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Assédio no ambiente de trabalho: como agir

O assédio tem sido cada vez mais frequente no ambiente de trabalho. Porém, a situação se torna ainda mais delicada quando a atitude parte do superior. Nas relações

14/07/2011 23:41:18

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O assédio tem sido cada vez mais frequente no ambiente de trabalho. Porém, a situação se torna ainda mais delicada quando a atitude parte do superior. Nas relações humanas o respeito mútuo deve prevalecer independente da hierarquia. Em alguns casos, no local de trabalho esse respeito com o próximo é ignorado, ferindo a honra e a dignidade, levando a vítima ao sofrimento.

De acordo com a advogada e consultora trabalhista Rosania de Lima, no meio profissional existem dois tipos de assédio: o sexual, quando o superior abusa da sua autoridade e confiança, inerentes ao cargo, para ter vantagens sexuais, e o moral, que consiste em uma perseguição constante, sádica e humilhante executada por alguém que tem a intenção de afastar a vítima do trabalho.

O assédio, tanto moral quanto sexual, pode acarretar danos à integridade física, psíquica e moral das vítimas, por isso, quanto mais cedo o profissional decidir pôr um fim à situação menos prejuízos implicará para a sua vida. Se a situação ainda não tomou proporções incontroláveis, existem algumas atitudes que devem ser tomadas para solucionar o problema.

Muitos profissionais temem adotar uma atitude com receio de demissão. Sendo assim, se sentem intimidados, acomodando-se com o assédio e continuam sofrendo. Para a consultora trabalhista, a vítima precisa enfrentar a situação, mas é preciso ter jogo de cintura e sempre deixar claro que se sente incomodado com o assédio, seja moral ou sexual. “Não adianta fugir, é preciso enfrentar o problema e buscar uma solução”, afirma Rosania. Uma boa saída para o assediado é deixar claro os seus objetivos, enfatizando sempre o lado profissional da relação. “Isso deve ser feito de forma educada e sutil para evitar constrangimentos de ambas as partes”, orienta.

O superior que passa dos limites na relação com o empregado está sujeito a consequências graves, como por exemplo, um processo judicial. Segundo Rosania, quando o profissional se sente prejudicado com os assédios constantes, normalmente pede demissão e recorre à Justiça. A consultora observa que casos como esse, podem gerar ações por danos morais e até penal, com possibilidade de pagamento de indenização. A vítima também pode alegar demissão por justa causa.

A especialista orienta que é sempre bom esclarecer a situação. “Verifique se os assédios não passam de mal-entendidos. Para sanar a dúvida, antes de tomar qualquer atitude radical, sente e converse, reservadamente, com seu superior, para esclarecer o ocorrido. Se essa atitude não for suficiente, procure o departamento de Recursos Humanos e explique a situação, pedindo que as medidas cabíveis sejam tomadas”, recomenda.

Fonte: CRC - SP

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