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Tributos comem os faturamento das PMEs

Não são apenas os consumidores que sofrem com a carga tributária. As pequenas empresas do Grande ABC estão perdendo oportunidades por causa dessas onerações.

27/06/2011 08:16:09

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Não são apenas os consumidores que sofrem com a carga tributária. As pequenas empresas do Grande ABC estão perdendo oportunidades por causa dessas onerações. Impostos, taxas e contribuições levam, em média, 21% do faturamento. E o resultado é redução na capacidade de investimento.

Ampliar a produção, expandir a área produtiva, estoques, aumentar a frota de veículos, o número de máquinas e equipamentos ou funcionários, muitas vezes, estão fora de cogitação.

Essas companhias, com faturamento anual entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões, perdem as forças para crescer, desestimuladas pelos tributos. E contam, geralmente, apenas com suas vendas, porque a contratação de crédito é mais restrita ao segmento.

O proprietário da filial brasileira da Comat Releco, Jéferson Duarte, atua em São Caetano há quase dois anos. Pequeno empresário do segmento de automação industrial, ele afirmou que paga quase metade da receita em tributos. "São impostos sobre compra, venda e empregados. Segundo meu contador, são cerca de 33,5% do faturamento", contou Duarte.

O reflexo da carga tributária, no ano passado, foi doloroso. "Nós, pequenos, temos que faturar muito para conseguir pagar os tributos. Como trabalho com produtos importados, e dificilmente consigo aprovação de crédito, utilizo capital de giro. E por falta de estoque, pois não tinha recursos para aumentá-lo, perdi R$ 856 mil em vendas no ano passado", contou Duarte.

Levantamento da BDO RCS aponta que, de 150 pequenas e médias empresas no País, 69,8% gastam 21% do faturamento com tributos. Exemplo do problema, estudo da Fundação Getulio Vargas aponta que 42% do setor industrial considera que os tributos são empecilho para os investimentos.

PERDAS - O sócio-proprietário e diretor de auditoria da BDO RCS, José Santiago da Luz, explicou que o prejuízo para o setor empresarial não se deve apenas ao fato de o CF51Leão/CF abocanhar parte do faturamento.

"Muitas vezes o empresário não consegue repassar o custo integral dos impostos em seus produtos. Portanto ele acaba vendendo mais barato, e acaba entrando na conta da despesa. Ele fatura menos", explicou Luz.

Ele pede mais atenção da administração pública para as companhias de pequeno porte. "O governo deveria pensar na pequena e média empresa. Porque é ali que está a maioria dos empregos do País."

Ele completou que se não há geração de empregos diretos, essas companhias contribuem para as ocupações indiretas. "Por exemplo uma confecção, que conta com serviços terceirizados de confecções menores", destacou
CONHECIMENTO - A especialista em tributos da empresa da Baker Tilly Brasil, Elisabeth Bronzeri, destacou a importância do conhecimento constantemente atualizado sobre a legislação tributária.

"Entender as alterações fiscais possibilita mudanças de estratégia, visando economia tributária e minimizando os
riscos de autuação fiscal, além de melhorar o planejamento na compra e venda de mercadorias", afirmou

Fonte: Diario do Grande ABC

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