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Salário médio das mulheres no DF já é 3,8% maior que o dos homens

Sempre relegadas ao segundo plano no mercado de trabalho, as mulheres estão alçando voos cada vez mais altos. A virada de mesa está sendo tão forte que, no Distrito

12/05/2011 08:38:17

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Sempre relegadas ao segundo plano no mercado de trabalho, as mulheres estão alçando voos cada vez mais altos. A virada de mesa está sendo tão forte que, no Distrito Federal, elas já superam os homens quando o assunto é salário. Dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2010, revelam que o rendimento médio mensal da força feminina ficou em
R$ 3.803,55, superando em 3,84% o ganho dos trabalhadores, de R$ 3.662,60. A capital do país é, no entanto, a única unidade da Federação em que, no contracheque, o domínio está com elas.

A situação das mulheres que trabalham no Distrito Federal — onde há 1,1 milhão de empregos formais — é muito superior frente ao restante do país, disse o ministro Carlos Lupi. Seus rendimentos médios representam mais do que o dobro pago nacionalmente à mão de obra feminina, de apenas R$ 1.742. Na capital federal, quando se olha para o mercado de trabalho como um todo, os salários aumentaram, na média, 1,26% acima da inflação. Os homens, porém, tiveram correções nos rendimento superiores a elas: 1,64% contra 0,57%.

Na avaliação do ministro, a despeito dos avanços verificados no Distrito Federal, ainda são muitas as distorções no mercado de trabalho brasileiro. Muitas empresas que operam país afora continuam discriminando as mulheres, os negros e os pardos na hora da contratação. Eles ganham bem menos que os homens brancos da mesma faixa de escolaridade. Os rendimentos médios dos trabalhadores declarados como brancos são 46,40% superiores aos recebidos pelos negros e 41,78% acima dos salários pagos aos pardos.

Força da construção
Em 2010, quando a economia brasileira registrou crescimento de 7,5%, a maior expansão desde 1986, foram abertas 37,6 mil vagas formais no DF. Segundo as informações da Rais, proporcionalmente, o maior aumento de postos surgiu na construção civil: 6,5 mil, um salto de 11,45% ante 2009. No setor de serviços, mais 29.807 trabalhadores tiveram a carteira assinada ( 7,85%), sendo 10.591 no comércio ( 6,91%).

Na administração pública, que responde por boa parte dos empregos na capital do país, houve uma ligeira redução nos postos de trabalho, devido aos escândalos que assolaram o governo local, sob o comando do governador cassado José Roberto Arruda. Ainda assim, os servidores distritais e federais representam quase 40% da mão de obra formal. Em dezembro de 2010, eram 414.101 funcionários públicos — 8.814 (2,08%) a menos do que o verificado no ano anterior.

Gol corta 1,1 mil vagas
Preocupada com a elevação de custos operacionais, impulsionados pelo aumento nos preços do petróleo, a Gol fechou, em fevereiro e março deste ano, 1,1 mil vagas. A empresa, que tem hoje 18,7 mil funcionários efetivos, estimou que a economia com a redução no quadro de pessoal será de R$ 45 milhões em 12 meses. Foram demitidas 250 pessoas, em sua maioria aeroviários, e cancelados postos que seriam abertos. “Os cortes incluem todas as áreas da empresa, desde a administrativa até a operacional”, informou a Gol. O Sindicato Nacional dos Aeroviários criticou os cortes. O diretor regional da entidade em Brasília, Luciano de Oliveira, afirmou que o enxugamento não é acompanhado por diminuição nas decolagens. “A medida pode aumentar a sobrecarga dos trabalhadores e os riscos para a segurança dos passageiros”, afirmou. Segundo a Gol, a média de 900 voos diários mantém-se desde o ano passado.

Fonte: Correio Braziliense

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