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Limite da correção da tabela do IR é 3%, avisa Mantega

O governo descarta uma correção além dos 3% na tabela do Imposto de Renda (IR) retido na fonte. Essa foi a posição que o ministro da Fazenda, Guido Mantega,

11/12/2006 00:00:00

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O governo descarta uma correção além dos 3% na tabela do Imposto de Renda (IR) retido na fonte. Essa foi a posição que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu ontem na primeira reunião sobre o reajuste do salário mínimo, realizada com a presença de cinco ministros e representantes das centrais sindicais. "Não há possibilidade de dar correção da tabela do IR além dos 3% porque isso já significa renúncia fiscal de R$ 800 milhões em 2007. Estamos procurando desonerar outros tributos, mas não dá para fazer tudo. Já chegamos num limite com os 3% previstos para 2007 e outros 3% para o ano seguinte", justificou. Quanto ao salário mínimo, os ministros continuaram defendendo um aumento dos atuais R$ 350 para R$ 367, valor que respeita os critérios da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): considera as variações da inflação e do PIB per capita. Segundo o ministro da Previdência, Nelson Machado, cada R$ 1,00 somado ao valor do salário mínimo provoca impacto de R$ 107,4 milhões nas contas da Previdência. Os ganhos na arrecadação previdenciária são estimados em 30% se o valor ficar em R$ 367. Portanto, a diferença entre os R$ 367 defendidos pelo governo e os R$ 420 reivindicados pelas centrais sindicais é de R$ 53 ou impacto de R$ 5,7 bilhões em 2007 nas despesas previdenciárias. Na visão de Mantega, o salário mínimo cresceu nos últimos anos e tem de continuar crescendo. Mas como tem impacto nas despesas da Previdência, o governo quer ter mais recursos para investimento. "O país precisa crescer mais, como todos desejam. Para criar mais empregos, como desejam os trabalhadores, é preciso conter a elevação dos gastos correntes", explicou. Além de um salário mínimo de R$ 420, as centrais querem correção de 7,7% na tabela do IR. O representante da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que as centrais já descartaram um acordo sobre R$ 367 ou R$ 375. "É preciso um meio termo entre R$ 420 e R$ 375. Não vamos baixar uma vírgula", disse.

Fonte: Fenacon

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