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Ineficiência do Estado é mais grave que carga tributária, diz Delfim

SÃO PAULO - O economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, propôs nesta sexta-feira, 3, que a sociedade passe a defender a melhora da eficiência do uso

08/06/2011 08:37:03

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SÃO PAULO - O economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, propôs nesta sexta-feira, 3, que a sociedade passe a defender a melhora da eficiência do uso dos impostos, em vez de insistir em pedir a redução da carga tributária. "O Brasil cresceu muitos anos a 7,5% ao ano, com carga tributária de 24%, sendo que o governo investia 5%. Hoje, o Estado toma 36% do setor privado em carga tributária, mais 3% de déficit nominal, e investe 1,5%.

Não adianta insistirmos em reduzir a carga tributária, o problema é a eficiência do gasto, o que é tomado da sociedade e o que é devolvido. É possível melhorar a eficiência do uso e permitir que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 5% ao ano. O problema da deficiência não está no setor privado, mas no setor público", disse o ex-ministro, ao participar da 22.ª edição do Congresso do Aço, na capital paulista.

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que a necessidade de reformas é urgente. "A sociedade conhece as necessidades do País, mas a demora para se tomar decisões cria as grandes dificuldades que estamos enfrentando", disse. Entre as dificuldades, ele citou câmbio, carga tributária excessiva e juros elevados. "Se fizermos mudanças necessárias do ponto de vista de carga tributária e juros, temos um longo crescimento para os próximos anos." O presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que a arrecadação que o governo faz "não é transparente".

Ele citou como exemplo os impostos cobrados sobre a energia elétrica para os consumidores residenciais e industriais, cujas alíquotas são desconhecidas pela maioria dos contribuintes. Gerdau defendeu que capital e trabalho se juntem para debater os problemas do País. "Temos de saber onde queremos chegar 20 anos para frente e corrigir isso a cada dois anos porque o mundo muda de novo", afirmou. Em relação ao pré-sal, Gerdau disse que se trata de riqueza não para ser gasta, mas investida. "Se começarmos a torrar o dinheiro do pré-sal, vai durar 20, 30 anos, e como é que se faz quando essa riqueza acabar?".

Segundo Gerdau, países que possuem riqueza de petróleo são pobres, caso da Venezuela. O ex-ministro Delfim Netto afirmou que petróleo é um produto nobre demais para ser exportado. "Se o Brasil decidir exportar petróleo, vamos voltar para trás. Temos tudo para construir uma grande indústria do petróleo, usando o que ele tem de melhor, que não é ser dissipado em transporte", disse. "Não devemos perder nenhuma oportunidade, devemos utilizar recursos da melhor maneira possível, mas não podemos fazer isso sem ampliar de maneira importante o setor de indústria e serviços." Delfim ressaltou que a expansão da China a partir de 2003 foi um presente que o Brasil ganhou. "Isso elevou o crescimento das exportações. Estávamos preparados para fazê-lo", disse. Gerdau citou que a demanda da Ásia por commodities resolveu o problema da balança comercial brasileira. "O Brasil devia fazer uma estátua aos empresários do setor primário", disse Gerdau, acrescentando que o País tem hoje dependência total "desse paraíso que é a Ásia". "As commodities e o minério só vão para frente", disse Gerdau.

Fonte: Agência Estado

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