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Montar uma empresa custa, em média, R$ 64 mil

Pesquisa mostra que maiores gastos ocorrem no Sudeste e Centro-Oeste, que também são campeões de vendas Guardar um dinheirinho antes de abrir um negócio não

24/10/2006 00:00:00

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Pesquisa mostra que maiores gastos ocorrem no Sudeste e Centro-Oeste, que também são campeões de vendas Guardar um dinheirinho antes de abrir um negócio não é apenas necessário - pode influenciar diretamente os resultados iniciais da empresa. Uma pesquisa do Sebrae mostrou que, nas regiões onde mais se investe na abertura de empresas, os resultados tendem a ser melhores. Em média, os empresários brasileiros investem R$ 64 mil reais para montar seu negócio formal. A região onde este valor é mais alto é no Centro-Oeste, onde a média é de R$ 73 mil por empresa. Em seguida aparecem o Sul (R$ 68 mil) e o Sudeste (R$63 mil). Os melhores faturamentos também estão nestas regiões, porém Sudeste e Centro-Oeste invertem posições. "Isso acontece porque no Centro-Oeste há maior concentração de agronegócios, que exigem muito investimento em terreno e maquinário, para ter retorno só a longo prazo", explica a coordenadora da pesquisa do Sebrae, Magali Albuquerque. "Já no Sudeste há mais empresas de tecnologia, que conseguem começar com menor investimento, porém com resultados mais rápidos." Ela disse que o valor médio de investimento pode ser considerado robusto para uma pequena empresa. "Entre estes empreendedores formalizados, apenas 16,7% começaram o negócio por pura necessidade. Os demais haviam economizado e planejado o negócio - o que explica o valor bem razoável." Magali destaca, porém, que mais importante do que o valor investido é o plano de negócios. "Não adianta investir todo o dinheiro da família em um negócio feito de improviso. Sem planejamento, a empresa vai quebrar mais cedo ou mais tarde." O empresário José Augusto da Silva, do Rio de Janeiro, lembra exatamente quanto investiu para criar, em 1988, a empresa de tecnologia Pipeway: R$ 42 mil. "Eu era pesquisador da PUC e vi um nicho de mercado para algumas tecnologias que pesquisávamos." Hoje a Pipeway desenvolve dispositivos que percorrem os dutos de petróleo para identificar amassados ou rachaduras, evitando acidentes. "Começamos com três pessoas. Hoje somos 34 e exportamos para toda a América." A Pipeway faturou R$ 4,5 milhões em 2005 - mais de cem vezes o valor do investimento inicial. Paulo Veras, diretor geral do instituto Empreender Endeavor, também avalia que o sucesso da empresa está ligado ao planejamento. "Quando vai investir uma quantia alta, o empreendedor quer que dê certo e planeja mais. Esse é um motivo para que essas empresas tenham melhor faturamento." Veras diz que não é difícil fazer um plano de negócios - e descobrir qual a quantia a investir na empresa. "O empreendedor precisa calcular quanto será necessário comprar de matéria-prima, equipamentos, aluguel, contas de água, luz, telefone e salários dos funcionários. Com o dinheiro que tem, analisa quanto tempo consegue sustentar esta estrutura." Veras diz que um erro comum é esquecer que é preciso um dinheiro extra para o empresário manter a própria casa. Para o diretor, "com planejamento bem feito e boa execução, a empresa crescerá. Especialmente se criar um modelo que gere fluxo de caixa o bastante para se manter," diz Veras. "E não entrará na estatística de que 50% das empresas morre antes de dois anos." PERFIL A pesquisa do Sebrae identificou também o perfil do empreendedor formal nascente no Brasil. A maioria são homens (62%). Tanto para eles quanto para eolas, a idade média é de 36 anos. A maioria dos empreendedroes é casada. Quanto à escolaridade, a maior parte (44%) tem curso médio, enquanto 37% apresentam diploma de nível superior. Apenas 45% têm e-mail. "Apesar de não termos números exatos para fazer comparações, estes são indicadores muito melhores do que o de empresários que estão na informalidade", diz Magali, do Sebrae.

Fonte: Estadão

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