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Fraude em factoring afeta 450 investidores

Porto Forte S/A vai ser investigada por má gestão e suspeita de manipulação das informações contábeis-------Depois do escândalo do Panamericano, uma outra

01/03/2011 10:17:00

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Porto Forte S/A vai ser investigada por má gestão e suspeita de manipulação das informações contábeis
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Depois do escândalo do Panamericano, uma outra fraude agita o mercado financeiro. A factoring Porto Forte S/A teria provocado prejuízos a cerca de 450 investidores, a maioria de profissionais do próprio mercado.

Segundo reportagem publicada ontem pelo jornal Valor Econômico, a Porto Forte oferecia aos clientes uma rentabilidade em torno de 160% da taxa de juros de referência do sistema financeiro (conhecida como CDI).

Recentemente, uma executiva da empresa identificou indícios de má gestão e provável manipulação das informações contábeis. Procurada, a empresa informou que está investigando os problemas e só vai se pronunciar quando os resultados estiverem prontos. A PricewaterhouseCoopers foi contratada para auditar suas contas.

A nota e o site da Porto Forte explicam sua atuação. Trata-se de uma companhia que empresta dinheiro para empresas com foco em capital de giro e gerenciamento de contas a pagar e a receber. Em 2008, transferiu os recebíveis que ela mesma gerava para um fundo de investimento em direitos creditórios (FDIC) batizado de Fundo Porto Forte de Investimentos.

O sistema da Porto Forte tem uma peculiaridade, segundo o jornal Valor: os investidores só recebiam seu dinheiro de volta após vender sua participação na empresa. Um dos acionistas seria José Roberto Ermírio de Moraes Filho, herdeiro do Grupo Votorantim. Procurado, ele não quis se pronunciar.

Na nota, a Porto Forte informa que o fundo e as demais operações da empresa estão operando normalmente. Contudo, o comunicado reconhece os problemas e fala em "inconsistências surgidas na análise das contas".

"Em 17 de fevereiro, a diretora vice-presidente, Luciana Lima, apresentou uma carta dando ciência aos demais diretores de que "identificou que houve indícios de má gestão e possível utilização indevida do caixa da empresa"".

O texto observa, ainda, que foram pedidos esclarecimentos ao diretor-presidente da empresa, Guilherme Camargo, que seria o principal responsável pelas conta da Porto Forte.

Leandro Modé - O Estado de S.Paulo

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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