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Maioria das companhias usa ajuda externa em balanços

O primeiro ano de apresentação das demonstrações financeiras na nova norma contábil-International Financial Reporting Standards (IFRS) - fez com que o número

13/07/2011 13:20:24

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O primeiro ano de apresentação das demonstrações financeiras na nova norma contábil-International Financial Reporting Standards (IFRS) - fez com que o número de empresas contratadas que prestam serviços de contabilidade por companhias de capital aberto fosse recorde. De acordo com pesquisa da Deloitte Touche Tohmatsu, em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), 82% das empresas entrevistadas utilizaram ajuda externa para a elaboração dos resultados.

Entretanto, para Bruce Mescher, sócio da Deloitte, esta terceirização deverá ser reduzida neste ano. "A terceirização deve cair muito com o aumento da familiaridade dos executivos com os IFRS", acredita o executivo. O grau de familiaridade também foi calculado pela pesquisa da empresa de auditorias, que entrevistou 46 companhias de capital aberto que somadas tiveram faturamento anual de R$ 40 bilhões.

Do total de empresas consultadas, 49% afirmaram ter muita familiaridade com os IFRS, contra um percentual de 8% em 2008. Ainda, de acordo com a pesquisa, 36% disseram ter alguma familiaridade, enquanto apenas 15% revelaram ter pouca proximidade com a norma contábil.

O estudo não faz uma projeção setorial, mas o executivo da Deloitte afirmou que os segmentos da economia brasileira mais afetados com implementação da norma foram: energia elétrica, saneamento e rodovias. "Não dá para dizer que as empresas foram prejudicadas, porque os IFRS trouxeram mais transparência às companhias, mas eu destacaria o setor de rodovias, pois ainda não se sabe ao certo como é para colocar as concessões de rodovias nas demonstrações financeiras com os IFRS", revelou Mescher.

O sócio da Deloitte destacou ainda a falta de qualidade de informação prestada pelas companhias, dizendo que é necessário que as empresas de capital aberto tenham um comprometimento maior com a norma contábil, já que esta será a melhor forma de o investidor precificar uma companhia. "Tem muita empresa com forte resistência a colocar informações", diz Mescher.

Ricardo Florence, presidente Executivo do Ibri, também lembrou da importância da qualidade da informação prestada. "Este é um padrão de comparabilidade para a classificação dos ativos", disse ele. Outro dado mostra que 31% das companhias entrevistadas já adotavam os IFRS antes de sua obrigatoriedade.

Impactos

Quando questionadas sobre os impactos dos IFRS já observados no mercado nas organizações, 58% responderam que o maior benefício foi a transparência das demonstrações financeiras, seguido pelo sistema de gestão e controle, com 49%, controles internos, com 47%, e 42% disseram que foi a avaliação dos ativos, lembrando que esta foi uma questão de múltipla escolha.

Em relação à percepção sobre o aumento do lucro líquido, 47% afirmaram que o resultado ficou maior com os IFRS, enquanto 30% disseram que ficou menor, 11% responderam 'nenhum', 5% disseram não saber e 5% revelaram que ficou muito maior. Por fim, apenas 2% afirmaram que o lucro líquido ficou muito menor.

Mescher lembrou que apesar de os IFRS facilitarem a comparação com os outros mercados, os Estados Unidos e o Japão ainda discutem que devem seguir as mesmas regras que as demais economias. "Creio que os Estados Unidos devem decidir ainda neste ano sobre a implementação", disse ele. Já em relação ao Japão, o especialista afirmou que assim que os EUA decidirem aderir, a economia japonesa vai implementar também.

Por fim, a pesquisa revela que os departamentos de relações com investidores (RI) das companhias entrevistadas acreditam que 70% dos investidores tiveram um entendimento das demonstrações financeiras. Por outro lado, os RI sinalizam que a implementação dificultou o esclarecimento das demonstrações (47%) para leitura, reforçando a necessidade de investimento em pessoal para as companhias. As empresas realizaram fortes investimentos nas áreas de RI: 36% aportaram menos que R$ 200 mil; 18%, de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões; 16%, de R$ 200 mil a R$ 500 mil; e 16%, mais de R$ 2 milhões.

Fonte: DCI

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