucas pessoas envolvidas", disse Costa. "Você não consegue determinar quando o problema aconteceu e em qual intensidade. A gente sabe que durante a crise global (de 2009), ele se agravou."
Costa, que está no banco desde meados de novembro, disse que Banco Central, Ministério Público e Polícia Federal têm "acesso total, geral e irrestrito" ao PanAmericano, em investigação que conduzem sobre a fraude no banco.

Histórico – Em 9 de novembro, o Grupo Silvio Santos, então na posição de acionista majoritário, anunciou aporte de R$ 2,5 bilhões no PanAmericano, sacados do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por inconsistências no balanço da instituição.

Novos executivos foram escalados para sanar o banco e encontraram outros problemas, fazendo com que Silvio Santos aportasse mais R$ 1,3 bilhão no PanAmericano, também via FGC, antes de o empresário e apresentador vender o banco. Além da fraude de R$ 3,8 bilhões, houve erro no registro da marcação a mercado de um swap e ajustes resultando em adição de 500 milhões ao passivo do banco.

Em 31 de janeiro, o BTG Pactual anunciou a compra do controle do PanAmericano por R$ 450 milhões. O negócio ainda precisa, contudo, passar pelo crivo do BC.

Patrimônio – O banco tinha no final de dezembro patrimônio líquido de R$ 197 milhões, não estando enquadrado no índice de Basileia – que mede a relação entre o capital da instituição e o volume de recursos emprestado. No Brasil, o índice mínimo de Basileia exigido dos bancos é de 11%. O do PanAmericano estava negativo em quase 5% em dezembro.

Com os R$ 1,3 bilhão aportado no final de janeiro, a direção do PanAmericano estima que estará em conformidade com o índice de Basileia até o final de fevereiro.

Fonte: Diário do Comércio

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